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Brasil (português)
Brasilban
Bandeira Nacional
Brasilco
Brasão de Armas
Timeline: Brasil Paralelo
Hino: [[Hino do Brasil|
Hino Nacional
Brazil
Localização do Brasil (não incluídos os territórios ultramarinos). fica América do Sul
Brasil (2)
mapa (transcontinental) do Brasil, que fica América do Sul
Nome Popular Brasil
Gentílifico M: Brasileiro;F: Brasileira
Gentílifico Brasileiro
Capital Brasília
Cidade mais populosa Rio de Janeiro
Idioma(s) Oficial(is) Oficiais Português

Línguas Regionais Reconhecidas: Tupi, Quíchua, Guarani, Altotih (Manowan), Mangarevano, Marquesano, Rapa Nui, Outras

Tipo de governo Monarquia Constitucional Parlamentar Federativa
Regime
- Rei Marco II
- Chanceler Maia Grimaldi de Castro
População - Censo de 2015:

171.346.000 hab. (7º)

- Densidade: 16,5 hab./km² (206.º)

- Grupos Étnicos: 49,71% Brancos 33,10% Mestiços 12,07% Negros 3,09% Asiáticos 1,43% Ameríndios 0,5% Polinésios

Área - Total:

10.350.746,049 km² (2.º)

- Fronteira: Argentina, Bolívia, Colômbia, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela, Chile, Alemanha (por Zenith), Espanha (por Cádiz)

Independência do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves
- Declarada 7 de Setembro de 1821
- Reconhecida 29 de Agosto de 1824
- PIB Nominal

- Total (2016):
US$ 11,060 trilhões (3º) - per capita (2016):
US$ 64.548 (4º)

PPP - Total (2016):
US$ 14,242 trilhões (3º) - per capita (2016):
US$ 83.120 (4º)

- Indicadores Sociais Gini - 30,1
(médio)

IDH - 0,933 (3.º)
(muito elevado)

- Clima Equatorial, semiárido, subtropical, tropical, subártico, mediterrâneo (exclave de Cádiz), temperado, polar
- Moeda Corona (₢) (BRC)
Código Coniso BRA
Código internet .br
Código telefônico +55
Por Província, Província Insular, Cidade Autônoma, Território Insular
Nome da divisão Província, Província Insular, Cidade Autônoma, Território Insular
Brasil, oficialmente Reino das Províncias Unidas do Brasil, é um estado soberano pluricontinental, o maior país da América e o segundo maior do mundo em área territorial, além de ser o décimo primeiro mais populoso do mundo. É o único país majoritariamente lusófono da América (embora o português seja uma das línguas oficiais do Canadá) e o maior, além de ser uma das nações mais multiculturais e etnicamente diversas, em decorrência da forte imigração oriunda de variados cantos do globo. Essa diversidade étnica e a grande igualidade entre as diversas etnias é notável. O Brasil é o mais etnicamente igualitário entre os países desenvolvidos. É delimitado pelo Oceano Atlântico a leste e possui duas saídas ao Pacífico a oeste, possuindo também saída para o Mar Báltico através do enclave de Zenith e o Mar do Japão pela Província Insular de Jeju. É limitado ao noroeste pela Venezuela e Colômbia; a oeste pelo Peru e Bolívia; ao sudoeste pelo Paraguay e Argentina; ao norte da Província da Nova Escandinávia pelo Chile; possui dois enclaves na Espanha e Alemanha; além de diversas bases militares soberanas em outros países, como Guaraci em Açores (Portugal).

Vários arquipélagos formam seu território, como o Atol das Rocas, o Arquipélagos de São Pedro e São Paulo, Fernando de Noronha, Trindade e Martim Vaz, Galápagos, e as Ilhas Marquesas, Mangareva e a porção oriental do Arquipélago de Tuamotus (Polinésia Brasileira).

Sua Constituição, formulada em 1824, é a constituição mais antiga ainda efetiva. Define o Brasil como uma monarquia constitucional federativa semipresidencialista,sendo uma forma única de governo. A monarquia brasileira é diferente de outras monarquias por suas instituições de influência republicana e sua divisão interna federalista. É formado por 49 Unidades Federativas ( 42 Províncias, 2 Províncias Insulares, 2 Cidades Autônomas, 2 Territórios Insulares e o Distrito do Planalto), todas com pleno cidadania e nacionalidade brasileira; Prevê divisão dos poderes e legislatura bicameral (o Senado e o Magistério).

O território que hoje forma o Brasil, em sua maior parte, foi encontrado pelos europeus em 1500, durante a expedição portuguesa liderada por Pedro Álvares Cabral. A região, que até então era habitada por ameríndios divididos em milhares de grupos linguísticos e étnicos, tornou-se colônia do Império Português. Embora tenha tido alta autonomia, e fosse mais semelhante a um Estado vassalo do que uma colônia de fato, o vínculo colonial foi rompido apenas em 1808 com a transferência da corte portuguesa para o Rio de Janeiro em função da invasão napoleônica a Portugal. Em 1815, o Brasil é elevado à condição reino unido a Portugal sob D. João de Bragança. A independência política do país, proclamada pelo príncipe e general Pedro de Alcântara (segundo rei do Brasil), se deu em 1821. Após a independência, o Brasil se expandiu pela América do Sul às custas dos vizinhos hispânicos. Parte do território brasileiro atual já foram nações autônomas como as províncias do Uruguay e do Ecuador e a província da Patagônia (antiga Confederação das Cidades Livres Unidas). A expansão brasileira também se estendeu ao outros continentes, continuando e acelerando sua expansão colonial iniciada já na década de 1570 com a Companhia de Comércio do Ultramar (COU), tornando o país um notável império colonial. Num período de 20 anos após a independência, a Guerra da Cisplatina (1823-24) e a Grande Guerra Latino-Americana (1829-35) confirmariam o Brasil como potência militar e econômica hegemônica na América Latina. As posteriores Guerra de Sucessão Portuguesa (1840-42) e Guerra Anglo-Brasileira (1850-55) confirmariam mais uma vez o Brasil, dessa vez como potência mundial e uma das nações mais influentes dos séculos XIX e XX.

A maior parte das colônias brasileiras se tornaram independentes ao longo do século XX, mas o Brasil manteve grande influência financeira e diplomática, podendo ser vista na maioria dos continentes no idioma e cultura de suas antigas colônias, seu império colonial foi o 5º maior império da história em extensão. 

O Brasil é uma nação desenvolvida, possuindo a terceira maior economia por PIB Nominal e o quinto maior PIB Nominal per capita. É classificado com muito alto no Indice de Desenvolvimento Humano (IDH), estando em terceiro lugar no ranking mundial. Foi o segundo país a se industrializar e uma Grande Potência desde o início de sua história como estado independente. Continua a ser uma potência mundial com grande influência nos âmbitos político, econômico, militar, cultural e tecnológico. É possuidor reconhecido de arsenal nuclear e possui o terceiro maior gasto militar do mundo. O Brasil está no topo dos rankings de desempenho nacional, incluindo transparência de governo, liberdades civis, competitividade da economia e desenvolvimento humano.

É também o maior exemplo de “nação verde” do mundo, responsável por grande parte do desenvolvimento e implantação de novas tecnologias limpas, com índices incomparáveis de sustentabilidade. Ao longo das décadas de 1980, 1990, 2000 e 2010, o Brasil desenvolveu e implantou tecnologias revolucionárias em várias áreas, principalmente aeroespacial, ecológica e de produção de energia. Em função disso e muitos outros aspectos econômicos, sociais, culturais e tecnológicos, o Brasil é considerado a nação mais sustentável do planeta.

O povo brasileiro pode se orgulhar de uma longa tradição de excelência nas artes, bem como um conhecido espírito de inovação tecnológica, possuindo importantes realizações como o primeiro avião e o primeiro submarino de guerra. Seu padrão de educação, sem igual no mundo desenvolvido, é considerado uma das causas de sua alta produção tecnológica. O Brasil possui uma das mais avançadas tecnologias aeroespacial do mundo, e é destaque em desenvolvimento militar, sendo rival da Rússia e Estados Unidos em inovação.

Como grande potência econômica, possui a terceira maior economia do mundo em PIB nominal. É também o maior exportador e o quarto maior importador do mundo, além de ser o único país latino-americano membro do G8. O país possui força militar moderna e ampla, utilizada para auto-defesa e para funções de manutenção da paz. O Brasil possui um padrão de vida muito alto (3º maior IDH), com a quinta maior expectativa de vida do mundo (de acordo com estimativas da ONU e da OMS) e a oitava menor taxa de mortalidade infantil.

É membro da Organização das Nações Unidas (ONU), G7, G8, G20, da Cooperação Econômica Ásia-Pácifico (Apec), da União das Nações Latino-Americanas (UNALA), a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), da União Luso-Brasílica das Nações (ULBRAN) e da Organização Mundial do Comércio (OMC) e é um dos sete membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

Etimologia Editar

As raízes etimológicas do termo "Brasil" são de difícil reconstrução. O filólogo Adelino José da Silva Azevedo postulou que se trata de uma palavra de procedência celta (uma lenda que fala de uma "terra de delícias" chamada HyBrazil), mas advertiu também que as origens mais remotas do termo poderiam ser encontradas na língua dos antigos fenícios. Na época colonial, cronistas da importância de João de Barros, frei Vicente do Salvador e Pero de Magalhães Gândavo apresentaram explicações concordantes acerca da origem do nome "Brasil". De acordo com eles, o nome "Brasil" é derivado de "pau-brasil", designação dada a um tipo de madeira empregada na tinturaria de tecidos. Na época dos descobrimentos, era comum aos exploradores guardar cuidadosamente o segredo de tudo quanto achavam ou conquistavam, a fim de explorá-lo vantajosamente, mas não tardou em se espalhar na Europa que haviam descoberto certa "ilha Brasil" no meio do oceano Atlântico, de onde extraíam o pau-brasil (madeira cor de brasa). O nome da árvore, por sua vez, derivaria dos termos latinos brasa, brasa, e o sufixo il (de ilium ou iculum). Antes de a atual designação se popularizar, as novas terras descobertas foram designadas: Monte Pascoal (quando os portugueses avistaram terras pela primeira vez), Ilha de Vera Cruz, Terra de Santa Cruz e Nova Lusitânia. Cabralia e Brazilia Regina são também nomes populares usados nas canções, poesia patrióticas e personificações da nação.

O nome oficial do país, Reino das Províncias Unidas do Brasil, possui também um significado profundo. Escolhido entre várias sugestões, entre as quais Reino Federado das Províncias do Brasil Reino do Brasil Unido, tinha como objetivo enfatizar que o Brasil seria uma reino formado por várias unidades iguais e autônomas, de fato uma federação, unidades essas que a um nível interno eram republicanas de fato, embora unidas sob uma Coroa.

Os habitantes naturais do Brasil são denominados brasileiros, cujo gentílico é registrado em português a partir de 1548 e referia inicialmente apenas aos que comercializavam pau-brasil.

Há também outras designações oficialmente reconhecidas que remetem à herança cultural do atual povo brasileiro como: Pindorama, ou "Terra das Palmeiras" em guarani, e Altera, ou "Remanso dos Antigos" no idioma manowan altotih.

História Editar

Era Pré-Colonial (até 1500) Editar

Antecedentes da colonização europeia Editar

Quando descoberto pelos portugueses em 1500, estima-se que o atual território do Brasil (a costa oriental da América do sul), era habitado por 2 milhões de indígenas, do norte ao sul, além de mais 1,5 milhões de nativos manowan.

A população ameríndia era repartida em grandes nações indígenas compostas por vários grupos étnicos entre os quais se destacam os grandes grupos tupi-guarani, macro-jê, aruaque, e manowan. Os primeiros eram subdivididos em guaranis, tupiniquins e tupinambás, entre inúmeros outros. Os tupis se espalhavam do atual Rio Grande do Sul ao Rio Grande do Norte de hoje. Segundo Luís da Câmara Cascudo, os tupis foram «a primeira raça indígena que teve contacto com o colonizador e (…) decorrentemente a de maior presença, com influência no mameluco, no mestiço, no luso-brasileiro que nascia e no europeu que se fixava». A influência tupi se deu na alimentação, no idioma, nos processos agrícolas, de caça e pesca, nas superstições, costumes, folclore, e até no físico dos brasileiros.Quanto aos manowan, foram um reino comercial desenvolvido e avançado que habitou o sudoeste da Amazônia entre 700 a.C. e 1632 d.C.

Do lado europeu, a descoberta do Brasil foi precedida por vários tratados entre Portugal e Espanha, estabelecendo limites e dividindo o mundo já descoberto e o mundo ainda por descobrir. Destes acordos assinados à distância da terra atribuída, o Tratado de Tordesilhas (1494) é o mais importante, por definir as porções do globo que caberiam a Portugal no período em que o Brasil foi colônia portuguesa. Estabeleciam suas cláusulas que as terras a leste de um meridiano imaginário que passaria a 370 léguas marítimas a oeste das ilhas de Cabo Verde pertenceriam ao rei de Portugal, enquanto as terras a oeste seriam posse dos reis de Castela (atualmente Espanha). No atual território do Brasil, a linha atravessava de norte a sul, da atual cidade de Belém do Pará à atual Laguna, em Santa Catarina. Quando soube do tratado, o rei de França Francisco I teria indagado qual era "a cláusula do testamento de Adão" que dividia o planeta entre os reis de Portugal e Espanha e o excluía da partilha.

Reino Manowan Editar

Por séculos as origens da civilização manowana foram envoltas em mistério. Manowan foi um reino pré-colombiano amazônico que veria sua ascensão e queda num período de 2332 anos, entre aproximadamente, 700 a.C. e 1632 d.C..

Os manowan foram mais avançados que os outros povos americanos em diversos aspectos. Possuíam conhecimento naval desenvolvido, alfabeto fonético e armas de ferro. Sua matemática, de base 10 como a nossa, conhecia o zero. Seu idioma, o altotih, era misteriosamente diferente de qualquer coisa em quaisquer das árvores linguísticas americanas. Enquanto as origens de sua civilização e de seu desenvolvimento sejam agora conhecidas, as origens do povo e da etnia manowana em si são ainda um dos maiores mistérios da humanidade.

Entre 800 e 850 A.C., o povo manowan surgiria na história ao unificar suas 14 tribos sob uma confederação. Em 700 A.C., porém, um fenômeno inesperado mudaria os rumos do desenvolvimento dos manowan. Uma pequena frota fenícia, 5 navios, perdida no Atlântico e levada pelos ventos aparece na foz do rio Amazonas. Explorando mais o interior do continente, os fenícios moribundos seriam encontrados pelos manowan próximos à tribo do líder manowan Eliandor.

Vendo os fenícios como seres vindos dos deuses, os manowan cuidam de suas necessidades e os acolhem. Ao viver com os nativos por anos, os marinheiros ensinam as técnicas do velho mundo a eles. Hiram, um sábio fenício que vivenciou toda a interação e foi acolhido junto dos marinheiros, escreveria durante toda sua vida os Diários de Hiram, nos quais narra sua epopeia marítima, a descoberta e o relacionamento com os manowan. Os Diários, escritos em fenício, ficariam escondidos no Palácio de Niss até sua descoberta em 1933 e lançariam luz ao mistério da civilização manowan.

Em 550 A.C., os manowan haviam assimilado os conhecimentos fenícios, eram um reino estabelecido, possuíam agricultura e comércio desenvolvidos, haviam desenvolvido seu próprio alfabeto fonético, e suas cidades eram grandiosas. O rei, chamado de Bal, possuía grandes poderes administrativos, controlando a agricultura e a distribuição de alimentos, e vivia na capital, Eliandor. Com o desenvolvimento interno, os portos de Niss e Daegun se tornaram trampolins para o comércio manowan. 

O território do Reino de Manowan propriamente dito não se expandiria desde sua fundação, e a população seria controlada por cruéis, porém eficientes medidas. Com o surgimento de grandes impérios nos Andes, como o Tiwanaco-Huari, os manowan criariam uma rede de proteção de reinos independentes que ficaria conhecida como Protetorado Manowan. Entre as mais importantes civilizações sob a proteção manowan estavam os Moche, os Chachapoyas e os Chimu. 

Os reinos sob o protetorado se mantiveram indenpendentes, porém deviam impostos ao Bal de Manowan e possuíam direito a proteção pelas tropas manowan. Sua maior obra militar seria a Linha Andina, um conjunto de mais de 40 fortalezas que guarneciam grande parte das tropas manowan e protegiam o reino das incursões cisandinas.   

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Réplica de um Thokr'a, maior tipo de navio manowan. Os Thokr'a eram usados no comércio entre as diversas feitorias manowan ao longo da costa das Américas.

Durante muitos séculos, Manowan foi um reino rico. Seus navios viajavam da Flórida e México até o Sudeste brasileiro. Suas rotas de comércio ligavam as ricas regiões andina e mesoamericana e produtos dessas regiões se amontoavam nos centro comerciais urbanos. No início do século XV, porém, uma guerra civil pelo trono assolaria o reino por 73 anos. Os últimos reinos sob o protetorado seriam conquistados, uma das maiores fontes de renda dos manowan seria cortada e o reino se isolaria. Durante e após esses episódios, os manowan encontrariam nos incas em ascensão seus maiores rivais. O protetorado seria conquistado, e os incas só não conseguiriam invadir a própria Manowan. Após centenas de tentativas de nvasão, os manowann esgotados estavam fadados à conquista inca. Mas com a chegada dos espanhóis e o fim do Império Inca, os manowann foram salvos da conquista. 

Um reino pobre à época, Manowan não chamou a atenção dos espanhóis. Com a fundação de Manaus em 1524, os luso-brasileiros entrariam em contato com a civilização manowan decadente. Apesar das relações pacíficas, das trocas de conhecimento, da imigração manowan às cidades luso-brasileiras, e até da assimilação de costumes e técnicas europeias, os manowan seriam exterminados na Guerra de Supremacia em 1632. As cidades manowan seriam ocupadas, e Niss e Daegun se tornariam portos importantes na Amazônia ocidental. Eliandor seria reconstruída, mas as construções da capital manowan seriam preservadas no Parque do Rei Endor, sendo hoje tombadas como Patrimônio Histórico da Humanidade.

Hoje, Manowan é uma província do Reino do Brasil e sua capital é Eliandor. Quanto ao povo manowan, remanescentes de sua cultura ainda são visíveis nos descendentes manowan-europeus na região amazônica. Eliandor, fundada em 600 a.C., é a cidade continuamente habitada mais antiga do continente americano.

Os Médici do Brasil Editar

Durante o início do Período Colonial, a história do Brasil se confundiria com a história dos Médici do Brasil, um ramo da dinastia florentina que floresceria no Novo Mundo após a vinda de Giuliano de Médici.

Um dos personagens mais importantes do início da história do Brasil, Giuliano di Medici nasceu em Florença, sendo de uma das famílias mais ricas da Europa. Conhecidos por seus negócios como banqueiros, os Médici acumularam poder e riqueza, mas Giuliano, estudado em economia, política e matemática, tinha o interesse de criar seu próprio império empresarial. Em 1478, os 24 anos, ele junta todos os seus bens, riquezas e herança e parte para Portugal, se estabelecendo em Lisboa, onde conheceu o grande amor de sua vida. 

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Maria Rita Castro Gomes, óleo sobre a tela em estilo neoflorentino. Autoria de Giuliano di Médici.

Maria Rita Castro Gomes era uma rica viúva de 23 anos e uma das pessoas mais ricas de Portugal. De família aristocrática, casou-se com o comerciante de ouro e marfim Afonso Henrique Castro Gomes aos 16 anos, ficando viúva aos 19 e assumindo os negócios do finado marido. Em pouco tempo triplicou sua fortuna. Sua beleza e riqueza atraiam pretendentes diversos, todos rejeitados. Ao administrar os negócios do falecido, deixou de comerciar apenas ouro e marfim de Ceuta e expandiu para o sal do sul de Portugal, o comércio de açúcar de Madeira, investiu na produção têxtil de Flandres e comprou extensos vinhedos na França, investiu nas minas de prata do Tirol e de cobre da Hungria, além de financiar a Coroa e a expansão marítima portuguesa. Giuliano a conheceu em 1479, pouco após chegar a Lisboa. Diz-se que se apaixonaram a primeira vista e logo se tornaram amantes, se casando após 4 meses. Giuliano investiu sua fortuna para criar uma casa bancária em Lisboa e, com os contatos da esposa, fundou filiais do novo banco em varias cidades da Europa. Em 1490 nasce o primeiro filho do casal, Sebastião.

Em 1502, Giuliano e Maria Rita já possuíam um banco grande e rico muito influente no sul da Europa, com filiais nas maiores cidades europeias e sede em Lisboa. O banco de Médici se aproveitou do declínio dos bancos das famílias tradicionais da Itália, preenchendo o vácuo deixado por eles. Esta empresa deu a ele não só riqueza como também influência na política dos países europeus, principalmente Portugal e Espanha. Era amigo íntimo do rei português e da família real e tinha grande influencia sobre a política portuguesa, além de ser um dos maiores financiadores da Coroa.

Era Colonial (1500 - 1821) Editar

Expedições Exploratórias Editar

Durante a viagem da frota de Pedro Álvares Cabral para a Índia, que saíra de Lisboa em 9 de Março de 1500, os ventos levaram as 2 caravelas e 13 naus para uma terra até então desconhecida, aportaram em 22 de Abril onde hoje fica Porto Seguro e tomaram posse da terra para o rei D. Manuel I.

Em 1501, uma grande expedição exploratória, a primeira frota de reconhecimento, com três naus, encontrou como recurso explorável apenas o pau-brasil, de madeira avermelhada e valiosa usada na tinturaria européia, mas fez um levantamento da costa. Comandada por Gaspar de Lemos, a viagem teve início em 10 de maio de 1501 e findaria com o retorno a Lisboa em 7 de setembro de 1502, depois de percorrer a costa e dar nome aos principais acidentes geográficos. Em 1501, no dia 1 de novembro, foi descoberta a Baía de Todos os Santos, na atual Bahia, local que mais tarde seria escolhido por D. João III para abrigar a sede da administração colonial, e também a Baía de Camamu, onde foi fundada Nova Florença, seria descoberta nesse mesmo ano.

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Vista de Nova Florença, 2009. Fundada em 1502, é a cidade mais antiga do Brasil.

A expedição de Giuliano de Médici, em 1502, estabeleceria a povoação de Nova Florença, primeira cidade do Brasil. Em 1503 houve nova expedição, desta vez comandada por Gonçalo Coelho, estabelecendo assentamentos como a vila de São Vicente, em São Paulo e Salvador da Baía de Todos os Santos. Foi organizada em função dum contrato do rei com um grupo de comerciantes de Lisboa e com o Banco Médici-Gomes para extrair o pau-brasil. Trazia Américo Vespúcio e seis navios. Partiu em maio de Lisboa, esteve em agosto na ilha de Fernando de Noronha e ali afundou a nau capitânia, dispersando-se a armada. Vespúcio pode ter ido para a Bahia, passado seis meses em Cabo Frio, onde fez entrada de 40 léguas terra adentro. Ali teria deixado 24 homens com mantimentos para seis meses. Coelho, ao que parece, esteve recolhido na região onde se fundaria depois a cidade do Rio de Janeiro, possivelmente durante dois ou três anos.

Nessa ocasião, Vespúcio, a serviço de Portugal, retornou ao maior porto natural da costa brasileira, a Baía de Todos os Santos.

Período Povoador (1500 - 1548) Editar

Em 1501 Giuliano de Médici recebeu do rei uma grande faixa de terra nas terras do Brasil onde funda junto de sua mulher um ano depois a povoação de Nova Florença, primeira cidade do Brasil, às margens da Baía de Camamu. 10 anos depois a cidade já tinha mais de 5000 habitantes, todos empregados em atividades agrícolas e manufatureiras. A cidade se torna um grande centro de produção de navios e atrai imigrantes de toda a Europa. Em 1526 é fundado o Colégio de Médici, futura Universidade Médici, primeiro centro de ensino superior das Américas. Em 1528, Nova Florença se torna sede da Companhia do Banco Giuliano de Médici (chamado apenas Banco Médici a partir de 1552), que englobava todos os bancos e negócios de Giuliano e Maria Rita no mundo, abrindo caminho para tornar-se uma cidade poderosa e influente. Nessa época, o ramo brasileiro da família Médici (sob Giuliano e Maria Rita) era uma das 5 famílias mais ricas do mundo ocidental. 

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Cena no porto de Nova Florença. O comércio, centrado no porto, foi a base da economia da cidade.

O Banco Médici, ajudaria a financiar as expedições espanholas aos impérios asteca e inca conseguindo altos lucros, além de ter negócios com muitos governos. Giuliano também construiu na cidade que fundou um grande palácio onde guardava artefatos raros, hoje o Museu de História da América, e guarda um dos maiores acervos de artefatos astecas e incas do mundo, graças a seus filhos Sebastião e Gabriel que participaram pessoalmente das expedições espanholas aos impérios Asteca e Inca respectivamente. Em 1560, o crescimento da cidade obriga a transposição dos Rios Igrapiúna e Orojo, diminuindo as inundações nas partes baixas da cidade.

Economia e Sociedade Editar

Uma das atividades mais lucrativas do período foi a extração do pau-brasil, madeira nativa de cor avermelhada ótima para a carpintaria e de onde se extraia uma tintura púrpura boa para tecidos. Para explorar a madeira, a Coroa adotou a política de oferecer a particulares das vilas e cidades da colônia e da metrópole concessões de exploração do pau-brasil mediante certas condições: os concessionários deveriam mandar seus navios descobrirem 300 léguas de terra, instalar fortalezas nas terras que descobrissem, mantendo-as por três anos; do que levassem para o Reino, nada pagariam no primeiro ano, no segundo pagariam um sexto e no terceiro um quinto. Os navios ancoravam na costa, algumas dezenas de marinheiros desembarcavam e recrutavam índios para trabalhar no corte e carregamento das toras, em troca de pequenas mercadorias como roupas, colares e espelhos (prática chamada de "escambo"). Cada nau carregava em média cinco mil toras de 1,5 metro de comprimento e 30 quilogramas de peso. Pessoas migravam para o Brasil aos montes, e enriqueciam com esse comércio. Em pouco tempo a maior parte tecidos de Flandres e Inglaterra eram tingidos com pau-brasil. Além disso, as plumas de pássaros tropicais, peles e raízes medicinais extraídos na Colônia percorriam a Europa.

Vendo que o pau-brasil era um produto lucrativo, corsários e marinheiros ingleses e, principalmente, franceses passaram a usar a força para controlar este comércio e até capturar índios.

Com isso os comerciantes luso-brasileiros, que já haviam enriquecido com este comércio, passaram a investir em outras atividades como a manufatura e o comércio. A estrutura fundiária da colônia era diversificada com a agricultura familiar em pequenas e médias propriedades lado a lado ao latifundio monocultor. Do outro lado da economia, construção naval e a indústrias de ferramentas cresceram, assim como o cultivo de mandioca (para produzir farinha), milho e frutas e legumes nativos. A construção naval levou ao crescimento do comércio com outras regiões do globo. Esse fenômeno ocorreu em todo o leste do Brasil, do Ceará ao Paraná. 

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Rua de Nova Florença.

Portugal, verificando que o litoral era visitado por corsários e aventureiros estrangeiros, pouco se importou com o crescimento econômico e a liberdade que imperava em sua colônia e resolveu enviar expedições militares para defender a terra. Foram denominadas expedições guarda-costas, sendo mais marcantes as duas comandadas por Cristóvão Jacques, de 1516-1519 e 1526-1528. Suas expedições tinham caráter basicamente militar, com missão de aprisionar os navios franceses que, sem pagar tributos à coroa, retiravam grandes quantidades do pau-brasil. A iniciativa teve poucos resultados práticos, considerando a imensa extensão do litoral e, como solução, Jacques sugeriu à Coroa dar início a um povoamento mais intensivo nas terras do Brasil.

A colônia era predominantemente rural, mas tinha uma nascente vida urbana, uma economia em diversificação e uma classe média de pequenos e médios proprietários, comerciantes e profissionais liberais. Durante este período, além de Nova Florença, outras cidades importantes foram fundadas, como Heráclion, Salvador e Belém. Algumas povoações até eram fundadas no lado espanhol da linha de Tordesilhas, como Afrodísia, Manaus e Curitiba. Tudo isso, porém só fora possível por que até 1530 as autoridades portuguesas estavam com toda sua atenção voltada para o Oriente, tornando o Brasil uma terra livre da autoridade metropolitana.

A vida nas vilas (futuras cidades) era simples. No centro havia sempre a Câmara Municipal, onde o povo se reunia para discutir política e onde o prefeito eleito trabalhava; o Colégio, onde as crianças eram educadas, sendo financiada pelos impostos coletados e por doações de pessoas generosas; e a igreja, onde os católicos se reuniam. Nas cidades o comércio era intenso, as ruas, mais largas que nas cidades europeias, eram quase sempre pavimentadas. As cidades eram ligadas por estradas calçadas. A abundância de espaço permitiu cidades espaçosas e organizadas com ruas largas e praças.

A alimentação colonial na época baseava-se principalmente na mandioca, no milho, em frutas tropicais que os colonos logo aprenderam a cultivar, em carne de aves como galinha e ema, grande ave nativa facilmente domesticada, e em frutos do mar diversos; após um tempo, apareceram diversos doces. As bebidas mais consumidas eram a cachaça e licores de frutas. Moinhos de água e de vento foram construídos em todo o Brasil para moer mandioca e milho. O pão de milho e a tapioca eram consumidos por todos, do rico ao pobre. Logo, chegaram cabeças de gado da Europa, que passaram a ser criados no sertão. O couro e a carne eram comercializados. A população passou a consumir leite e queijo em grande escala.

Cultura Editar

Vários aspectos na colônia fizeram, já em sua infância, esta se distanciar culturalmente de Portugal. O primeiro fator era que, não havendo fiscalização, colonos vinham de todas as partes da Europa. A fauna e a flora diferentes, o clima, o contato com os indígenas, etc, tudo isso ajudou a distanciar os costumes dos colonos brasileiros dos da metrópole portuguesa. No Brasil o clima quente e a abundância de água favoreceu um costume de tomar muitos banhos por dia, ajudando a criar certo senso de higiene, as cidades se tornaram mais limpas, foram criados sistemas de saneamento de água e esgoto e a higiene pessoal se tornou sinônimo de bem estar e civilidade. A natureza diferente e também o clima fizeram com que os colonos percebessem que deveriam mudar seus hábitos alimentares, logo aprenderam a cultivar os produtos nativos e criar emas, o pão de trigo foi substituído pelo pão de milho ou a tapioca de mandioca, o contato com os indígenas fez palavras nativas serem adotadas pelos colonos, como “igarapé” e “onça”. Além disso, houve muitas tentativas de catequizar os nativos, e muitos europeus tiveram filhos com índias. O contato com colonos europeus de outros países fez com que palavras não portuguesas fossem adotadas pelo português brasileiro. As influências de muitos colonos judeus e, mais tarde, protestantes permitiriam ao Brasil uma visão mais favorável ao lucro, à alfabetização, ao comércio e à produção interna; uma “mentalidade burguesa”, como dizem os historiadores. Além disso, criou-se uma grande disposição para o trabalho assalariado. A escravidão indígena, e depois africana, só ocorria nos latifúndios. No meio urbano e até nas pequenas e médias propriedades rurais a escravidão era vista como desonrosa e desumana. Mesmo assim, muitos brasileiros fizeram fortuna traficando escravos africanos para outras regiões da América e do mundo.

Durante os séculos XVI e XVII, Portugal e outros países da Europa sofreram vários ciclos de fome e más colheitas. Estima-se que, em 1495, Portugal tivesse 2 milhões de habitantes; em 1527 eram 1,5 milhões; em 1580, 1 milhão. Deste 1 milhão de pessoas que “sumiram” do reino de Portugal nestes 85 anos, mais ou menos 300 mil morreram nos surtos de fome, e 700 mil emigraram para o Brasil em busca de terra para cultivar e melhores condições de vida. O mesmo ocorreria em outros países europeus. Em 1530 o Brasil possuía aproximadamente 600 mil habitantes.

Ainda nesse período seriam fundadas três das quatro cidades que formam a Tetrápolis Renascentista brasileira: Nova Florença em 1502, Heráclion em 1525, e Afrodísia em 1542.

Período Magisterial (1548 - 1702) Editar

Magistério 2 (2)

Bandeira (e Brasão) do Vice-Reino do Brasil. Embora uma colônia de jure, o Brasil possuía autonomia política mais semelhante a um protetorado e, em algumas áreas, a uma nação independente.

A partir de 1530, com a perda de seu monopólio no comércio com o Oriente e com as incursões estrangeiras em sua colônia, Portugal decide tomar posse de suas terras americanas definitivamente. Até então o Brasil era povoado por povos de toda a Europa e uma grande comunidade judaica, possuía muita liberdade econômica e comercializava com quem quisesse.

Portugal elaborou um projeto que tornaria o Brasil rentável para a Coroa que se baseava nas grandes propriedades escravistas produtoras de açúcar, produto caro na época, e na restrição das liberdades. Mas Angelo di Medici, que com seus contatos descobriu o projeto, e reuniu o Congresso de Olinda que, reunindo representantes das câmaras eleitas de todo o Brasil, elaborou um documento, com apelos de todas as classes no Brasil. O documento ficou conhecido como Santa Carta de Direitos e defendia os interesses dos habitantes da colônia. Em Lisboa, Angelo usou de sua influência e intimidade com o rei para convencê-lo a assinar o documento dizendo que, do contrário, os colonos poderiam se revoltar, sendo auxiliados por nações inimigas de Portugal, como a Espanha ou a França. Tentando conciliar os interesses dos brasileiros com o modelo de colonização que Portugal queria impor, a carta determinava os direitos e deveres dos colonos:


  • Na Colônia, todos os cristãos e judeus teriam liberdade para exercer sua religião, o que desapercebidamente incluiu os protestantes que passariam a existir, e a colônia seria uma zona neutra entre as religiões;
  • os colonos teriam liberdade de exercer quaisquer atividades econômicas sem restrições da Coroa;
  • o comércio com outros países poderia acontecer desde que apenas navios portugueses e brasileiros pudessem atracar nos portos da colônia livremente;
  • o açúcar e o pau-brasil só poderiam ser exportados para a metrópole e por navios da metrópole;
  • o tráfico de escravos para a colônia só poderia ser feito por portugueses, apesar de brasileiros poderem traficar para outras regiões do mundo;
  • todo o ouro, prata e diamantes descobertos na colônia estariam sujeitos às leis reais;
  • todos os colonos não-portugueses instalados na colônia teriam o direito de ficar no Brasil, além disso, europeus de qualquer nacionalidade poderiam se estabelecer na colônia;
  • as cidades e vilas seriam governadas por prefeitos eleitos por seus habitantes em voto secreto;
  • parte dos impostos recolhidos na colônia deveriam ser mantidos na colônia para a criação e manutenção de uma infra-estrutura e governo;
  • haveria liberdade de expressão, e de imprensa;
  • um governo central, baseado na legislatura conhecida como Magistério, seria criado para governar toda colônia, porém as capitanias possuiriam certa autonomia;
  • pelo menos metade dos cargos de poder no governo colonial seriam ocupados por brasileiros natos a partir de 1620; os brasileiros teriam direito a uma representação nas Cortes de Lisboa a partir de 1620 e poderiam comercializar em todos os domínios de Portugal;
  • a educação estaria sob a autoridade da colônia e o ensino seria laico, em conformidade com a neutralidade religiosa do Brasil, porém poderia haver o ensino de Teologia e outras disciplinas ligadas à Igreja;
  • também seria criado a Força de Autodefesa Colonial, um conjunto de exército e marinha recrutados na colônia que estaria sob a autoridade do Magistério, com o intuito de proteger a colônia dos inimigos de Portugal e, embora sob restrições quanto ao contingente, seria financiado pela cota de impostos que permanecesse na colônia;
  • o documento deveria ser honrado por todos que reinassem em Portugal.

A Santa Carta, assinada e ratificada pelo rei D. João III, regulamentou a condição da colônia em relação à metrópole e permitiu manter o crescimento de Nova Florença e dos Médici. Os monarcas portugueses, apesar de quererem, nunca tentaram reduzir esta condição, pois sabiam que isto significaria revolta. Porém mais liberdade gerou mais comércio, o que gerou maior arrecadação de impostos por Portugal fazendo os reis pensarem que, ao tentar destruir esta liberdade, estariam pondo em risco uma rica fonte de divisas por uma dominação que poderia não render os mesmos lucros. Para Portugal, toda esta liberdade permitiu aos brasileiros mostrar seu verdadeiro potencial e encher os cofres reais.

Iniciado em 1548, com a instalação da empresa açucareira financiada por holandeses e do governo magisterial, o Período Magisterial começa criando a sociedade que daria origem a pergunta feita no século XX pelo historiador britânico William J. Edmond: “O Brasil foi colônia de exploração ou de povoamento?”. Historiadores dizem que os dois, uma mescla, uma colônia que possuía grande liberdade econômica e social, típica das colônias de povoamento, e soube usar dessa liberdade sem, porém, deixar de dar à metrópole os lucros esperados de uma colônia de exploração. O Brasil foi um caso único na história, uma colônia mista. A Santa Carta dos Direitos foi o que manteve sua liberdade, nenhum rei de Portugal, de quaisquer dinastias, ousou questiona-la até 1821. Manteve garantidos e oficializados os direitos de propriedade e governo representativo desvinculado da Igreja, liberdade de pensamento e empreendimento, e liberdade de conhecimento e desenvolvimento cientifico também desvinculado da Igreja. A maioria dos historiadores concorda que a Carta foi um dos elementos mais importantes no desenvolvimento político-econômico do Brasil.

Administração Colonial Editar

Até 1548 a administração colonial era muito fragmentada, cada cidade ou vila era governada por um prefeito e um conselho de vereadores eleitos pela população, mas, com a imposição de um governo central, algumas coisas foram modificadas. 

Salv

a Cidade de Salvador, em 1600. Grande centro político e econômico, foi capital da colônia até 1763.

O governo instalado na colônia foi baseado em um Vice-reino, uma colônia auto-governada dividida em diversas províncias com amplos poderes de auto-governo, mas ligadas. As províncias eram herdeiras do sistema de capitanias hereditárias que implicava na divisão de terras vastíssimas, doadas a capitães-donatários que seriam responsáveis por seu controle e desenvolvimento, e por arcar com as despesas de colonização. Foram doadas aos que possuíssem condições financeiras para custear a empresa da colonização, sendo estes principalmente "membros da burocracia estatal" e "militares e navegadores ligados à conquista da Índia", mas como poucos destes demonstraram interesse, estas terras foram doadas a ricos já residentes na colônia.

Foram criadas, nesta divisão, quinze faixas longitudinais de diferentes larguras que iam de acidentes geográficos no litoral até o Meridiano das Tordesilhas, e foram oferecidas a doze donatários entre os quais Giuliano di Médici em Ilhéus, Afonso Duarte em Pernambuco, Antônio Henriques de Sousa em São Vicente, e Caio Floros em Santa Sofia. Após se tornarem províncias como miniaturas do Vice-Reinado e esse último, apesar de do sttus oficial de colônia, tinha liberdades e responsabilidades mais semelhantes à de um protetorado. Alguns donatários, como os Médici de Ilhéus e os Floros de Santa Sofia, se tornariam muito influentes na política de suas capitanias ao ponto de controlar a construção de cidades, arrecadação de impostos e distribuição de terras. Entre as famílias donatárias também seriam distribuídos, ainda no século XVI, os primeiros títulos nobiliárquicos hereditários do Brasil como o e Duque de Ilhéus, 1512, Conde de Heráclion, 1543, e Barão de Laguna, 1567. Mas, diferente da Europa, no Brasil um título de nobreza não garantia uma pensão do estado. A maioria das casas nobres do Brasil eram formadas por comerciantes ricos, grandes proprietários e empresários. Com a elevação do Brasil a reino unido a Portugal em 1815, os nobres brasileiros, até então considerados oficialmente parte da nobreza lusitana, embora desprezados pelos nobres portugueses, se tornariam oficialmente nobres do Reino do Brasil.

Foram criadas, nesta divisão, quinze faixas longitudinais de diferentes larguras que iam de acidentes geográficos no litoral até o Meridiano das Tordesilhas, e foram oferecidas a doze donatários entre os quais Giuliano di Médici em Ilhéus, Afonso Duarte em Pernambuco, Antônio Henriques de Sousa em São Vicente, e Caio Floros em Santa Sofia. Após se tornarem províncias como miniaturas do Vice-Reinado e esse último, apesar de do status oficial de colônia, tinha liberdades e responsabilidades mais semelhantes à de um protetorado. Alguns donatários, como os Médici de Ilhéus e os Floros de Santa Sofia, se tornariam muito influentes na política de suas capitanias ao ponto de controlarem a construção de cidades, arrecadação de impostos e distribuição de terras. Entre as famílias donatárias também seriam distribuídos, ainda no século XVI, os primeiros títulos nobiliárquicos hereditários do Brasil como o de Duque de Ilhéus, 1512, Conde de Heráclion, 1543, e Barão de Laguna, 1567. Mas, diferente da Europa, no Brasil um título de nobreza não garantia uma pensão do estado. A maioria das casas nobres do Brasil eram formadas por comerciantes ricos, grandes proprietários e empresários. Com a elevação do Brasil a reino unido a Portugal em 1815, os nobres brasileiros, até então considerados oficialmente parte da nobreza lusitana, embora desprezados pelos nobres portugueses, se tornariam oficialmente nobres do Reino do Brasil.

Das 16 capitanias originais, 13 prosperaram, financiadas principalmente pelo capital do Banco Médici, entre as quais: Ilhéus com o comércio e indústria; Pernambuco com o açucar e o comércio; São Vicente como o celeiro da colônia; onde se produziam arroz, batata-doce, fava, feijão, mandioca, cebola, ervilha, batata, mel, frutas secas e sorgo para vender a outras regiões, além de criar asnos, cavalos e bois; e Santa Sofia, como maior fornecedora de materiais de construção.

Haviam também povoações a oeste da linha de Tordesilhas, entre os quais Manaus, Afrodísia e outras. Essas foram ignoradas pelos espanhóis, preocupados com áreas mais ricas, até o fim do século XVII

As terras brasileiras ficavam a dois meses de viagem de Portugal, as notícias das novas terras não eram muito animadoras: na viagem, além do medo de "monstros" que habitariam o oceano (na superstição européia), tempestades eram freqüentes; nas novas terras, florestas gigantescas e impenetráveis, povos antropófagos e não havia nenhuma riqueza mineral ainda descoberta, isso fazia que muitos nobres portugueses que receberam capitanias não viessem para a Colônia, o que levou a Coroa a doar suas terras no Brasil a residentes na colônia, como o greco-português Caio Floros.

Em 1536, chegou o donatário da capitania da Baía de Todos os Santos, Francisco Pereira Coutinho, que fundou a cidade de Salvador. Em 1548 o rei D. João III unifica as capitanias sob o tão esperado governo do Vice-Reinado. Nesse sistema, a colônia passou a ser um Vice-Reino, governada por um vice-rei indicado pela Coroa e um Chanceler eleito entre os membros do Magistério, exigência da Carta dos Direitos. O poder também era exercido pelos intendentes, dos quais, a partir de 1600, dois terços devia ser nascida na colônia. Eram nomeados pelo vice-rei, mas deviam ser aceitos pelo Magistério. Havia muitas intendências, entre as quais a do Comércio, da Defesa, da Exploração, do Transporte e Infraestrutura, dos Impostos, da Educação, da Colonização e também a das Minas. Pelo menos metade dos impostos arrecadados na colônia era mantida na colônia para manutenção da máquina de governo e da infraestrutura pública. A outra metade era destinada a Coroa, e mesmo sendo só metade, era mais que suficiente para manter a nobreza de Portugal no mais alto luxo e financiar os projetos da Coroa.

O Magistério era um tipo de parlamento. Presidido por magistrados eleitos pelo povo, tinha a função de fiscalizar o vice-rei, criar leis e medidas governamentais, e possuía o poder de veto sobre as ações do vice-rei e dos intendentes. O primeiro vice-rei foi Mem de Sá, que veio junto de profissionais para tornar Salvador a capital do Brasil. Mem de Sá governou até a morte e foi responsável pela unificação política do Brasil Colonial. Com o tempo o poder do Magistério cresceu ao ponto de o vice-rei tornar-se, de facto, uma figura meramente ilustrativa. O Vice-Reinado existiu no Brasil até 1815 quando o rei D. João VI, já no Brasil, elevou o Brasil a reino unido a Portugal. Agia como um governo independente, como um protetorado, não onerando a máquina de estado portuguesa e ainda gerando dividendos. Estudiosos confirmam que o Brasil foi talvez a colônia europeia mais livre e independente que existiu.

Os primeiros colonos no Brasil eram católicos e judeus fugidos que tinham como objetivo refazer suas vidas nas novas terras. A partir de meados do século XVI, levas de protestantes também vieram para o Brasil fugindo da perseguição, entre eles um grande contingente de huguenotes franceses, calvinistas, presbiterianos, puritanos, e luteranos. Além desses, na região da futura província de Santa Sofia houve uma grande imigração de cristãos ortodoxos gregos e russos e de italianos. A Catedral de São Jorge, em Heraclion, construída ainda em 1621, em um estilo arquitetônico único que ficou conhecido como heracliano, é o maior templo ortodoxo do mundo. Durante o período neoflorentino a população brasileira cresceu com muita velocidade. Entre 1500 e 1600, estima-se que 750 mil portugueses deixaram seu país para construir uma nova vida em uma nova pátria na América. Acrescentados a estes, mais 2 milhões de europeus de outras nacionalidades. A imigração europeia no Brasil foi bastante ampla. Portugueses, espanhóis, ingleses, escoceses, alemães, italianos e escandinavos estendiam suas zonas de povoamento por toda a colônia. Outros povos emigraram para locais mais restritos, como russos e gregos em Santa Sofia e no Espirito Santo, irlandeses em São Paulo, e polacos e húngaros no Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina. A população do Brasil cresceu bastante durante este período. Em 1550: eram 650 mil; em 1650: 2,7 milhões; em 1700: 4,5 milhões.

A economia colônia se tornaria incrivelmente diversificada entre 1548 e 1701, nascem manufaturas têxteis, metalúrgicas, navais, bélicas e de beneficiamento. A atividade açucareira rende grandes lucros à metrópole, os comerciantes brasileiros estão em todo o mundo, seus bancos se enchem de dinheiro, principalmente o Banco Médici. O Brasil se torna um dos grandes fornecedores de armamentos para a metrópole, e os grandes latifúndios compram escravos africanos dos portugueses. Centenas de milhares de escravos foram traficados para o Brasil entre 1530 e 1700.

Grande financiador da Coroa espanhola, o Banco Médici torna-se muito rico com as levas de ouro e prata que recebe da Espanha como pagamento por seus empréstimos e financiamentos. Essa situação fez nascer uma piada da época: “O ouro nasce na América, morre na Espanha e é sepultado em Gênova e Nova Florença”, é curioso também o fato de mesmo sendo os maiores credores da Espanha, Gênova e Nova Florença estavam em uma situação bem diferente; a primeira estava em decadência desde o começo da Idade Moderna e só se mantinha viva por ser credor do reino mais rico da Europa, ou seja, sempre que a Espanha entrava em crise, seja por uma guerra, pelo esgotamento de jazidas de ouro e prata ou pelo saque de sua frota,  o mesmo ocorria à Gênova, mas não à Nova Florença que tinha negócios em todo o mundo, comércio intenso e grande superávit em suas transações, ou seja, não dependia da Espanha.

A União Ibérica (1580-1640) Editar

Com a morte do jovem rei D. Sebastião em batalha, esta conhecida como O Desastre de Alcácer-Quibir, o trono estava vazio, e o jovem rei não deixara descendentes.

Filipe II da Espanha acabou por ser reconhecido como rei de Portugal, por ser o parente legítimo mais próximo nas Cortes de Tomar de 1581.

No entanto, a ideia da perda de independência levara a uma revolução, sob a liderança do Prior do Crato, que tinha chegado a ser proclamado rei um ano antes, em 1580, tendo lutado até ao fim, chegando a governar até 1583 com corte na ilha Terceira, nos Açores.

O prior do Crato acabaria derrotado, sobretudo pelo apoio da nobreza tradicional, da burguesia e dos colonos brasileiros a Filipe. Para conseguir o apoio, Filipe comprometeu-se, naquelas Cortes, a manter e respeitar os foros, costumes e privilégios dos portugueses. O mesmo aconteceria com os ocupantes de todos os cargos da administração central e local, assim como com os efetivos das guarnições e das frotas da Guiné e da Índia. Nelas estiveram presentes todos os procuradores das vilas e cidades portuguesas, exceção feita às açorianas, fiéis ao prior do Crato, que na Terceira resistia. Os colonos brasileiros também tiveram seus direitos, listados na Carta dos Direitos, mantidos por Felipe, em troca de seu reconhecimento ao trono português. Era o princípio da união pessoal que vigoraria sem grandes alterações até cerca de 1620, apesar das intervenções inglesas de 1589 nos Açores.

Durante a chamada União Ibérica, os domínios da Dinastia Filipina passaram a formar um dos mais vastos impérios da História, compreendendo territórios em quase todas as partes do mundo.

Entre os principais beneficiados nesse caso estavam os brasileiros que ganharam o asiento (monopólio) sobre o tráfico de escravos para a América Espanhola, e o direito de comercializar com os domínios espanhóis ao longo do mundo, o que fez as redes comerciais brasileiras se expandirem muito. Durante a união, a linha de Tordesilhas havia se tornado inútil, permitindo que expedições como as bandeiras e as monções se expandissem cada vez mais ao Oeste a procura de metais preciosos, expandindo as fronteiras do Brasil para próximo que são hoje.

Várias expedições exploratórias do interior (chamado de "os sertões") foram organizadas, fosse sob ordens diretas da Coroa ("entradas") ou por caçadores de ouro paulistas ("bandeiras", donde o nome "bandeirantes"). Estas expedições duravam anos e tinham o objetivo principalmente de encontrar pedras preciosas e metais valiosos, como ouro e prata. Foram bandeirantes famosos, entre outros, Fernão Dias Paes Leme, Bartolomeu Bueno da Silva (Anhanguera), Raposo Tavares, Domingos Jorge Velho, Borba Gato e Antônio Azevedo. Apesar da importância política e economica das bandeiras para a história do Brasil, essas expedições foram responsáveis em grande parte pelo extermínio das populações indígenas no Sul e Centro-Oeste brasileiros.

A União Ibérica terminou em 1640 quando houve a Restauração Portuguesa e o Duque de Bragança, com o auxílio financeiro e militar da Companhia do Ultramar (COU), assumiu o trono. O motivo da restauração foi a crise gerada pelas guerras da Espanha, e como Portugal estava unido à ela, até seus antigos aliados, como Inglaterra e Holanda, passaram atacar seus domínios mais longínquos. Em troca da ajuda brasileira, o duque jurou que sua dinastia respeitaria a Carta dos Direitos e aumentou os privilégios da COU. Uma das estratégias mais usadas pela COU para enfraquecer a Espanha foi saquear diversas vezes sua Frota da Prata durante o conflito. Porém, mesmo com a vitória, em 1640 só restava do outrora grandioso Império Português o Brasil, Angola, Moçambique, Guiné Bissau, algumas ilhas na África, alguns entrepostos na Índia, Macau e Timor na Ásia.

As Guerras Holandesas (1630-1654) Editar

Mau

A Universidade Maurícia, uma das Oito Casas, foi fundada por Maurício de Nassau durante o governo holandês. Na imagem, edifício da administração do campus.

Antes da União Ibérica, Portugal e Holanda eram grandes aliados, os holandeses financiaram a empresa açucareira no Brasil, o açúcar enviado a Portugal era vendido aos holandeses, que o refinavam e o distribuíam para a Europa. Mas a Holanda estava em uma guerra sangrenta com a Espanha, e quando Portugal foi incorporado pela ultima, o rei espanhol viu a proibição do comércio com os holandeses como uma forma de enfraquece-los. A guerra continuou, até que os holandeses, percebendo que só voltariam a comercializar com açúcar se conquistassem suas áreas produtoras, incumbiram a recém-criada Companhia das Índias Ocidentais (WIC) a conquistar os domínios portugueses na América e África Ocidental. Apesar de falhar na tentativa de ocupar Salvador (capital da colônia) e Nova Florença, os holandeses derrotaram a Força de Defesa e conquistaram o litoral de Pernambuco, zona menos protegida e a maior produtora de açúcar, em 1630. Logo os invasores conquistam uma grande área litorânea que ia de Alagoas até o norte do Maranhão e estabelecem sua capital em Recife (pequena vila vizinha da então capital de Pernambuco, Olinda). Graças ao governador Maurício de Nassau, o governo holandês era bem visto pelos colonos pernambucanos, ele cria uma grande infraestrutura, urbaniza e embeleza a capital, mantém os direitos civis dos cidadãos brasileiros, além de ser grande mecenas das artes plásticas. Durante o governo holandês, a WIC conquista Angola para que o fornecimento de escravos aos engenhos seja constante.

A guerra entre Portugal e Holanda se estende até mesmo depois de Portugal se separar da Espanha. Sem forças para recuperar sua colônia, Portugal fica prestes a desistir. Mas em 1654, na chamada Última Guerra Flamenga, os holandeses são expulsos do Brasil e de Angola pelos brasileiros da Força de Defesa e os beligerantes assinam a paz. No tratado de Haia, a Holanda é indenizada em 8 milhões de florins, e recebe o Malabar, já Portugal recebe suas colônias de volta com a promessa de que os holandeses desistirão delas. Quanto aos apoiadores dos holandeses no Brasil, estes foram expulsos da colônia. Sabe-se que a maior comunidade a migrar do Recife foi de judeus, que fugiriam para a América do Norte, mais especificamente Nova York, e muitos de seus descendentes participariam ativamente da história norte-americana.

Sociedade e Ciência Editar

Durante o período neoflorentino, a liberdade e a prosperidade econômica permitiram um grande avanço das ciências e da filosofia. Em 1569, o baiano Álvaro Correia Torres, publicou uma das obras-primas da imprensa científica mundial. A obra: Analisis Naturalis Brasiliae, em 12 volumes com todo o conhecimento adquirido até então sobre a fauna e flora brasileiras e suas aplicações na medicina. 

Olancelo

Olancelos brasileiros, exemplos da perícia da arte brasileira

No mesmo ano, o neoflorentino Manuel de Nóbrega descobriu um novo metal, o manganês, e criou com ele uma liga que tornava o aço mais resistente, brilhante e maleável. O aço neoflorentino, forjado com uma técnica bastante inovadora na época, se tornou o aço mais valorizado e procurado do mundo. Em pouco tempo, espadas, armas, e canhões em aço neoflorentino eram exportados para todo o mundo, gerando vultosos lucros aos comerciantes brasileiros, e impulsionando a indústria metalúrgica no Brasil. Embora fosse alvo de análises minuciosas por parte dos europeus, o segredo de sua composição só foi descoberto no século XVIII, quando o manganês foi descoberto na Europa. Outros produtos brasileiros também foram descobertos nessa época. O olancelo (do latim, olam, pote, caelum, do céu) era uma forma de cerâmica inventada em Heráclion. Era fosca com esculturas em relevo, geralmente em cor azul celeste (daí o nome), se tornou tão valorizado quanto porcelana chinesa na Europa. Também era valorizado na China, onde as elites dispendiam vultuosas somas de prata para comprar. Também nessa época os tecidos de propelina fina (linho-do-sertão) se tornam valorizados na Europa, incentivando mais ainda seu cultivo e manufatura.

Enquanto isso em 1597, a filósofa Carlota Medeiros escreve e publica o livro: O Manifesto Feminino, onde defende sua teoria sobre a igualdade entre homens e mulheres e o potencial feminino usando diversos exemplos famosos na história. Embora uma heresia para as elites agrárias, o livro foi bem aceito pela população urbana, moldando a mentalidade brasileira em relação às mulheres. Sua influência sobre as sufragettes francesas do século XIX e suas idéias imortalizaram Carlota mundialmente como a “Mãe do Feminismo”.

Já nesse período a imprensa se tornaria amplamente presente na vida colonial. Só em 1580, havia pelo menos 990 tipógrafos na colônia e mais de 75 jornais diários e periódicos.

Estimulada pela combinação de liberdade e presença de imigrantes estrangeiros, o Brasil passaria por um período de florescimento cultural marcado pela fundação de sociedades de leitura, grupos de discussão, livrarias, publicações periódicas e sociedades científicas. Editoras e livros, revistas e jornais abasteceriam um mercado expandido, graças ao aumento da taxa de alfabetização. No Brasil do século XVII, a taxa de homens alfabetizados era de 87%, e de mulheres era 79%.

Essas transformações abririam caminho para a entrada do pensamento iluminista na colônia, assim como seu florescimento, nos fins do século XVII.

Economia Editar

Além do açúcar produzido em grandes propriedades escravistas, a agricultura brasileira era diversificada. Os principais produtos agrícolas eram a mandioca, o milho e a batata. Além desses três principais havia tomate, alface, rúcula, pepino e cenoura, frutas tropicais como manga, laranja, tangerina, açaí, cupuaçu, coco, banana, melancia, maracujá, limão, frutas regionais, além de uvas e tâmaras no vale do rio São Francisco. No Sul, principalmente próximo a Laguna e nas serras Gaúcha e Catarinense, cultivava-se frutas europeias e asiáticas como morango, framboesa, pera, maçã, uva, pêssego, ameixa, e outras. Para a indústria era cultivado o linho-do-sertão e vinhas, no vale do São Francisco, algodão no Maranhão, juta, tabaco e cacau na Bahia.

A atividade pecuária se baseava na criação de gado bovino, emas, carneiros e cavalos, além de búfalos excepcionalmente na Ilha do Marajó. As regiões do rio São Francisco e do sul do Brasil tornaram-se grandes criadoras de gado, e caravanas de tropeiros viajavam por toda a colônia vendendo couro e charque, e transportando para os grandes centros da colônia produtos de outras regiões, como.

Havia na colônia uma atividade extrativista. Na região do Amazonas, passaram a ser extraídas as drogas do sertão, especiarias ocidentais como canela, pau-cravo, guaraná, anil, baunilha,pimenta, e gengibre. A partir de meados do século XVI, os indígenas das missões jesuítas na Amazônia foram responsáveis pela extração das drogas do sertão e de seu transporte para as povoações ás margens do Amazonas, de onde eram transportadas para Belém. Lá eram processadas e exportadas para a Europa. E também na região Sul, a partir do século XVII, expandiram-se as missões jesuítas. Na mesma época a infusão de erva-mate, nativa da região, se tornaria apreciada pelas classes dominantes do Império Turco-Otomano, nos reinos árabes e países escandinavos, como Suécia e Dinamarca. Nos países frios era tomado quente, enquanto nos países quentes era tomado frio.

Logo os jesuítas passaram a ter o mesmo papel, em relação à erva-mate, como tinham com as drogas do sertão, transportando para Porto Alegre e Florianópolis, de onde eram exportados. Essas atividades permitiram à Companhia de Jesus acumular certa riqueza, e embelezar suas missões.

Datam também desse período, 1650-1700, as primeiras obras de engenharia que ficariam conhecidas como Teia d'Água, um conjunto de canais de irrigação e navegação e lagos construídos a partir dos rios São Francisco e Parnaíba e de águas canalizadas de aquíferos ou da bacia amazônica, irrigando as terras secas, porém férteis, do Sertão Nordestino.

Um milagre da engenharia, com alguns canais escavados cortando serras ao meio, é um dos símbolos da influência científica renascentista no Brasil. Os canais bombeavam a água das regiões mais baixas até o Sertão mais alto usando de avançados sistemas de moinhos e de ajustamento de nível d’água. Isso também permitiu o desenvolvimento de uma movimentada rede de transporte hidroviário nos canais ao longo do período colonial, conectando a economia sertaneja.

A Teia d'Água teve inaugurado seu último canal em 1833, mas até essa data muitas terras já haviam sido atingidas pelos canais e ocupadas. O grande Pólo do Sertão é hoje umas das regiões mais produtivas na horticultura, fruticultura e outras lavouras de abastecimento e os canais da Teia, que começaram estreitos foram bastante expandidos ao longo dos séculos XIX e XX. A Teia seria também a inspiração para os a grande rede de canais construída na Patagônia pelas Cidades Livres no século XVIII.

Desde o início a colonização um dos direitos previstos pela Carta dos Direitos era o da propriedade. No período 1530-1730, grande parte dos imigrantes europeus no Brasil colonizaria o campo. Baseados em pequenas e médias propriedades, esses teriam a posse das terras ocupadas de acordo com o Ato de Ocupação Produtiva de 1561. O Ato foi criado pelo Magistério com o objetivo de garantir a ocupação da colônia e, assim, o reconhecimento da soberania portuguesa pelas outras nações, além de facilitar a obtenção de terra e desestimular a expansão desenfreada das cidades. Dizia que os ocupantes das terras teriam sua posse legal após um período de ocupação produtiva. Os colonos, que trabalhavam a terra com suas famílias e produziam uma grande variedade de produtos alimentícios, deveriam prover a colônia comercializando os excedentes de sua produção de subsistência. A Escola de Agricultura seria criada para ensinar os colonos a cultivar e aproveitar os produtos nativos, como mandioca, milho, batata, etc. Estradas foram construídas para unir o campo às cidades e permitir a troca de mercadorias entre estes, além da passagem de tropas coloniais. Durante o período neoflorentino, as trocas entre as propriedades rurais e as cidades, ou só entre elas, eram frequentes. O grande contato entre campo e cidade permitiu que as novas técnicas fossem empregadas nas terras produtivas.

A Economia Açucareira e a Escravidão

Mas além da economia dinâmica que imperava na colônia, havia uma “outra economia” que tinha como objetivo satisfazer os interesses portugueses, a produção local com os cultivos da cana-de-açúcar e cacau. Simultaneamente à colonização do campo pelos imigrantes, portugueses imigrariam para o Brasil sob o selo da Coroa. Enquanto aos imigrantes ficaram pequenas e médias propriedades, aos portugueses agraciados pelo rei, aos conquistadores e aos exploradores, a Coroa doaria sesmarias, grandes extensões de terras (latifúndios) para a produção em larga escala de produtos comercialmente valiosos. O engenho de açúcar (manufatura do ciclo de produção açucareiro) constituiu a peça principal do mercantilismo português, organizadas em grandes latifúndios. Estes eram caracterizados por terras extensas, abundante mão-de-obra escrava, técnicas complexas e baixa produtividade.

Para sustentar a produção de cana-de-açúcar, os portugueses começaram, a partir de meados do século XVI, a importar africanos como escravos. Eles eram pessoas capturadas entre tribos da África (às vezes com a conivência de chefes locais de tribos rivais) e atravessados no Atlântico nos navios negreiros, em péssimas condições de asseio e saúde. Ao chegarem à América, essas pessoas eram comercializadas como mercadoria e obrigados a trabalhar nas plantações e casas dos colonizadores. Dentro das fazendas, viviam aprisionados em galpões rústicos chamados de senzalas, e seus filhos também eram escravizados, perpetuando a situação pelas gerações seguintes. Até meados do século XVI, os portugueses possuíam o monopólio do tráfico de escravos. Depois disso, mercadores franceses, holandeses e ingleses também entraram no negócio, enfraquecendo a participação portuguesa. Apesar disso, os portugueses tinham monopólio do comércio de escravos para o Brasil.

Ao entrar o século XVII, o açúcar brasileiro era produto de importação nos portos de Lisboa, Antuérpia, Amsterdã, Rotterdã e Hamburgo. Sua produção, muito superior à das ilhas portuguesas no Atlântico, supria quase toda a Europa.

Em meados do século XVII, o açúcar produzido nas Antilhas Holandesas começou a concorrer fortemente na Europa com o açúcar do Brasil. Os holandeses tinham aperfeiçoado a técnica, com a experiência adquirida no Brasil, e contavam com um desenvolvido esquema de transporte e distribuição do açúcar em toda a Europa. Portugal foi obrigado a recorrer à Inglaterra e assinar diversos tratados que afetariam a economia da colônia. Em 1661, a Inglaterra se comprometeu a defender Portugal e suas colônias em troca de dois milhões de cruzados, obtendo ainda as possessões de Tânger e Bombaim. Em 1703, Portugal se comprometeu a admitir no reino os panos dos lanifícios ingleses, e a Inglaterra, em troca, a comprar vinhos portugueses. Data da época o famosíssimo Tratado de Methuen, ou tratado dos Panos e Vinhos. Na época, satisfazia os interesses dos grupos dominantes, mas teria como consequência a paralisação da industrialização em Portugal, canalizando para a Inglaterra o ouro que acabava de ser descoberto no Brasil.

A decadência gradativa da lavoura açucareira no século XVIII minou ainda mais o ralo poder mantido pelos latifundiários. Outras lavouras como o cacau, o tabaco e, principalmente, o algodão, passaram a representar uma fatia cada vez maior da produção. O algodão alimentava a manufatura têxtil colonial e era também exportado para a Inglaterra. Essas mudanças se consolidaram no início do século XVIII.

A questão da escravidão no Brasil era muito particular. Milhões de escravos foram transportados para o Novo Mundo entre 1530 e 1860, mas no Brasil as relações inter-raciais se deram num nível muito maior que qualquer outra colônia europeia. Em 1825, as pessoas de origem ou ascendência africana representavam 43% da população. As relações inter-raciais eram comuns e muitos brasileiros eram mestiços. Os escravos no Brasil possuíam mais facilidade em conseguir a liberdade que na América do Norte, o que também facilitava um maior volume de importação de cativos. E, diferente daquela região, aqui havia uma legislação real de proteção aos cativos.

Em 1602, o Magistério criaria uma série de leis acerca do trabalho escravo, os Atos de Veraluna. Visto que, de acordo com um magistrado da época, os escravos eram “ao mesmo tempo bens e homens, tinham deveres de bens, mas direitos de homens”. A presença de escravos era proibida nas cidades, exceto nas zonas e rotas predeterminadas para sua venda, para que não houvesse impactos “à ordem pública e ao pudor”; o escravo teria direito de comprar sua liberdade pelo triplo do preço pelo qual fora comprado, desde que se convertesse ao cristianismo; o escravo não poderia ser morto por seu senhor, seria considerado assassinato; não mais que 40 chibatadas eram permitidas como punição; escravos deveriam ser ensinados a ler e a escrever para que pudessem “alimentar suas almas da Palavra Revelada do Nosso Senhor e salvar suas almas”. Embora num contexto atual possam ser consideradas até ofensivas e racistas, os Atos eram quase que subversivos na época.

Muitas dessas leis, chamadas de leis de “pão de ló para gorilas” pelos latifundiários, foram impostas pela elite comercial e manufatureira que dominaria o Magistério entre 1590 e 1710. Seu interesse em consumidores para seus produtos, mão-de-obra barata, porém remunerada para poder consumir, os levou a facilitar o processo de libertação do escravo, futuro trabalhador remunerado e consumidor. Esse fluxo constante de escravos libertos também beneficiou os traficantes de escravos portugueses, que supriam a alta demanda de novos cativos, o que os levou a apoiar essa política. Quanto aos latifundiários (chamados de sertanos nas cidades), a situação os obrigou a destinar grandes fundos para a compra de novos escravos constantemente, desarticulando qualquer supremacia econômica que as elites rurais pretendessem ter sobre as elites urbanas.

Essa situação não veio sem consequências. A Revolta dos Engenhos (1622) e a Guerra dos Sertanos (1641) seriam conflitos entre as elites rurais com suas milícias e o governo colonial. Na primeira, os latifundiários foram derrotados e obrigados a desarticular suas milícias de jagunços; na segunda, o Magistério prometeu liberdade aos escravos que lutassem contra os latifundiários insurgentes. Após a Guerra dos Sertanos, a última grande revolta da elite rural no Brasil, os escravos leais ao Magistério foram libertos, o Magistério multou pesadamente os revoltosos, comprando parte de suas terras em troca de ajuda financeira.

Embora outras revoltas semelhantes tenham ocorrido na época, os episódios citados marcam o fim da influência das elites rurais na política brasileira até o Ciclo do Café.

Quanto à questão da escravidão no Brasil, esta ainda seria muito abordada. Frederico Domênico (1654-1731) seria um dos maiores filósofos defensores da abolição com seu Os Filhos dos Homens, onde defendia os escravos, analizava os efeitos sociais e econômicos da escravatura, e discutia sobre a ética da instituição; a obra foi bastante aceita nas cidades e entre os médios e pequenos proprietários. Já um escravista importante da época seria Antônio Monteiro de Melo (1637-1712) que, em sua A Pirâmide das Raças, defendia a teoria da pirâmide racial, na qual umas raças eram superiores às outras e as que estivessem abaixo deveriam sustentar as superiores, teoria aceita pelos latifundiários.

A cultura africana também influenciaria muito o Brasil moderno. Como a miscigenação não era nem estimulada nem desestimulada, como ocorria na América do Norte, famílias mestiças eram comuns entre os colonos de classe baixa e média e o concubinato entre os latifundiários. O preconceito de cor, embora muito presente e visível, não era tão intenso como em outros lugares. Alguns membros do Magistério possuíam esposas negras ou mestiças, e outros eram negros ou mestiços. O título de “Nação Mestiça” do Brasil, não seria dado à toa.

Refúgios de escravos fugidos, os quilombos foram importantes centros de reafirmação cultural africana no Brasil. Geralmente possuíam governos que espelhavam aos das sociedades africanas tradicionais. Não só negros, como todos os tipos de “indesejáveis” migravam para os quilombos.

O Movimento Quilombola Editar

O maior foi o de Palmares, um verdadeiro estado estabelecido no Nordeste brasileiro. Sobrevivendo da caça, pesca, coleta, comércio e artesanato, Palmares se manteve de pé durante parte do século XVIII mesmo após incursões do Corpo de Defesa. A chamada Guerra dos Palmares, foi o maior conflito entre o quilombo e o Magistério, entre 1693 e 1695, poria fim ao movimento, tendo seu líder Zumbi executado. Apesar de vida relativamente curta de Palmares como estado, mas longa como movimento de revolta, o movimento quilombola levou o Magistério a fortalecer a legislação e a fiscalização relativas à escravatura. O movimento quilombola, junto à violência da Revolta de Escravos de Nova Manchester em 1687, e sua repressão ainda mais violenta pelos senhores de engenho, levaria vários pensadores brasileiros a discutir a validade da instituição escravista e seu valor ético.

Período Minerador (1702 - 1808) Editar

No final do século XVII foi descoberto, pelos bandeirantes paulistas, ouro nos ribeiros das terras que pertenciam à capitania de São Paulo e mais tarde ficaram conhecidas como Minas Gerais. Descobriram-se depois, no final da década de 1720, diamante e outras gemas preciosas. Esgotou-se o ouro abundante nos ribeirões, que passou a ser mais penosamente buscado em veios dentro da terra. Apareceram metais preciosos em Goiás e no Mato Grosso, no século XVIII. A Coroa cobrava, como tributo, um quinto de todo o minério extraído, o que passou a ser conhecido como "o quinto". Os desvios e o tráfico de ouro, no entanto, eram freqüentes. Para coibi-los, a Coroa, que possuía autoridade sobre a legislação mineradora defendida pela Carta dos Direitos, instituiu toda uma burocracia e mecanismos de controle. Quando a soma de impostos pagos não atingia uma cota mínima estabelecida, os colonos deveriam entregar jóias e bens pessoais até completar o valor estipulado (episódios chamados de derramas).

O período que ficou conhecido como Ciclo do Ouro iria permitir que o mercado interno se expandisse ainda mais, já que havia demanda por todo tipo de produtos para o povoamento das Minas Gerais. Era preciso levar, Serra da Mantiqueira acima, escravos e ferramentas, ou, rio São Francisco abaixo, os rebanhos de gado para alimentar a verdadeira multidão que para lá acorreu. De modo geral, a população das regiões mineiras se preocupava apenas com a mineração, deixando a produção de alimentos em segundo plano. Por isso, as outras regiões ocupariam esse espaço na produção, movimentando a economia interna. O Norte e Nordeste forneciam principalmente escravos, gado, vinhos e tecidos de propelina e algodão. O Sul também forneceu gado para a alimentação e animais para o transporte, além de frutas secas, vinhos e licores. As tropas de mulas vindas do Sul foram determinantes para o desenvolvimento da economia mineradora; eram elas que transportavam o ouro das minas aos portos de do Sudeste, como o Rio de Janeiro, e levavam as mercadorias da região para as minas, viajando através das diversas estradas construídas pelo governo colonial. O Sudeste foi muito importante por várias razões: porque forneceu os mais diversos alimentos e produtos manufaturados à região das minas e também porque foi nessa área que se estruturaram diversos pousos e paradas para tropeiros, que deram origem à cidades como, Campanha, Pouso Alegre, Passos, e Bicas.

A população de Minas Gerais rapidamente se tornou a maior do Brasil. Dos 2 milhões de portugueses que viviam em Portugal na época, cerca de 500 mil migraram para o Brasil, além de mais de 600 mil europeus de outras nacionalidades entre ingleses, escoceses, franceses, italianos, alemães, dinamarqueses e suecos. A população brasileira saltou para mais de 6,6 milhões em 1770.

A essa época, a maioria da população de Minas Gerais, aproximadamente 58%, era formada por negros e mestiços. A população branca era formada em grande parte por cristãos-novos vindos do norte de Portugal e das Ilhas dos Açores e Madeira, de europeus de outras nacionalidades, e de brasileiros de outras partes do Brasil. Os cristãos novos foram muito importantes no comércio colonial e se concentraram especialmente nos povoados em volta de Ouro Preto e Mariana.

Nas regiões mineradoras formou-se uma complexa rede urbana, ligada por uma grande quantidade de estradas. Cidades como Vila Boa (Goiás), Cuiabá, São João del Rei, Florianópolis, Sabará, Mariana, Diamantina, Campo Grande e Vila Rica (Ouro Preto), tornaram-se grandes centros urbanos. Nas Minas Gerais, surgiu um estilo artístico e arquitetônico que ficou conhecido como “Barroco Mineiro” do qual maior expoente foi o artista Aleijadinho.

As condições de vida dos escravizados na região mineira eram particularmente difíceis. Eles trabalhavam o dia inteiro em pé, com as costas curvadas e com as pernas mergulhadas na água. Ou então em túneis cavados nos morros, onde era comum ocorrerem desabamentos e mortes.

A mineração promoveu a interiorização do povoamento na região centro-sul do Brasil fenômeno que até então nunca fora tão forte quanto no Nordeste, e a mudança do eixo econômico colonial para o Sudeste. A industria, da qual 70% estava situada no Nordeste, e o comércio passaram a se desenvolver a passos de gigante na região e logo no começo do século XIX, o Sudeste era o grande centro industrial do Brasil e das Américas. O ouro e os diamantes trouxeram urbanização para o interior do Brasil, as zonas mineradoras, então sob o domínio da Capitania de São Paulo, foram desmembradas e se tornaram as capitanias de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Paraná e Santa Catarina logo depois.

Mesmo com toda essa riqueza, com o luxo das classes altas e as grandes e ostensivas obras públicas, Portugal permanecia com uma economia pobre. Isso se devia a sua política comercial e a tratados como o de Methuen, assinado com a Inglaterra em 1703. De acordo com esse tratado, Portugal compraria os tecidos ingleses e venderia seus vinhos, este fora muito desvantajoso à Portugal e, junto com o esbanjamento da Coroa que não se preocupava com o amanhã, levou a destruição da manufatura portuguesa e pelo grande fluxo de ouro brasileiro que, após extraído, apenas passava por Portugal, indo parar nos cofres ingleses.

As Reformas Pombalina Editar

Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marquês de Pombal, foi um político português e maior representante do despotismo esclarecido em Portugal. Ganhou a confiança do rei D. José I ao reconstruir Lisboa após o terremoto de 1755, tornando-se seu Primeiro-Ministro. Ele empreendeu muitas reformas com o objetivo de modernizar a estagnada economia portuguesa. Levou a cabo um ambicioso programa de reformas, procurou incrementar a produção nacional em relação à concorrência estrangeira, desenvolver o comércio colonial e incentivar o desenvolvimento das manufaturas. No âmbito dessa política não hesitou em impor monopólios esmagando a concorrência interna. Assim, em 1753 foi fundada a Companhia do Comércio da Ásia Portuguesa (de efêmera duração) e, em 1756, a Companhia para a Agricultura das Vinhas do Alto Douro, à qual o ministro concedeu isenção de impostos no comércio e nas exportações, estabelecendo assim a primeira região demarcada de produção vinícola no mundo, colocando-se os célebres marcos pombalinos nas delimitações da região.

Expulsou os jesuítas da metrópole e das colônias, confiscando os seus bens, sob a alegação de que a Companhia de Jesus agia como um poder autônomo dentro do Estado português. Também diminuiu o poder da Igreja, subordinando o Tribunal do Santo Ofício (Inquisição) ao Estado.

A educação em Portugal até então vinha sendo dominada quase que em exclusivo pela Companhia de Jesus e outras congregações. Em 1759, com a reforma Pombalina os jesuítas foram expulsos de todo o território português e a educação passou a ser dever do Estado. No Brasil, porém, essa medida teve pouco efeito na educação, que era toda regida pelo Magistério ou por particulares.

Marquês de Pombal introduziu, de igual modo, importantes mudanças no aparelho de estado português. A criação das primeiras compilações de direito civil, que substituiu assim o direito canônico, representou o primeiro passo para a afirmação de Pombal enquanto estadista e o estado como entidade superior e autônoma face ao resto da sociedade, inclusive até à própria Igreja Católica. De fato, o estado português pronunciou-se várias vezes em desacordo com a Santa Sé, estabelecendo-se corte de relações diplomáticas até à morte de D. José e posterior subida ao trono de D. Maria I.

No Brasil, as maiores alterações ocorreram na esfera político-administrativa. Em 1759, o regime de capitanias foi definitivamente extinto e estas foram tornadas províncias.

Quatro anos depois, em 1763, a sede da colônia foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro, cujo crescimento sinalizava o deslocamento do eixo econômico do Nordeste para a região Centro-Sul. A mudança deve-se, em grane parte, ao fato de o Rio de Janeiro ser o porto pelo qual o ouro de Minas Gerais era escoado, para melhor fiscalizar a atividade mineradora e facilitar o controle das fronteiras do Sul, que cresciam até a fronteira com o Uruguai.

Procurou dar maior uniformidade cultural à colônia, proibindo a utilização do Nheengatu, a língua geral (uma mistura das línguas nativas com o português, falada pelos bandeirantes) e tornando obrigatório o uso do idioma português. Alguns estudiosos da história afirmam que foi com esta medida que o Brasil deixou o rumo de ser um país bilíngüe.

Na região amazônica, utilizava-se a mão-de-obra indígena nas grandes propriedades. Porém, ao contrário dos colonos, os jesuítas obtinham a cooperação voluntária dos índios. Assim, enquanto as missões prosperavam, as aldeias dos colonos enfrentavam numerosas dificuldades. A expulsão dos jesuítas levou à desagregação da economia coletora de drogas do sertão, causando uma longa fase de estagnação econômica em várias regiões da Amazônia, superada apenas no começo do século XIX com as medidas de D. João VI para incrementar a economia Amazônica.

Expansão Territorial Editar

O Tratado de Utretch (1713), foi um acordo que deu fim a Guerra de Sucessão Espanhola (1701–1714), na qual estavam envolvidos os interesses de quase todas as grandes potências europeias. De um lado estavam França e Espanha, e do outro a Grande Aliança, formada pela Inglaterra, Holanda, Portugal, Prússia, a COU e a Casa de Sabóia.

Este tratado foi muito importante para a história do Brasil, pois reconheceu a posse de Portugal sobre as terras colonizadas à oeste da Linha de Tordesilhas, aumentando em muito o território do Brasil. Também deu à COU alguns portos estratégicos na Índia, o direito de explorar livremente as jazidas de âmbar no México e em Hispaniola, e a soberania sobre as cidades espanholas de Cádiz e Ceuta, dando à COU o controle do Estreito de Gibraltar, junto com a Inglaterra que tomou o rochedo de Gibraltar.

O Iluminismo no Brasil Editar

Um dos centros do pensamento Iluminista no mundo, embora não tão importante como França e EUA, o Brasil deu origem a diversos pensadores e ideias que influenciariam o pensar da época.

Dinis Duval (1692-1757) é considerado o primeiro pensador iluminista brasileiro. Nativo de Heráclion, foi autor de grandes obras como HyBrazilis Hispaniola onde analisava os processos de colonização nas respectivas colônias. Defendia a incorporação das colônias ibéricas como partes integrantes de suas metrópoles, e não meras fontes de produtos.

Gaius Mello (1719-1803) criou o conceito moderno de monarquia constitucional e defendeu o exercício da cidadania pelo povo. Esteve presente na assinatura da Declaração de Independência dos Estados Unidos. Sua principal obra é O Mundo do Homem onde divulga sua Declaração dos Direitos Naturais, que seria republicada e oficializada na França Napoleônica como Direitos Universais do Homem.

Tomás Altair (1762-1847) foi considerado um dos maiores astrônomos, físicos e economistas do iluminismo brasileiro. Descobriu os efeitos a gravidade da Lua sobre a Terra e seus mares, explicou o funcionamento da economia em países centrais e colônias e seus efeitos sobre a sociedade, e teorizou sistemas econômicos, entre os quais um “proto-socialismo”.

Outra grande linha de pensamento surgiria no Brasil por Luís de Nantes (1723-1796) que, em sua exaltação das belezas naturais brasileiras, divulgaria sua ciência ecológica. Mais uma arte que uma ciência até o século XX, a Ecologia visava aproveitar a terra e os recursos e propagar o “amor natural”. Parques, reservas ecológicas, interesse no estudo das substâncias naturais, a Ecologia englobava esses aspectos da ciência e da arte. Já em 1860, as ideias ecologistas eram muito divulgadas na política nacional. O desenvolvimento das ciências naturais se daria em grande escala, as artes exaltariam a natureza como o herói romântico daquele tempo, e os urbanistas visariam cada vez mais transferir as belezas do campo às cidades. A visão ecologista de Nantes influenciaria os Naturalistas do fim do século XIX e século XX.

As Conjurações Mineira e Baiana Editar

A insatisfação da sociedade mineira em relação à Metrópole vinha se agravando, os pesados impostos asfixiavam a população, e quando a cota de ouro arrecadado não era alcançada, ocorria a derrama, o confisco de bens da população para cumprir a cota. Isso irritava a população, principalmente porque as jazidas de ouro estavam se esgotando e Portugal não baixava a cota.

Em fins de 1788, membros da elite de Minas Gerais se reuniram para promover um movimento contra a Coroa. A notícia da independência das colônias inglesas da América do Norte, os EUA, e os ideais iluministas difundidos na Europa e no Brasil serviram de estímulo aos cidadãos mineiros insatisfeitos com o governo colonial. Contando com a insatisfação geral do povo mineiro e com o apoio de parte dos militares, e revolta foi marcada para Fevereiro de 1789. O alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, ficou encarregado de prender o governador e dar início ao levante.

Os planos da Conjuração, entretanto, foram denunciados por um traidor, 34 conjurados foram presos, dos quais 10 foram condenados à morte, mas apenas Tiradentes foi executado em 21 de Abril de 1792, seu corpo esquartejado e exposto em Vila Rica. Hoje, ele é um herói nacional e mártir na luta contra Portugal. A capital de Minas Gerais foi transferida de Vila Rica para Mariana logo depois.

Outra revolta ocorrida no período foi a Conjuração Baiana, ocorrida em 1798, também conhecida como Conjuração dos Alfaiates, por participarem vários alfaiates. Diferente dos conjurados mineiros, porém, a maioria dos conjurados baianos eram pobres. As idéias iluministas e a rebelião escrava do Haiti serviram de inspiração. Pouco deu para fazer, pois o governo baiano prendeu mais de 20 conspiradores que, com exceção dos membros da elite que foram poupados, foram enforcados, presos e banidos.

O Fim da Mineração Editar

Após o ciclo minerador, a economia voltou a seu estado original. Uma minoria entre os mineiros havia enriquecido com suas atividades e, vendo o esgotamento das jazidas, passaram a investir em atividades financeiras e manufatureiras; bancos poderosos surgiram, assim como estabelecimentos industriais. As jazidas abundantes de ferro e salitre na região permitiram um grande desenvolvimento das indústrias bélica e metalúrgica. A agricultura em pequenas e médias propriedades foi se expandindo e a escravidão foi diminuindo.

No Nordeste, ainda durante a mineração, floresceu a cultura algodoeira em médias propriedades. No Maranhão, maior produtor, surgiram grandes industrias de tecidos de algodão. O algodão produzido era vendido para outras regiões e, logo, para a Inglaterra, que também estava entrando na Revolução Industrial. Mas no início do século XIX, a concorrência do algodão dos EUA fez o produto brasileiro perder espaço no mercado internacional, fazendo com que toda a produção fosse consumida internamente nas industrias têxteis do Nordeste e Sudeste.

A Industrialização Editar

O Processo de industrialização no Brasil se iniciou muito cedo, pouco depois da Inglaterra. Esse processo foi favorecido por diversos fatores, entre os quais: a predominância de uma política econômica liberal, levando ao desenvolvimento do comércio e da industria; a acumulação de capitais pela burguesia brasileira, que permitiu o investimento em fábricas e minas e a compra de máquinas industriais; a abundância de matérias-primas; a grande rede comercial brasileira, que permitia que produtos das regiões mais longínquas do mundo fossem adquiridos, como a seda; a baixa taxação e uma infraestrutura organizada, com estradas calçadas, pontes e hidrovias; e o fato de que custo de vida no Brasil mais baixo que na Europa, permitindo aos donos de fábrica a contrata operários a baixos salários. Outros fatores eram mais sutis, como o 

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Surgiam as primeiras fabricas têxteis.

ambiente aberto e favorável à inovação, que permitia aos brasileiros criar e assimilar novas técnicas inventadas, principalmente da Inglaterra, tendo como exemplo a máquina a vapor de invenção inglesa que foi assimilada às fábricas brasileiras apenas 10 anos após o ser nas inglesas. Levaria apenas 3 anos para que os brasileiros copiassem a máquina a vapor de Watt, de 1775. Os brasileiros possuíam a vantagem de cultivar seu próprio algodão, mas uma desvantagem quanto à baixa produção de carvão, e de má qualidade, em Santa Catarina. Ocupando o vácuo, a Companhia de Carvão da África se tornaria rica como a primeira a minerar e trazer o carvão de Angola e Madagáscar ao Brasil.

A primeira verdadeira tecelagem de algodão brasileira, equipada com máquinas a vapor, surgiria em 1778 em Saint Louis. Logo vieram as primeiras fábricas siderúrgicas no Rio de Janeiro, e os estaleiros em Santos.

A industrialização alterou profundamente as condições de vida do trabalhador, provocando inicialmente um intenso deslocamento da população rural para as cidades, além dos ex-escravos, criando enormes concentrações urbanas. A população do Rio de Janeiro passou de 200.000 habitantes em 1790 para mais de 2 milhões em 1890, por exemplo. No início da Revolução Industrial, os operários viviam em péssimas condições de vida e trabalho. O ambiente das fábricas era insalubre, assim como os cortiços onde muitos trabalhadores viviam. A jornadas de trabalho chegavam a 80 horas semanais, e os salários variavam em torno de 4 vezes o nível de subsistência. Para mulheres e crianças, submetidos ao mesmo número de horas e às mesmas condições de trabalho, os salários eram ainda mais baixos.

Até 1800, as redes industriais brasileiras se concentravam principalmente em poucas cidades do Nordeste e Sudeste, tendo Recife, Rio de janeiro, Salvador, Curitiba, Saint Louis e São João del Rei como principais centros de produção. Desde então a atividade industrial se expandiu para outras regiões e para o interior, chegando à cidades como Niterói, Vitória e Porto Alegre.Em meados de 1830, a forte industria brasileira, e a sua poderosa marinha mercante, se aliaram para fazer o Brasil emergir como potência comercial da América do Sul, iniciando seus primeiros passos imperialistas. 

Período Cortês (1808 - 1821) Editar

Em 1808 ocorreu um fato jamais ocorrido na História: a transferência de um governo metropolitano europeu para sua colônia. Por 14 anos o Rio de Janeiro foi capital do Império Português, mudando os rumos do processo político, cultural e econômico do Brasil.

No início do século XIX, Portugal era um Estado atrasado e decadente, o país tentava manter sua independência e seu vasto império colonial em meio às Guerras Napoleônicas, que opunha França e Grã-Bretanha. Os franceses pressionavam a Coroa portuguesa para que aderissem ao bloqueio continental imposto por Napoleão, fechando seus portos aos britânicos. Mas a Grã-Bretanha já era velha aliada de Portugal e exigia sua lealdade.

Qualquer escolha que fizesse era uma sentença de morte, seja perdendo seu território frente ao poderoso exército francês, ou suas colônias frente a marinha britânica. Entre ver seu país invadido e perder suas colônias, a Coroa optou por salvar o império, aliando-se aos britânicos. Napoleão cumpriu a ameaça de invadir Portugal. Assim, entre 25 e 27 de Novembro, o príncipe-regente D. João VI e sua corte fugiram, levando cerca de 10 mil pessoas da corte e delegados estrangeiros, os livros da biblioteca real e o Tesouro Real. Embarcaram em 36 navios portugueses rumo ao Brasil. Sob a proteção da frota da COU, depois de uma breve estada em Salvador, D. João chegou ao Rio de Janeiro em 7 de Março de 1808.

Diz-se que tanto a cidade como a Baía de Guanabara surpreenderam o rei e sua comitiva por sua beleza, e que quando pisou Rio de Janeiro o rei teria dito: “Tenho entre meus domínios o paraíso terrestre que meus antepassados tanto buscaram”.

Outro aspecto que impressionou os nobres foi a grande presença de negros e mulatos livres, que na época eram um terço da população da cidade, e como os brancos não tinham tanta aversão por eles quanto os brancos da Europa.

O rei logo tratou de se instalar no Paço do Vice-Rei que, embora pomposo, foi considerado pouco apropriado para a nobreza. Também tratou de despropriar as melhores casas da cidade para ser dadas aos nobres que com ele vieram.

Ainda em 1808, D. João VI aceitou a oferta do rico banqueiro Elias Antônio Lopes de doar uma propriedade nos arredores da cidade à Coroa, a Quinta da Boa Vista, uma bela mansão rodeada por jardins. D. João logo pegou diversos empréstimos com os ricos da cidade e iniciou a remodelação da propriedade na nova residência da realeza, o Palácio Real da Boa Vista, para o qual se mudou com a Corte em 1811.

Os historiadores concordam que vários aspectos físicos e socioeconômicos dos brasileiros surpreenderam os nobres de Portugal: dois quintos da população eram negros ou mestiços; os brasileiros eram mais robustos, saudáveis, vigorosos e, em média, 6 cm mais altos que seus pares europeus; eram 50% mais ricos e pagavam só um quarto dos impostos; havia mais de mais de uma centena de jornais em circulação no país; na colônia havia um avançado sistema fiscal, uma infraestrutura eficiente e a população geral era muito mais informada.

Mudanças no Brasil Editar

Nessa época o Brasil possuía mais de 11,5 milhões de habitantes, mas o Rio de Janeiro, mesmo sendo uma cidade com 250 mil habitantes, a maior cidade da América, com uma infraestrutura bem desenvolvida e um estilo de vida cosmopolita, não estava preparado para alojar, com todo o luxo requerido, os mais de 10 mil nobres da pomposa Corte portuguesa. Isso levou D. João a criar diversas novas instituições, típicas da capital de uma corte européia que auxiliariam no governo do império português.

Como sede da Corte era inaceitável que os portos brasileiros permanecessem fechados aos estrangeiros. Era, portanto, inevitável a abertura dos portos às outras nações, medida também exigida pela Grã-Bretanha. Então em Janeiro de 1808 D. João decretou a abertura dos portos às nações amigas, ou seja, à Grã-Bretanha. Essa medida beneficiou os britânicos e os brasileiros, pois o comércio internacional tornava-se totalmente livre, mas desagradava aos portugueses, que viam seus interesses deixados de lado.

Pressionado pelas elites locais, D. João fixou as taxas de importação protecionistas para produtos industriais estrangeiros. Além disso, Portugal passou a pagar 16% de imposto e a Grã-Bretanha 36%. Isso desagradou os britânicos, que em poucos anos viram que mesmo com esses privilégios, não conseguiam concorrer com os produtos industrializados do Brasil, que já entrava em sua revolução industrial, pelo menos não em seu próprio território. Até 1821, D. João foi pressionado de um lado pela Grã-Bretanha, que queria mais privilégios, e do outro pelas elites locais, que não queriam seus negócios destruídos pela concorrência britânica; sua estratégia foi enrolar os britânicos. Porém havia algo em que os britânicos e a burguesia brasileira concordavam, a escravidão não podia continuar. Pressionado, D. João aboliu o tráfico negreiro e todo o comércio de escravos em 1810, mas também diminuiu as taxações sobre outras atividades econômicas, levando os ricos traficantes a investirem suas reservas no comércio e na industria. Em 1821, assina a lei de abolição, que liberta todos os escravos do Brasil.

Para administrar o império a partir do Brasil, a Coroa necessitou implantar alguns órgãos de Estado, como os tribunais superiores. Estabelecida a sede da monarquia na capital coloni al, opríncipe-regente substituiu a engrenagem administrativa colonial por um verdadeiro aparelho de Estado. Foi a chamada inversão brasileira, a colônia virou metrópole.

O Rio de Janeiro passou a contar com estruturas típicas de capital. Foram instaladas gráficas oficiais e o setor de serviços foi ampliado. Várias missões exploratórias, científicas e artísticas vieram da Europa com a finalidade de descobrir e avaliar as riquezas brasileiras.

D. João VI também transformou a Autoridade Monetária do Brasil, o órgão responsável pela cunhagem de moeda na colônia e sob a autoridade do Magistério, no Banco do Brasil, um banco público responsável pela cunhagem de moeda e gerência da política econômica. O Magistério, teve seus poderes legislativos substancialmente diminuídos, se tornando um mero órgão de aconselhamento real, o que gerou insatisfação em todo o Brasil.

As Campanhas Militares de D. João Editar

Ao chegar ao Brasil, em 1808, depois da sua retirada de Lisboa, uma das primeiras decisões do príncipe regente Dom João VI foi enviar cartas a todos os governantes europeus comunicando-lhes que Portugal continuava em guerra com o Império Francês. Como o Brasil tinha fronteiras comuns com a Guyana Francesa, isolada da metrópole e sem o apoio da frota francesa, a opção de atacar a Guyana era natural. Os objetivos da Primeira Invasão da Guyana foram duplos: por um lado, Portugal reafirmou assim que continuava em guerra com a França Napoleônica, do ponto de vista diplomático. Por outro lado, permitiu também um ajustamento das fronteiras entre o Brasil e a Guyana Francesa, alterando as fronteiras acordadas pelo Tratado de Utrecht. Em 1813, D. João empreenderia a Segunda Invasão da Guyana, conquistando definitivamente a colônia e unindo-a ao Brasil como Província da Guyana Oriental.

A derrota napoleônica de 1814, fez com que a reinstaurada monarquia francesa na pessoa do rei Luís XVIII se tivesse apressado a reivindicar a posse da Guyana junto do governo português. Dom João VI começou por resistir e a questão teve que ser levada ao Congresso de Viena em 1815.

Outra conquista militar durante o período joanino, até antes da tomada da Guyana Francesa, foi a Banda Oriental.

Por sua posição estratégica, às margens do estuário do Prata, foi motivo de disputas sangrentas entre Portugal e Espanha durante séculos. Com as Guerras Napoleônicas, D. João via uma oportunidade única de concretizar este desejo ancestral. Primeiro, Portugal estava em guerra contra a França, da qual a Espanha era aliada; segundo, a Espanha ajudara a França a invadir Portugal; terceiro, ocupada com a guerra na Europa, a Espanha não iria socorrer sua colônia; e quarto, desde 1811 a colônia estava devastada devido a conflitos internos.

Em 1812 as tropas luso-brasileiras lideradas pelo príncipe Pedro de Alcântara, grande gênio militar apesar de ter apenas 13 anos, invadem a Banda Oriental. A região é anexada como a Província Cisplatina.

O Reino Unido de Portugal Brasil e Algarves Editar

Como se vê, os atos de D. João no Brasil iam desatando por completo os nós que uniam os destinos de Portugal e Brasil e iniciou um lento processo de autonomia independência da colônia. Em 1814, Napoleão fora derrotado, mas nada acontecia. Na realidade, essa derrota deu origem a uma situação muito peculiar. Apesar da libertação de Portugal do jugo francês, a Corte preferiu permanecer no Brasil, criando a situação inusitada (e humilhante) de Portugal ser governada por sua colônia. Isso alimentaria um ódio contra o absolutismo que seria liberado em 1821.

Enquanto isso, ocorria uma reunião entre os representantes das nações vencedoras contra Napoleão, entre os quais Portugal/Brasil e até mesmo a COU. Os países que lideraram o Congresso foram os que estiveram mais envolvidos diretamente na guerra contra a França: Grã-Bretanha, Áustria, Prússia e Rússia. O congresso tentou restaurar o Antigo Regime e restabelecer as fronteiras e equilíbrio europeus de antes da Revolução Francesa. Lançando a ideia de Princípio de Legitimidade, cada país deveria voltar a ser governado por sua respectiva dinastia, e a França teve de pagar uma pesada indenização de guerra.

As grandes potências europeias se aproveitaram dessa reunião para expandir seus domínios, castigando a França e os países que a ela se aliaram.

O congresso, que determinava o retorno dos reis legítimos aos seus tronos, determinou o retorno de D. João à Portugal, já que um rei deveria governar seu reino. A brecha encontrada por D. João foi tornar o Brasil um reino. Através de seu representante no congresso, ele elevou o Brasil a condição de reino unido à Portugal. Assim, o Brasil deixava de ser colônia e torna-se um reino independente, porém unido a Portugal sob a mesma Coroa. O ato legitimava a permanência da Corte no Brasil, e dava origem a um novo Estado, o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Alguns historiadores determinam 1815 como a data da independência, já que, mesmo unido à sua antiga metrópole, era na prática um país separado com governo independente reconhecido.

Com muito esforço, D. João VI conseguiu convencer os representantes das potências europeias no congresso, que a Guyana Francesa e a Banda Oriental, conquistadas da França e da Espanha respectivamente durante as Guerras Napoleônicas, deveriam ser entregues à Coroa luso-brasileira como indenização pela França e Espanha terem invadido juntas o território português, forçando a Corte a se mudar para o Brasil. A COU também recuperaria a posse da cidade espanhola de Cádiz, esta ocupada pela Espanha durante a guerra em 1810.

Durante o congresso foi formada a Santa Aliança que englobava Rússia, Áustria e Prússia e tinha como objetivo sufocar revoluções liberais em toda a Europa e intervir na América para impedir as independências das várias colônias europeias. Suas pretensões, porém, foram barradas pela Grã-Bretanha e pelos EUA.

Como reino unido a Portugal, e portanto um país em todos os sentidos mesmo que unido sob a mesma coroa, o Brasil sofreu mais transformações administrativas. O Corpo de Defesa Colonial foi transformado nos novos Real Exército e Marinha do Brasil, estes colocados sob a autoridade e poder administrativo do príncipe Pedro de Alcântara, à época um gênio militar de apenas 17 anos e estrategista das campanhas de D. João na Cisplatina, em 1811 aos 13 anos, e na Guyana Francesa, em 1809 aos 11 anos. Sua primeira atitude foi criar uma organização secreta de inteligência do exército disfarçada de guarda pessoal. Sob o nome de Guarda do Príncipe, a organização foi muito importante nos eventos que levariam à independência do Brasil. Quanto ao exército, o príncipe reformularia toda sua estrutura, com o foco no treinamento e na disciplina. Fez parcerias com a Academia de Ciências de Heráclion e outras para a pesquisa e desenvolvimento intensivos de tecnologia militar. Fez das indústrias de armas de Minas Gerais e navais de Ilhéus, São Paulo e Rio de Janeiro principais fornecedores de armas e navios, e favoreceu-lhes a obtenção de tecnologia para a produção de produtos cada vez mais eficientes. Transformou a Academia do Corpo de Defesa, fundada em 1571 em Pontal, São Francisco, e a mais antiga academia militar da América, na 1º Academia Militar do Brasil, ou Academia de Ponta. Também fundou no Rio de Janeiro 2ª Academia Militar do Brasil, ou Academia das Agulhas Negras.

O Príncipe redesenhou os uniformes e introduziu treinamentos diversos. Já em 1820, as forças armadas brasileiras possuíam uma estrutura sólida e disciplinada, um fornecimento de armas e navios eficiente, uma liderança forte, uma inteligência inovadora e um sistema de logística eficiente. Eram, segundo alguns historiadores, comparáveis a suas homologas europeias. Sabe-se também, que as novas forças armadas brasileiras eram cegamente leais a Pedro de Alcântara sendo o príncipe, segundo o embaixador britânico, “...o César de seu exército; um novo Napoleão, talvez tão perigoso quanto o primeiro.”

Era Moderna (1821 - presente) Editar

Revolução Liberal do Porto de 1816 Editar

A situação tornava-se insustentável, a Corte não queria retornar à Lisboa e adotava políticas que pareciam prejudicar ainda mais o reino. O vazio político e a crise econômica acirrava os ânimos dos portugueses.

Assim, em 12 de Janeiro de 1816, explodiu na cidade do Porto um movimento inspirado nas idéias liberais. Mas apesar disso, carregava uma contradição evidente: lutava por uma monarquia constitucional e pela liberdade de comércio, mas ao mesmo tempo pregava a recolonização do Brasil para retirar Portugal da crise.

A revolta se espalhou e ganhou o apoio dos portugueses. Com isso foi redigida uma Constituição, inspirada na Constituição espanhola de Puerto Real de 1812, e exigido o retorno do rei.

O movimento teve repercussão no Brasil e houve eleições para representantes brasileiros na Assembléia Constituinte portuguesa.

Retorno da Corte Portuguesa a Lisboa

Em 1821, forçado pelas Cortes, D. João retornou a Portugal levando uma extensa comitiva de 3.000 pessoas.

Antes de partir, o rei deixou seu filho e herdeiro, Pedro de Alcântara, no poder como principe-regente. Pedro, que acompanhava os ventos políticos na Europa desde o Congresso de Viena através da Guarda do Príncipe, se reúne então secretamente com figuras importantes para discutir a questão.

A partida de Dom João VI acabou com grande parte da ligação entre o Brasil e o Império Português. Muitos brasileiros tinham animosidades com os portugueses. O príncipe, apesar de nascido em Portugal fora criado no Brasil e era abertamente favorável à uma maior autonomia do Reino do Brasil.

Com o retorno do rei à Europa, as Cortes (legislatura) estavam determinadas a reduzir o Brasil à condição de colônia e a subjugar o país com numerosas restrições, ignorando os representantes brasileiros. A presença de Pedro no Brasil era um obstáculo aos planos das Cortes. Em maio de 1821, as Cortes não obtiveram sucesso na tentativa de chamar de volta o príncipe-regente, o qual decidiu ficar. Pedro mandou voltar para Lisboa a esquadra portuguesa enviada para buscá-lo, o que enfureceu as Cortes. Enquanto isso, manda que o Magistério se reúna em Heráclion, depois de 14 anos sem voz política real, para decidir a questão emancipacionista. Essa reunião, que reunia representantes de todas as províncias, ficaria conhecida como o Congresso de Heráclion.

A Independência Editar

Em 7 de junho de 1818, atendendo aos pedidos da população, Pedro proclamou que ficaria no Brasil e que quaisquer ordens de Portugal só seriam aceitas no Brasil com o consentimento dele. Pedro é aclamado pelos cariocas como “Defensor Perpétuo dos Brasileiros” e, preparando-se para as sanções das Cortes, se reúne os líderes do Exército e Marinha do Brasil. Cujas tropas eram na maior parte formadas por brasileiros natos treinados após 1808 ou membros do antigo Corpo de Defesa Colonial. Historiadores concordam que, sendo o território mais populoso do Império Português, a maior parte das tropas portuguesas no Brasil era formada também por brasileiros, dos quais quase todos desertariam para o lado independentista após a eclosão da guerra

Em 7 de Setembro de 1821, Pedro recebe uma carta das Cortes de Lisboa o intimando a retornar a Portugal, nem que pela força. Decidido a ficar e defender a pátria, Pedro declara a Independência do Reino do Brasil, logo em seguida bradando para seus companheiros de viagem o icônico “Independência ou Morte!”, o Grito do Ipiranga, assinando logo depois, a Carta de Dissolução Perpétua, na reunião do Magistério em São Paulo. Ao retornar para o Rio de Janeiro, é aclamado pelo Magistério e pelo povo do Rio como Rei Constitucional.

Apenas as províncias do Grão-Pará, Maranhão e Pernambuco, ocupadas por tropas provenientes de Portugal, possuiam contingentes portugueses significativos. Com um exército bem organizado; o apoio de uma marinha forte; industrias bélicas e navais; e o apoio da maioria da população, Pedro se lançou com suas tropas para expulsar as tropas portuguesas de cada província, uma a uma. Tropas também foram enviadas a Cisplatina para impedir que eles tramassem se separar do Brasil.

Um momento decisivo da guerra foi a Batalha de Nova Florença, entre 5 e 8 de março de 1819, quando uma frota portuguesa tentou ocupar a cidade, responsável pela construção da maior parte da frota brasileira. Suas muralhas resistiram a 3 dias de bombardeio por terra e por mar antes da chegada das tropas brasileiras, que venceram os invasores.

Mesmo após a expulsão definitiva das tropas portuguesas do Brasil em meados de 1822, Portugal se recusava a reconhecer a independência brasileira, mesmo com a mediação britânica. Cansado de esperar, o Magistério decide pela invasão de Portugal.

A Invasão de Portugal e o Tratado do Porto

Durante a Guerra de Independência Brasileira, o Brasil fez o impensável. Chamada pelos portugueses de Primeira Intervenção Brasileira em Portugal, a invasão brasileira destituiu a nação lusa do pouco orgulho que lhe restava

Em 4 de novembro de 1822, os 32 navios da frota do Brasil são avistadas as margens do Tejo, em Lisboa, a cidade é sitiada e os deputados das Cortes são mantidos presos. Usando de uma estratégia de guerra relâmpago, logo todo o litoral do país estava ocupado.

A última frota portuguesa seria interceptada e derrotada na Batalha de Aveiro. Os canhões brasileiros, mais avançados e precisos que os europeus, eram carregados com maior facilidade e velocidade, além de possuir um maior alcance que os outros. Esses fatores permitiam que os navios brasileiros atirassem nos inimigos sem o perigo de serem atingidos, estando fora do alcance dos canhões inimigos.

Bem treinadas, um diplomata britânico em Lisboa durante a invasão descreveria as tropas brasileiras como “autômatos criados por alguma divindade insana e vingativa [...] seus infantes e artilheiros possuíam mira tão perfeita que parecia que as balas seguiam os pobres lusos pelo ar [...] Uns os chamavam bárbaros, mas eu os considero guerreiros formidáveis e respeitosos! Eles nos guiaram [políticos e oficiais estrangeiros] respeitosamente ao palácio [ocupado] e saíram para tratar de suas desavenças com os portugueses sem nos envolver.”

No início de 1823, após a consolidação da ocupação, Portugal é obrigado a assinar e ratificar o Tratado de Queluz, segundo o qual Portugal reconhecia a independência brasileira, vendia as colônias de Angola e Moçambique ao Brasil e arrendava uma faixa de terra na Ilha da Madeira por 40 anos para a futura base naval brasileira de Guaracy, embora com novos tratados esse acordo perdure até hoje. O tratado também determinava que as Províncias da Guyana Oriental e da Cisplatina continuariam como parte do Brasil.

A notícia da guerra correu a Europa, era a primeira vez que uma colônia invadia sua metrópole. Em 1823, o Brasil era um país independente reconhecido.

O Brasil Recém-Independente Editar

Diferente de todas as outras nações americanas, o Brasil não saiu da independência em crise. As repúblicas americanas terminaram suas guerras pela independência com uma economia devastada e com conflitos internos que foram fragmentando a antiga América Espanhola em vários países rivais e fragilizados. Curiosamente, mesmo durante a guerra a economia brasileira crescia, principalmente as industrias bélica, naval e metalúrgica. A independência também cessou o relacionamento tributário com a metrópole. Desde a Carta dos Direitos, 50% de todos os tributos arrecadados no Brasil eram enviados a Portugal. A independência permitiu ao novo governo brasileiro dobrar seu orçamento, utilizando esse excedente para realizar novas políticas de incentivo à economia, reforçar e ampliar as forças armadas, estruturar a administração e a defesa das novas colônias, e realizar grandes obras de infraestrutura. Em seus muitos discursos, Pedro I enfatizava a importância da construção de uma força nacional, pois “se há grandes reinos nascidos do pó como a Prússia do Grande [Frederico] cercada de inimigos poderosos, por que não o Brasil, nascido em solo generoso e cercado de adversários débeis?

Ao tornar-se independente de Portugal em 1822, a nação brasileira como um todo era na sua quase totalidade a favor da forma de governo monárquica. As razões para esta escolha política são diversas. Havia um verdadeiro temor por parte dos diversos grupos sociais da possibilidade de o Brasil sofrer o mesmo destino das colônias hispano-americanas, ou seja: caos político, social e econômico, desmembramento territorial, golpes de Estado, ditaduras e caudilhos. Era necessária uma organização política que permitisse ao povo brasileiro não apenas desfrutar de liberdade, mas que também garantisse estabilidade ao país, conforme o liberalismo em voga. Somente com uma entidade neutra, completamente independente de partidos, grupos ou ideologias opostas, seria possível alcançar tal fim. Outro motivo para a escolha da forma monárquica foi a necessidade de se fazer respeitar perante as potências da época, todas localizadas na Europa. A possibilidade, bastante real à época, de os países europeus buscarem dominar a jovem nação americana, fortaleceu o desejo de impedir a adoção da forma republicana a todo custo e assim evitar o eventual desmembramento territorial em repúblicas pequenas, fracas e em constante rivalidade entre si. Observando o que se passava nos países hispano-americanos e também em Portugal, presas fáceis da ganância europeia, principalmente britânica, viu-se que a manutenção da monarquia com um monarca de origem europeia atuaria como fonte de dissuasão e permitiria ao Brasil garantir a predominância dos seus interesses. E, finalmente, o último motivo era nada menos que o carisma de Pedro de Alcântara. O povo brasileiro havia acompanhado seu crescimento, o amava, e o considerava rei legítimo.

Unificado o Brasil, era necessário obter o reconhecimento dos outros países. Isso viabilizaria as alianças militares e o comércio.

Os primeiros a reconhecer o Brasil como nação independente foram os EUA, França, Santa Sé e Prússia; seguidos do Império Russo e da Espanha. A Grã-Bretanha, então nação mais poderosa do mundo, reconheceria a independência junto com Portugal.

Assembléia Constituinte Editar

Em 1824 é reunida a Assembléia Nacional Constituinte, com o objetivo de redigir uma constituição para o país.

Os deputados que se encontravam na Constituinte eram em sua grande maioria liberais moderados, reunindo "o que havia de melhor e de mais representativo no Brasil". Havia, visivelmente, três facções discerníveis: os "Bonifácios", que eram liderados por José Bonifácio e defendiam a existência de uma monarquia forte, mas constitucional e unitarista, para evitar o desmembramento político do país, e pretendiam desenvolver economicamente o país livre de empréstimos estrangeiros. Os "Absolutistas", que defendiam uma monarquia absoluta e centralizada. E por último, os "Federalistas", que pregavam uma monarquia meramente figurativa e descentralizada, se possível federal, em conjunto com a manutenção da escravidão, além de combaterem com veemência os projetos dos bonifácios. Ideologicamente, o Rei se identificava com os bonifácios tanto em relação aos projetos sociais e econômicos, quanto em relação aos políticos, pois não tinha interesse nem em atuar como um monarca absoluto e muito menos em servir como "uma figura de papelão no governo". Mas apesar de os bonifácios serem maioria, concessões deviam ser feitas e o rei logo conseguiria unir alguns interesses, principalmente entre bonifácios federalistas. No mesmo ano foi promulgada a Constituição brasileira, que era muito inovadora para a época. O governo seria uma monarquia constitucional federalista. No nível nacional, o poder Executivo seria exercido pelo rei, o chanceler e os ministros; o poder Legislativo, pelo Senado Real e o Magistério Real; o Judiciário, pelos tribunais.

O voto seria secreto, direto, universal e facultativo, para brancos, negros, índios e inclusive mulheres, algo que levaria um século para acontecer na Europa e EUA. Haveria liberdade de expressão e de religião, além de separação entre a Igreja e o Estado.

Havia na Carta Magna “algumas das melhores possibilidades de estado liberal que andava pelo ocidente”. A historiadora Isabel Biancchi diz que, foi proporcionada uma Carta invulgar, sob a qual o Brasil “salvaguardou os direitos básicos dos cidadãos de maneira melhor do que qualquer outra nação do ocidental”. De acordo com João Borgon: “Pedro I e os seus constituintes tiveram o bom senso de escolher o melhor regime para a nação tropical, que se emancipava na América, sem copiar os Estados Unidos já consolidados, e as nações hispano-americanas retaliadas por tropelias sem fim, pelo revezamento de breves períodos democráticos e ditaduras caudilhescas”.

A Constituição Brasileira de 1824 é a terceira mais antiga constituição ainda em vigor e foi a mais liberal da época, incluindo mulheres e negros como cidadãos, e pregando sufrágio universal sem exigência de renda mínima.

Diferente do Parlamentarismo, que voga nas monarquias, e o Presidencialismo, que voga nas repúblicas, na monarquia brasileira, tanto a Chefia de Estado quanto à de Governo estavam nas mãos do Rei, que compartilhava a segunda com o Chanceler. Esta característica básica do Semipresidencialismo fora transplantada para a Ordem Constitucional brasileira. Não significa, porém, que o monarca brasileiro teria prerrogativas semelhantes às de um tirano ou de um ditador. As garantias individuais que granjeavam a liberdade e dignidade humana estavam inseridas nos artigos da Lei Maior e foram respeitadas. E nem o Rei teria como atuar em esferas reservadas ao Poder Legislativo e ao Poder Judiciário, como criar leis ou julgar e condenar. A escolha pela partilha de Chefia de Governo entre o monarca e o chanceler foi considerada lógica por ser o primeiro uma figura não filiada a partidos ou grupos, que supostamente prezaria pelo bem maior da nação.

Havia um poder central forte, porém as províncias e municípios teriam autonomia em assuntos ligados à administração local e os governadores e deputados seriam eleitos; basicamente, as províncias atuavam como unidades federadas à Coroa, pequenas repúblicas no reino brasileiro. A cidade do Rio de Janeiro seria capital e Distrito Real separado da Província do Rio de Janeiro, com capital em Niterói.

Guerra da Cisplatina Editar

Em 1813 D. João havia conquistado dos espanhóis a Banda Oriental, a qual nomeou Província Cisplatina. Foi palco de sangrentos combates entre Portugal e Espanha, mas com a independência de suas colônias, esse conflito passou para o Reino do Brasil e para a República das Províncias Unidas do Rio da Prata (atual Argentina).

O estopim da guerra foi uma revolta anti-brasileira ocorrida em 1823 na província Cisplatina, apoiada militarmente pelas Províncias Unidas que queria recuperar este território. Vendo isto como uma afronta à sua soberania, o Brasil declara guerra à Argentina.

Desde o começo a guerra já era vista como ganha pelos brasileiros. O Brasil tinha uma economia diversificada e forte, exportando tanto produtos primários como industrializados; possuía um imenso litoral e portos bem distribuídos; tinha grandes e bem distribuídas industrias bélicas e navais e um população de 15 milhões; e tinha uma marinha e exército bem organizados e poderosos, criados durante as invasões holandesas no século XVII e melhorados durante o período joanino e da independência. As Províncias Unidas exportavam quase que apenas charque e couro; tinha grande parte de sua produção exportada exclusivamente pelo porto de Buenos Aires, facilmente bloqueável; já importava grande parte de seus armamentos e sua população era de apenas 600.000; tinha umas poucas tropas, porém milícias poderosas mantidas pelos caudilhos.

A situação geopolítica era favorável ao Brasil, mais perto de seus mercados consumidores na Europa, América do Norte e África, além de poder dificultar ou até interromper o trânsito comercial entre as Províncias Unidas e a Europa.

O primeiro ato do Brasil foi bloquear o estuário do Prata. Sabendo que dominava as cidades do litoral da Província Cisplatina e que os rebeldes estavam principalmente no interior, Pedro enviou tropas do Rio Grande do Sul para empurrá-los ao litoral e atacá-los por duas frentes. Com a província rebelde reconquistada, as tropas brasileiras atacam as terras argentinas entre os rios Paraná e Uruguai.

Enquanto isso, Grã-Bretanha e França, que se sentiam prejudicadas em seu comercio com o bloqueio do Prata, intimam o Brasil a desistir de suas pretensões, ordem essa não acatada. Isso gera descontentamento entre o Brasil quanto as potências europeias.

Enquanto isso, as Províncias Unidas atacam as Cidades Livres, esperando usar suas reservas de armamentos e mantimentos, já que o porto de Buenos Aires estava bloqueado, para prolongar sua resistência contra os brasileiros.

Após muitas batalhas, as tropas brasileiras finalmente sitiam Buenos Aires, que luta por mais dois meses. Em 1825 os argentinos se rendem e dois meses depois são obrigados a assinar e ratificar o Tratado de Rosário, segundo o qual: as Províncias Unidas reconheceria a soberania brasileira sobre a Cisplatina; venderia as regiões entre os rios Paraná e o Uruguai; reconheceria a soberania brasileira sob as terras abaixo do paralelo S46º, onde ficavam as Cidades Livres; exigia que as Províncias Unidas abaixasse as taxas de importação para produtos industrializados brasileiros e que caso esta taxa fosse abaixada para produtos estrangeiros para uma porcentagem menor que para o Brasil, o mesmo deveria ser feito para produtos brasileiros.

Esse tratado foi criticado pelos países europeus e americanos, que o viam como um ato descarado de imperialismo. Ele marca o início da expansão imperialista brasileira nas Américas. Mas a Grã-Bretanha e França, que não queriam que um país forte controlasse a Bacia do Prata, pressionam o Brasil a desistir de sua soberania sobre a Cisplatina, criando a República Oriental do Uruguai, embora não consigam fazer o Brasil desistir das outras exigências. Esta intervenção gerou um grande ódio geral da população contra a Grã-Bretanha.

Estruturação Editar

Durante o período pós-Guerra da Cisplatina, o Brasil sofreu muitas mudanças. As novas terras conquistadas foram integradas. A Mesopotâmia Platina se tornou a Província de Corrientes e sua capital, Icônia, foi fundada em homenagem ao general brasileiro Vladimir Iconi, que conquistou a região. Também Nínive, atualmente a maior cidade da província, foi fundada para ser o porto de entrada no rio Uruguay. A região das Cidades Livres, alegadamente território das Províncias Unidas até a guerra, se tornou livre novamente. Em 1828, as Cidades Livres enviaram uma petição ao Brasil, pedindo pela adesão como província federada. O Congresso votou a favor, e a região se tornou as Províncias da Patagônia, com capital em Castranova, e Nova Escandinávia, com capital em Arcanis.

Durante esse período, a industria se consolidou como uma das atividades econômicas mais importantes do país, principalmente com a decadência das tradicionais lavouras de exportação. O açúcar brasileiro, de cana, fora desalojado de seus principais mercados (Europa e Estados Unidos) pelo açúcar de beterraba. O algodão nordestino não resistira à concorrência do algodão norte-americano e oriental na Europa, mas se manteve por fornecer à indústria nacional. O tabaco perdeu seus mercados africanos em consequência do fim do tráfico de escravos. Essa crise nasceu de diversos fatores, mas um dos mais marcantes foi a abolição da escravidão que deu um grande prejuízo aos latifundiários e impediu as elites rurais de acumular qualquer poder político.

Durante esse período o governo lançou no mercado a nova moeda brasileira, desvinculada do denário novo da COU ou da moeda portuguesa. Criou-se a Coroa Real (CR$), que logo suplantou as outras moedas em circulação no Brasil e se tornou uma moeda forte no cenário internacional. É a moeda do Brasil e seus até hoje.

Grande Guerra Latino-Americana Editar

Após a Guerra da Cisplatina, o Brasil entrou em um período de prosperidade econômica e a popularidade do rei e do governo estava alta. Mas as repúblicas latino-americanas viam o Brasil com desconfiança e não permitiriam uma expansão territorial às custas de seus territórios, como aconteceu com as Províncias Unidas.

Pensando nisso, as repúblicas se aproveitariam do Congresso do Panamá. Reunido em 1826 por Símon Bolívar que convocava todas as nações americanas, registrou a ausência de representantes dos EUA, Brasil, Províncias Unidas, Uruguay e Paraguay. Após discussões, seria criada secretamente uma aliança militar entre os países latino-americanos para se protegerem da ameaça brasileira, além da ameaça de recolonização pelos europeus. Dos países reunidos, México, Grã-Colômbia, Peru, Chile, e Bolívia se uniram à aliança, que ficaria conhecida como Liga de Colombo.

As hostilidades entre o Brasil e a Liga se iniciariam em 1828, com conflitos territoriais com a Grã-Colômbia. Motivada pela decadência da Companhia do Ultramar (COU), as ambições de paz e uma união latino-americana do libertador Bolívar, os desejos imperialistas do Brasil e os interesses de algumas repúblicas latino-americanas em usar de um inimigo poderoso e demonizado (o Brasil) para manter os vários grupos divergentes de seus países unidos.

Sentindo a Grã-Colômbia segura em sua base de aliados, Bolívar decidiu por em prática suas políticas para fortalecer as instituições do país e impedir sua fragmentação, e a presença da COU na economia colombiana era uma influência estrangeira amargamente estabelecida. Bolívar pretendia se aproveitar da decadência da COU e seus problemas nas colônias orientais para minar seu poder lentamente. O Golpe de 1828, porém deporia o libertador e aceleraria o processo. Após nacionalizar as propriedades da COU no país, o governo incitou o povo contra os brasileiros para atacar a sede dos negócios da COU na Grã-Colômbia, na cidade de Cartagena.

O incidente que ficaria conhecido como Revolta do Forte, em Cartagena, no qual os rebeldes destroem um navio brasileiro, matando os diplomatas a bordo, leva o Brasil a declarar guerra contra a Grã-Colômbia em 1829. Em pouco tempo, México, Peru, Bolívia e Chile também declaram guerra ao Brasil.

Em janeiro de 1836, o Brasil impôs aos derrotados a Paz da Guatemala, segundo o qual a Liga de Colombo seria dissolvida; e os países derrotados abaixariam as taxas de importação para produtos brasileiros seguindo as mesmas regras impostas às Províncias Unidas após a Guerra da Cisplatina. Também previa anexações territoriais por parte do Brasil. A Bolívia entregaria a região amazônica que se tornaria província do Acre; a Grã-Colômbia e o Peru entregariam as terras que hoje são as províncias do Equador e de Ucayali; o Chile reconheceria a soberania brasileira sobre todas as terras abaixo do paralelo de latitude S46º; e o México entregaria a pequena e desabitada Ilha de Cozumel, a leste de Yucatán. Além disso, cada país

Uma das maiores conseqüências da guerra foi a dissolução da Grã-Colômbia em dois paises independentes, Colômbia e Venezuela, os motivos dessa dissolução foram diversas revoltas que atingiram o país. A população e a oposição no governo já estavam muito revoltados, tornando a derrota para o Brasil o estopim para a divisão do país. No México, a invasão brasileira enfraqueceu ainda mais o a Primeira República Mexicana, permitindo ao Texas declarar sua independência e iniciar a Revolução Texana ainda em 1835 e a ascensão de Antonio López de Santa Anna ao poder e o início de República Centralista do México. Na região andina, Peru e Bolívia tentam se unificar sob a Confederação Peru-Boliviana, numa tentativa de controlar o caos nos dois países e se defender do Chile, com quem estavam à beira da guerra desde a Traição Chilena de 1832. A Confederação, porém, seria dissolvida em 1839 após a invasão chilena e a Guerra da Confederação.

A Grande Guerra Latino-Americana foi vista com espanto pela Europa e EUA. Em 5 anos de guerra o Brasil se impôs como nação dominante na América Latina e conseguindo mercado consumidor abundante, acelerando a industrialização brasileira. A colonização mais intensado Centro e Oeste do Brasil também foi incentivada, com o intuito de proteger a fronteira ocidental do revanchismo das repúblicas hispânicas, temor que nunca se concretizou. A vitória brasileira fez com que o país fosse hostilizado pelas imprensa das nações europeias e pelos EUA. Porém, de tudo isso o Brasil conseguiu expandir bastante suas fronteiras. Sua vitória fez do Brasil uma potência regional, e também possibilitou ao país deixar de se preocupar com a América e se empenhar na expansão sua expansão ultramarina.

Grandes Obras e Reformas Editar

Após a guerra, o governo iniciou uma grande onda de obras públicas. Escolas, academias, estradas, portos, canais e edifícios administrativos, todos com o intuito de facilitar as atividades econômicas, gerar empregos e consumo. Também palácios, parques, museus, teatros, monumentos e bibliotecas foram construídas, visando espalhar a cultura, e render prestígio entre as outras nações.

O Palácio da Guanabara, no Rio de Janeiro, foi construído para que fosse digno de uma monarquia poderosa, que impusesse respeito e rendesse prestígio, diplomaticamente necessário, entre as nações europeias. Assim como o Palácio dos Pinhais, em Curitiba, e muitos outros pelo país.

No Rio de Janeiro, construiu novos edifícios públicos como o novo edifício do Senado Real, o Banco Central do Brasil, e expandiu a Real Biblioteca.

Reformou e enxugou a máquina burocrática aumentando sua eficiência e diminuindo seu custo. No final da década de 1830, o lado rural da economia brasileira começara a apresentar sinais de recuperação, graças ao surgimento de uma nova lavoura de exportação, a cafeeira. O café era cultivado, a princípio, apenas para consumo doméstico e local. No começo do século XIX, transformou-se em um produto economicamente importante para o país. Com a abolição da escravidão em 1821, os fazendeiros financiaram a vinda de imigrantes europeus para trabalhar nas lavouras. As grandes fazendas de café se expandiram pelo Vale do Paraíba, na província do Rio de Janeiro, penetrando, em seguida, no sudeste de Minas Gerais e norte de São Paulo. O avanço do café coincidiu com a decadência das lavouras tradicionais, como açucar. Entre 1837 e 1838, as exportações de café, destinadas principalmente aos Estados Unidos, correspondiam a mais da metade do valor dos produtos agrícolas exportados pelo Brasil. A lavoura cafeeira proporcionou aos grandes proprietários rurais do Sudeste o suporte econômico necessário para consolidarem uma importância econômica para a Província e a cidade de São Paulo, que logo cresceu com a instalação de industrias, empresas e bancos.

Pedro I continuaria suas políticas com as forças armadas que implementava desde 1815. Embora eficientes contra Portugal e as repúblicas latino-americanas, a marinha e o exercito brasileiro precisavam ser construídas para ser eficientes contra inimigos mais poderosos. A disciplina se tornou mais rigorosa e os treinamentos mais pesados. Incentivou-se a pesquisa de novas arma. Em 1845, o Exercito Nacional era um dos mais poderosos do mundo ocidental com homens bem equipados, em ótima forma, treinados nos mais variados tipos de combate e terreno. Quanto à Marinha Brasileira, em 1845, o Brasil possui uma frota poderosa, inovadora e avançada. Nessa época, a marinha brasileira, mesmo não sendo a maior, era a mais moderna e avançada do mundo. Um exemplo disso é que ainda nos anos 1850 os brasileiros faziam seus primeiros projetos e testes com veículos submarinos, algo que só aconteceria realmente no resto do mundo nos anos 1870. A Marinha Britânica podia ser a maior, mas à brasileira pertencia o segundo lugar. Visando também garantir os interesses brasileiros no exterior, o rei, ainda em 1831, reestruturou a Guarda do Príncipe em uma nova e oficial agência de inteligência, a Intendência Brasileira de Inteligência e Segurança (Ibis). Esse órgão seria muito importante durante o fim do século XIX e todo o século XX, sendo indispensável durante as guerras mundiais e a Guerra Fria.

Guerra de Sucessão Portuguesa Editar

O período na história do Brasil entre 1826 e 1853 foi uma época muito importante para o desenvolvimento do Brasil como potência. Nesse período, destacam-se as chamadas Guerras Prestigiosas: a Guerra da Cisplatina, a Grande Guerra Latino-Americana, a Guerra de Sucessão Portuguesa e a Guerra Anglo-Brasileira. As Guerras Prestigiosas foram indispensáveis para o estabelecimento do Brasil como potência e o ganho de prestígio no jogo político do século XIX. Apesar disso, a Guerra de Sucessão Portuguesa seria a única a diretamente influenciar o continente europeu.

A Guerra de Sucessão Portuguesa, chamada Segunda Intervenção Brasileira em Portugal pelos lusos, teve vários motivos. O Brasil era uma nação pária desde sua independência, situação que pioraria com a Grnde Guerra Latino-Americana. A Europa da época via os brasileiros como um país expansionista e com aspirações exageradas de grandeza. Para muitos políticos brasileiros o Brasil só alcançaria máximo prestígio na Europa e só seria visto como igual quando mostrasse suas capacidades militares em território europeu. Como disse o historiador português Álvaro Carlos do Carmo: "o Brasil estava a se coçar por uma guerra".

A morte de D. João VI de Portugal, em 1837, foi o grande pontapé inicial, levantou um problema de sucessão insolúvel na visão dos parlamentares portugueses. O rei tinha dois filhos adultos, mas as relações com ambos eram complicadas. Pedro, seu primogênito e herdeiro tinha sido deserdado na seqüência dos eventos de 7 de Setembro de 1821 que levaram à independência do Brasil. Com Miguel, a relação não era mais fácil, visto que o príncipe já se tinha revoltado contra o pai pelo menos duas vezes e estava exilado.

As notícias das vitórias militares brasileiras e sua prosperidade econômica haviam chegado aos ouvidos do povo luso. Portugal era na época um reino pobre, e a perda prévia de suas maiores colônias não ajudou em sua situação. O desenvolvimento brasileiro era visto com inveja e, às vezes, com admiração. Na visão de muitos portugueses, a união das coroas dos dois países seria a salvação de Portugal, mas a ambição das Cortes na situação da independência brasileira tinha destruído qualquer chance. A morte de D. João VI era uma oportunidade e, com a ideia de reunificar as coroas de Portugal e Brasil, a regência da Infanta Isabel Maria nomeou Pedro, rei do Brasil, como seu sucessor. Em 1837, Pedro torna-se Rei de Portugal como D. Pedro IV, mas, como a constituição brasileira de 1824 impedia que governasse ambos os países, abdicou um mês depois em favor da filha menor, Maria da Glória (D. Maria II). Com o adoecimento da regente Isabel Maria, D. Miguel foi nomeado regente de Portugal, voltando do exílio e assumindo a regência em nome da sobrinha. Em 23 de Junho de 1838, as Cortes aclamaram, porém D. Miguel como rei de Portugal, considerando-o legitimo herdeiro do trono e ilegítimos todos os atos praticados por Pedro em relação a Portugal após a declaração da independência do Brasil. A base para esta decisão foram as Leis Fundamentais do Reino, que à data ainda se encontravam em vigor, e à luz das quais Pedro e os seus descendentes tinham perdido o direito à Coroa a partir do momento em que, por um lado, aquele príncipe se tornara soberano de um estado estrangeiro (Brasil) e, por outro, levantara armas contra Portugal. De início, D. Miguel, apoiado pelos ultraconservadores, reinstituiu o absolutismo e prendeu a princesa Maria da Glória, que chegava a Portugal, ainda no cais. Ele procurou obter reconhecimento internacional, mas foi apenas reconhecido como rei pelos Estados Unidos da América, pela Espanha e pela Santa Sé. As potências europeias mantiveram-se em silêncio e resolveram esperar. As notícias do cativeiro da princesa Maria causaram grande comoção no Brasil, incentivando o rei Pedro I a enviar, em 1840, tropas para Portugal para defender o alegado direito de sua filha ao trono português, iniciando a Guerra de Sucessão Portuguesa. No mesmo ano, as tropas brasileiras, lideradas pelo general Raoni Castro, desembarcaram nos Açores e tomaram diversas ilhas, estabelecendo o arquipélago como base de operações.

Com a posição militar e naval dos Açores conquistada, as tropas brasileiras invadem Portugal pela cidade do Porto. Em poucos meses o norte do país estava sob o domínio brasileiro, mas as tropas miguelistas resistiam, impedindo o avanço ao sul. Graças ao auxílio de mercenários da Grã-Bretanha, que não queria ver o poderio brasileiro crescer mais com a vitória sobre D. Miguel, as tropas miguelistas resistiram até o início de 1842, quando as tropas brasileiras conseguiram furar o bloqueio miguelista, ocupando Lisboa e capturando D. Miguel, que abdica do trono português. A princesa Maria se torna rainha de Portugal. Apesar da condição de invasor de Pedro I em Portugal, o rei é tradicionalmente aclamado pela historiografia. D. Miguel podia ser um candidato ao trono mais "português" do que a princesa Maria, que nasceu e cresceu no Brasil, mas era ainda um absolutista que aboliu a Constituição de 1821 e todo os poder político das próprias Cortes que o elegeram. Com a vitória, Pedro I restabeleceu as Cortes e legou à Portugal uma nova constituição. O rei é aclamado pelos liberais portugueses, que mesmo tendo um dos reinados mais curtos da história portuguesa é o monarca mais representado em monumentos.

Mesmo com a vitória brasileira, o conflito ameaçava jogar a Europa numa guerra. De um lado, a Grã-Bretanha não reconhecia Maria II como monarca portuguesa e ameaçava guerra contra o Brasil, a França seguindo pelo mesmo caminho. Os dois países, aliás, se ressentiam da expansão da influência brasileira na foz do Prata, contrariando os interesses comerciais franco-britânicos, e a Grã-Bretanha ainda tinha conflitos fronteiriços com o Brasil na Índia. Também a Espanha não ficara nada satisfeita com a reivindicação de Cádiz pelo Brasil após o fim da COU em 1835 e uma vitória na questão de sucessão portuguesa daria prestígio suficiente ao Brasil para dificultar os planos espanhóis de reaver a cidade. Do outro lado, o Brasil tinha relações extremamente amistosas com a Prússia, a Áustria e a Suécia-Noruega, sendo também o imperador austríaco irmão da finada rainha Leopoldina do Brasil. As três regiões tinham importantes e proveitosas conexões comerciais com o Brasil que existiam desde os tempos da Companhia do Ultramar. Permitir à Grã-Bretanha minar o prestígio brasileiro era permitir que as "Rainha dos Mares" controlasse também essas trocas comerciais. Todos os países envolvidos estavam prontos para declarar guerra. Segundo o historiador alemão Heinz Levy: "A tensão era palpável na Europa, e a Crise de Portugal só não seria mais tensa do que as crises diplomáticas anteriores à Primeira Guerra".

Visando julgar a situação política do Brasil e de Portugal na Europa e a crise de sucessão lusa (conhecida como Crise de Portugal), os líderes europeus e brasileiros decidiram se reunir em 1844 na chamada Conferência de Amsterdã. A conferência reuniu diplomatas das maiores potências europeias. De um lado, Brasil, Prússia, Áustria e Suécia-Noruega; do outro Grã-Bretanha, França e Espanha. Completando a reunião, Países Baixos, Rússia e o Império Otomano ocuparam a posição de mediadores.

Após muitos debates, foi determinado que Maria da Glória era legítima herdeira do trono português, sendo coroada Maria II de Portugal; D. Miguel foi condenado ao exílio na Alemanha. Os historiadores concordam que a Conferência de Amsterdã foi um marco. Foi com a conferência que o Brasil começou a ser tratado pelos países europeus como potência de igual patamar e, mesmo sendo um país americano, passou a integrar o "hall das potências europeias", passando a partir de então a ser convidado a presidir as reuniões internacionais e participar nas decisões.

Reconhece-se que a Conferência de Amsterdã foi o marco que introduziu o Brasil no que chamamos hoje de Concerto da Europa, o equilíbrio de poder entre as potências que só seria abalado definitivamente com Primeira Guerra Mundial. Desde então, o Brasil esteve bastante envolvido na política e nos conflitos europeus, adotando uma política oposta o isolacionismo de outra potência não-europeia em ascensão, os Estados Unidos.

Além de uma ponto de virada na história brasileira, a Guerra de Sucessão Portuguesa é considerada uma das causas da Guerra Anglo-Brasileira. Durante a guerra, a opinião pública britânica tinha o Brasil como inimigo número um. Além disso, as questões coloniais entre Grã-Bretanha e Brasil haviam sido discutidas, mas não chegaram perto de uma resolução. Nos respectivos países, a imprensa se focava cada vez mais em descrever as exigências absurdas das duas nações durante as negociações e incitar o patriotismo e o ódio, um barril de pólvora que explodiria com as fagulhas da Questão Indiana.

Início da Expansão Econômica e Imperialista Editar

Em 1844, ao fim da Guerra de Sucessão Portuguesa, o Brasil era uma potência mundial estabelecida. Sua hegemonia se estendia por toda a América. Sua marinha de Guerra era maior do que as frotas de todos os outros países americanos combinadas. Seu exército era três vezes e meia maior que todo o contingente do Exército Americano e suas milícias que lutariam na Guerra Mexicano-Americana entre 1846 e 1848, e muito melhor treinado e equipado. Os historiadores concordam que, em meados da década de 1840, o Brasil era a nação hegemônica no continente. Nenhum de seus antigos rivais, e nem mesmo os EUA, tinham capacidades para ameaçar o domínio brasileiro.

Desde a independência, o Brasil ansiava por desarticular qualquer influência europeia na América do Sul, se possível em toda a América. A compra da Guyana Holandesa em 1842, fez da Guyana Britânica o último remanescente colonial europeu em suas fronteiras. Com as relações entre Brasil e Grã-Bretanha se deteriorando cada vez mais, adquirir o território por diplomacia havia se tornado quase impossível, e a situação só se resolveria com a Guerra Anglo-Brasileira.

Em função de um sentimento de estabilidade para os interesses brasileiros no continente, a chamada Pax Brasilica, assim como o crescimento do patriotismo e do sentimento imperial brasileiro após a Guerra de Sucessão Portuguesa, o Brasil voltou seus olhos para o além-mar. Não só a Guerra de Independência havia legado ao Brasil duas grandes colônias na África, como o fim da Companhia do Ultramar (COU) em 1835 levou o Brasil a "adquirir um império em um único ciclo de dia e noite", segundo o então Chanceler Lorenzo Miguel Vigário.

O Brasil continua as campanhas contra o Reino da Birmânia na Ásia, iniciadas pela COU, e aumenta as guarnições na Bengala Brasileira e no Ceilão.

Visando garantir um fluxo constante de carvão barato e de qualidade, o Brasil estabelece grandes projetos de mineração em Angola e Madagascar, assim como em países latino-americanos como a Venezuela e a Colômbia.

Além disso, usou de sua influência política para que os países da América Latina concedessem concessões para empresas mineradoras do Brasil, que passaram a controlar a mineração e a retirar grande quantidade de minérios de seus vizinhos hispânicos.

Em 1846, seguindo os processos de colonização da polinésia por franceses e brasileiros (no caso, os brasileiros ocupavam territórios na polinésia desde 1836), os dois países assinam a Partilha Franco-Brasileira do Pacífico, onde são delimitados os limites entre as Polinésias Brasileira e Francesa.

Em 1848, a Revolta das Pérolas contra comerciantes brasileiros e os governantes dos vários xarifados da região, sob a influência brasileira através da COU desde o século XVII, leva os sheikhs a pedir ajudar do Brasil, que intervem no Golfo Pérsico e ocupa a região. Os diversos sheikhs são compelidos a unificar os diversos xarifados em um novo país, a Arábia Oriental, sob o protetorado brasileiro. Enquanto isso, os brasileiros no Áden se expandem para o interior, lutando contra as diversas tribos árabes na região, ocupando o território que se chamaria Arábia Austral Brasileira, atual Yêmen.

No território nacional, o Brasil incentivou a integração das populações conquistadas nas Guerras da Cisplatina e Latino-Americana. Tendo a educação pública como maior arma, o governo cultivou nesses povos sentimentos nacionalistas, a língua portuguesa e a cidadania brasileira. Além disso, essas regiões eram pouco populosas, com exceção do Ecuador, e levas de imigrantes brasileiros introduziram novas técnicas, culturas agrícolas e indústria. O Ecuador, se tornou um próspero porto comercial e centro industrial, a adaptação brasileira das técnicas de cultivo andinas ancestrais, assim como uma maior mecanização do campo, com a invenção de máquinas apropriadas para o relevo dos terraços agrícolas dos Andes permitiu um grande aumento e diversificação da produção. O clima das montanhas também permitiu a expansão do cultivo de grãos, milho, quinoa, batatas e frutas. Também a criação de lhamas foi incentivada pela sua carne, seu esterco fertilizante e sua lã, que se tornou importante para as indústrias têxteis do Ecuador. No litoral, a produção de banana e outras frutas tropicais foi incentivada esses produtos se tornam importantes bens de exportação para países como os EUA, e sua alta produção de cacau de qualidade incentiva o advento da industria de chocolates na região.

Corrientes se desenvolveria com bons incentivos à extração madeireira e à indústria de papel, bem como à pesca e ao cultivo de erva-mate, arroz e chá. A província também se desenvolve como um entreposto comercial, por sua conexão com a Bacia do Prata.

A economia da Patagônia e da Nova Escandinávia já eram bem desenvolvidas antes da adesão ao Brasil pós a Guerra da Cisplatina, sob o governo da Confederação das Cidades Livres Unidas, que governou de facto a região entre 1700 e 1826, a região floresceu. Aquedutos e canais levaram água para as áridas terras da Patagônia, permitindo uma agricultura produtiva, produzindo grãos, frutas, e hortaliças em grande escala. A criação de bois, ovelhas, lhamas, alpacas e vicunhas, forneceu às Cidades Livres carne, couro, leite, queijo, manteiga e lã para suas manufaturas têxteis. Também a pesca era importante para os austrais (as pessoas das Cidades Livres, também chamados librecitadinos), que extraíam grandes quantidades de peixes, além de caçar baleias e focas por sua pele. O cultivo de grãos como centeio, bem como a influência dos colonos do norte da Europa, levou os austrais a desenvolver o costume de beber e produzir cerveja e garranto (whisky patagônio). Após a adesão ao Brasil em 1826, o governo central incentivou o fortalecimento e a expansão da economia patagônia, assim como subsidiou o início da mineração de carvão. As antigas Cidades Livres possuíam laços extensos e antigos com o Brasil, tornando muito mais fácil introduzir, ou pode-se dizer "fortalecer", o patriotismo e a identidade brasileira em sua população.

No Oeste Paulista cresceram as lavouras de café, que logo se tornaria um dos produtos agrícolas brasileiros mais valorizados na Europa. Os fazendeiros do café reinvestiam seus lucros nas fazendas e os excedentes em atividades industriais e comerciais na cidade de São Paulo, fazendo com que esta crescesse grandemente ao longo das décadas. O café brasileiro logo dominou o mercado e era exportado principalmente para a Europa e os EUA.

A Guerra Anglo-Brasileira (1848-1853) Editar

Seguindo os diversos conflitos nas relações brasílico-britânicas desde a independência brasileira. A Grã-Bretanha ansiava pelo controle de todo o subcontinente indiano, mas esbarrava nas áreas sob o controle do Brasil. Havia também outros fatores como: o jogo de influências entre Brasil e Grã-Bretanha no Oriente Médio e na Índia; a rivalidade entre os dois países pelo controle da Birmânia, que o Brasil já iniciara a colonizar, esbarrando nos interesses britânicos; a Questão de Cingapura, uma colônia brasileira encravada na ponta da Malásia (também colônia brasileira) e rota estratégica na navegação para o Extremo Oriente; havia o interesse britânico no Ceilão Brasileiro; e o desejo do Brasil de ter boas bases para contrabalançar a crescente influência norte-americana sobre o Caribe, sendo as Bahamas e a Jamaica (colônias britânicas) perfeitas por sua localização estratégica; havia também o desejo brasileiro de acabar com qualquer influência européia na América do Sul e anexar a Guyana Britânica.

O estopim da guerra, a Questão Indiana, teve como principal fator a má definição das fronteiras e o contrabando brasileiro em colônias britânicas e vice-versa. Com informações prévias a respeito da mobilização das tropas britânicas, o Brasil solidificou suas defesas em preparação para a ofensiva britânica. Uma escaramuça entre colonos britânicos e brasileiros na Bengala, levou as guarnições dos respectivos países a se mobilizarem para proteger seus cidadãos. Com 800 mortos em ambos os lados, a Escaramuça de Calcutá, foi alardeada pelas mídias brasileira e britânica, inflamando os ânimos.

Em 1849, a Grã-Bretanha declara guerra ao Brasil que, preparado, resistiu vencendo quase todos os encontros iniciais no subcontinente indiano. O Brasil ocupou Gibraltar e reforçou a Linha Açoriana, que patrulhando todo mar entre Cádiz e a base de Raoni Castro, mas, furando a Linha e os perímetros de defesa navais do país, a Grã-Bretanha invade o Brasil pelo Pará, ocupando Belém. O Brasil ocupa a Jamaica. Após batalhas navais inconclusivas no Caribe, vitórias brasileiras nos oceanos Índico e Atlântico Sul, e derrotas no Atlântico Norte, o Brasil expulsa os britânicos do Pará e ocupa a Guyana Britânica.

Em 1853, os resultados inconclusivos já haviam desgastado os ânimos pela guerra. Por outro lado, a Rússia empreendia guerra contra o Império Turco-Otomano e a vitória russa seria desastrosa para os interesses britânicos. A Grã-Bretanha desejava entrar na Guerra da Crimeia ao lado da França para ajudar os turcos. No mesmo ano, os Grã-Bretanha e Brasil se encontraram em Genebra, onde os dois lados reconheceram um cessar-fogo. Os dois países resolvem suas pendências com a Paz de Genebra. O Brasil desocupa Gibraltar, cede a Malásia à Grã-Bretanha e desiste de suas pretensões sobre as colônias britânicas no Caribe. A Grã-Bretanha cede a Guyana Britânica ao Brasil e reconhece as colônias brasileiras no subcontinente indiano e os dois países definem fronteiras entre suas colônias. Cingapura continua uma colônia brasileira, mas se torna um porto livre para navios britânicos e o Brasil se compromete a nunca bloquear o acesso britânico pelo estreito de Málaca e vice-versa.

A Paz de Genebra pôs fim à rivalidade anglo-brasileira. Uma consequência da guerra foi a futura reformulação do modo de guerra naval. A marinha britânica era a maior do mundo, mas às vésperas da guerra a Marinha Nacional possuía uma quantidade razoável de baterias flutuantes, um tipo de navio blindado. Muitas batalhas foram vencidas por causa da vantagem tecnologica dos navios brasileiros, pegando os britânicos de surpresa. Ao longo da guerra, a marinha britânica e outras marinhas europeias começaram a usar do mesmo tipo de navio, que se provaram importantes na Guerra da Crimeia (1853-1856).

Após a guerra, as relações anglo-brasileiras melhorariam rapidamente, assim como as opiniões públicas. Na alvorada do século XX, Grã-Bretanha e Brasil tinham relações amistosas. A guerra também confirmou o Brasil como a segunda maior potência naval do século XIX.

A guerra também viu a ascensão de Pedro II ao trono em 1850 e de um governo menos "ávido por guerras e conquista". De acordo com o historiador Miguel Álvaro de Sá, "o fim do reinado de Pedro I também viu o fim do extremo militarismo brasileiro da época. Claro, o país ainda se manteve uma grande potência militar, mas, com exceção dos conflitos coloniais do além-mar, o reinado de Pedro II foi sem grandes conflitos e uma época de paz, prosperidade econômica e avanços científicos e sociais." O reinado de Pedro II, que durou de 1850 a 1893 (43 anos), foi um período de grande prestígio para o país, que ascendeu em respeito e renome.

Relações Brasílico-Americanas Editar

Como primeira nação a emergir do jugo colonial, os Estados Unidos da América (EUA) exerceram grande influência sobre os ideais libertários das colônias latino-americanas, inclusive o Brasil. As Conjurações Mineira e Baiana, assim como outros movimentos de independência, tinham os EUA como modelo.

Com a Independência Brasileira em 1821, os EUA reconheceram o Brasil como nação independente em 1824, logo após o discurso do presidente americano James Monroe no Congresso dos Estados Unidos que ficaria conhecida como a Doutrina Monroe ("América para os americanos"). A Doutrina reafirmava a posição dos Estados Unidos contra o colonialismo europeu, inspirando-se na política isolacionista de George Washington, segundo a qual "a Europa tinha um conjunto de interesses elementares sem relação com os nossos ou senão muito remotamente" , e desenvolvia o pensamento de Thomas Jefferson, segundo o qual "a América tem um Hemisfério para si mesma", o qual tanto poderia significar o continente americano como o seu próprio país.

À época, a Doutrina Monroe representava uma séria advertência não só à Santa Aliança, como também à própria Grã-Bretanha, embora seu efeito imediato, quanto à defesa dos novos Estados americanos, fosse puramente moral, dado que os interesses econômicos e a capacidade política e militar dos Estados Unidos não ultrapassavam a região do Caribe. De qualquer forma, a formulação da Doutrina ajudou a Grã-Bretanha a frustrar os planos europeus de recolonização da América e permitiu que os Estados Unidos continuassem a dilatar as suas fronteiras na direção do Oeste, dizimando as tribos indígenas que lá habitavam. Essa expansão no continente americano teve como pressuposto o Destino Manifesto, e marcou o início da política expansionista do país no continente.

O Brasil tinha extensas relações comerciais com os EUA e as anteriores Treze Colônias desde o período colonial, e até a Declaração da Independência e a Constituição dos Estados Unidos tem elementos reconhecidamente baseados na Santa Cara de Direitos. Os brasileiros tinham grande estima entre os americanos e vice-versa, e sua independência foi tratada pelo presidente Monroe como "a libertação de nossa nação-gêmea do sul".

A Invasão de Portugal foi tratada pela imprensa americana como a "Grande Virada" e o Brasil visto como um aliado óbvio na proteção do continente americano contra investidas europeias.

As relações começaram a amargar com a Guerra da Cisplatina e a Constituição de 1824. Os EUA não esperavam que o Brasil se mantivesse uma nação monárquica, e muito menos com um monarca de origem europeia, assim como condenaram sua conquista de territórios argentinos e anexação das Cidades Livres.

O primeiro conflito diplomático entre as duas nações é o Incidente Long Island, quando o governo das Cidades Livres apreendeu dois navios americanos, USS Long Island, que pescava ilegalmente em águas librecitadinas próximo a Uswaya. O governo americano, enviou o dois navios de guerra para a região, mas foram recebidos por uma frota brasileira, que revelou a recente anexação das Cidades Livres pelo Brasil, expulsando os navios americanos. Indignado, os EUA exigiram reparações pela carga confiscada dos navios americanos e a devolução de sua tripulação, mas o Brasil devolveu apenas a tripulação, se negando a pagar por uma carga ilegal. O conflito se resolveu em 1828, quando o embaixador brasileiro nos EUA, Mauro Morgenstern da Silva, ofereceu o pagamento pela carga como ato de boa fé, mas deixando clara a posição inflexível do Brasil contra qualquer atividade ilegal em suas águas.

A Grande Guerra Latino-Americana pôs fim a qualquer simpatia entre Brasil e EUA. A guerra revelou o poderio militar brasileiro e sua capacidade de realizar campanhas militares em toda a América Latina contra quase todas as nações latino-americana. Um "ato vil de traição contra seus irmãos continentais" segundo o presidente americano Andrew Jackson, o Brasil se tornou aos olhos americanos nada mais do que "mais uma aspirante potência europeia faminta pelas riquezas da América" e os EUA cortam relações com o Brasil.

Pelo mesmo raciocínio, Cessão Latino-Americana e a Paz da Guatemala foram vistos como um meio humilhante de impor a hegemonia brasileira na América. Também a instalação de uma grande base naval e frota na ilha de Cozumel foi vista com alarme pelos americanos, que tinham muitos interesses comerciais e estratégicos na região do Caribe.

Por outro lado, o fim da guerra levou o Brasil a se esforçar pra manter uma influência sobre as nações latino-americanas, mas focar mais em seus assuntos ultramarinos. O fim da Companhia do Ultramar (COU) legou ao Brasil um império colonial que necessitava de atenção. Também o prestígio político entre as potências europeias se tornou indispensável para a manutenção de suas possessões no além-mar.

A Guerra de Sucessão Portuguesa trouxe esse prestígio, mas nos EUA ela foi pintada pela imprensa como uma "atitude vergonhosa de intervenção nos assuntos europeus". Para os americanos, o interesse brasileiro na Europa era visto como uma deslealdade para com a América. Mas apesar disso, a Guerra Mexicano-Americana, na qual os EUA anexaram 60% do território mexicano, poria fim ao silêncio brasileiro. O Brasil finalmente se voltou para os EUA, condenando suas ações e sua "hipocrisia arrogante" e iniciando o que os historiadores chamam de "Guerra da Imprensa Americano-Brasileira".

Finalmente, a Guerra Anglo-Brasileira revelaria a extensão poderio militar e naval brasileiro. Na época, o Brasil possuía um exército maior do que de todas as outras nações americanas combinadas e a segundo maior marinha do mundo. Os encontros entre as forças brasileiras e britânicas na Índia, na África e, principalmente, no Caribe, surpreenderam todo o continente americano. Ninguém acreditava que o Brasil venceria (o que não aconteceu), mas ninguém esperava um cessar-fogo e um tratado como o que se seguiu. O mundo parou para ver Brasil e Grã-Bretanha largar suas armar, trocar colônias e fazer as pazes como se nunca houvessem estado em guerra. Nenhum dos lados saiu desmoralizado, mas o Brasil saiu como potência de primeira classe, igual à Grã-Bretanha ou a França. O Caribe, caiu completamente sob a influência brasileira e os EUA, que tinham problemas maiores para resolver dentro de casa, nada puderam fazer.

A Reintegração Uruguaya em 1857 poderia ter afetado mais o relacionamento brasílico-americano, mas o Pânico de 1857 prendeu a atenção do governo americano. Com a eclosão da Guerra Civil Americana, dividindo o país entre a União (os Estados Unidos remanescentes) e os Confederados, a União temia que o Brasil, mais do que a Grã-Bretanha ou a França, reconhecesse a independência dos Confederados e intervisse em seu favor. Surpreendentemente, o Brasil expressou repúdio pela política escravista dos Confederados e declarou apoio à União.

Durante o conflito, Napoleão III, imperador francês, tentou impor um novo governo no México colocando Maximiliano da Áustria no novo trono imperial mexicano. Esperando um apoio total do Brasil (Maximiliano era primo do rei Pedro II e ex-noivo de sua irmã, a Princesa Amélia), a França tinha por objetivo contrabalançar a influência republicana americana no continente, já que o Brasil não se importava em exportar seu modelo monárquico, assim como expandir a influência francesa na América.

"O sonho do arquiduque Maximiliano, subitamente lançado ao posto de imperador do México, incluía Pedro II e uma poderosa aliança com o Brasil. Mas nunca chegou nem perto de se realizar. Em apenas três anos, desmoronou e virou tragédia.(...)Quatro anos antes, Maximiliano havia se encontrado pessoalmente com Pedro II. Numa viagem à América do Sul, fora recebido pela família real em Petrópolis, e depois rumara até o Espírito Santo para ver o rei. Amante da botânica e da zoologia, aproveitou a viagem para explorar a natureza tropical. Dizem que levou espécimes de aves, insetos e plantas para a sua coleção particular. Mas agora a boa vida tinha acabado. À frente do Império mexicano, pressionado por todos os lados, não tardou em escrever para o seu primo brasileiro. As cartas alternavam comentários formais com mensagens de cunho pessoal. Elas revelam as estratégias usadas pelo imperador mexicano para se aproximar do Brasil. Tratando o primo brasileiro por “irmão”, Maximiliano não poupa elogios ao governo que, segundo ele, “desperta a inveja do Novo Mundo”, e evoca possíveis afinidades entre seus impérios: “Tenho pensado nas similaridades que reinam entre nossos dois países e todo o meu desejo é seguir a via traçada por Vossa Majestade para obter bons resultados”. No afã de criar vínculos econômicos e diplomáticos com o Brasil, Maximiliano condecorou Pedro II com o Colar da Águia Mexicana, da Ordem das Grandes Cruzes. Este prêmio só havia sido concedido até então aos soberanos da Áustria e da Rússia. Como retribuição, o rei brasileiro condecorou a imperatriz Carlota com as insígnias da Ordem do Cruzeiro do Sul. A imprensa brasileira, contudo, ignorou solenemente o gesto diplomático: os jornais não registram nenhuma menção ao intercâmbio de medalhas. Um projeto pessoal de Maximiliano também justificava suas investidas. O imperador queria consolidar a hegemonia de dois grandes impérios dos Habsburgo na América, recuperando o prestígio da dinastia. Mais uma vez os planos de Maximiliano não deram resultado. Mesmo depois das várias tentativas de aproximação, até o começo de 1865 o Brasil ainda não havia reconhecido oficialmente o Império do México. Maximiliano, então, mudou de estratégia: passou a investir no envio de diplomatas ao Brasil. A representação diplomática no Rio de Janeiro passou a ter a mesma importância que tinham as de Viena, Bruxelas, Paris e Roma. Para defender os interesses mexicanos no Brasil, foi escalado D. Pedro Escandón, advogado e agente comercial, filho de uma das famílias mais ricas do México. Ao chegar, em janeiro de 1865, Escandón logo percebeu o pouco entusiasmo de Pedro II e o desprezo cínico que a imprensa devotava ao Império mexicano. Mas os ventos pareciam anunciar tempos melhores. No mês seguinte, Escandón foi recebido pelo rei no Palácio da Boa Vista, em audiência pública e com todas as pompas. Seguro de que este reconhecimento de Pedro II serviria de fundamento para uma aliança de interesses entre os impérios americanos, Escandón discursou, entusiasmado, dizendo que era preciso “conservar inalteráveis as preciosas relações que sempre devem existir entre dois povos irmãos, identificados em origem, raça, crenças e governo, falando línguas diferentes, mas compreendendo-se facilmente, porque a cordialidade expressa seus pensamentos e simpatias”. Pedro II se limitou a agradecer a prova de amizade de seu “irmão e primo, o imperador do México”. Depois da audiência, Escandón ainda tentou consumar um tratado de comércio com o reino do sul, e propôs que se enviasse um representante brasileiro ao México. Tudo o que conseguiu, no entanto, foram respostas evasivas."

A falta de apoio brasileiro e o fim da Guerra Civil Americana se provaram difíceis para os planos de Napoleão III. Os EUA, agora em paz, exigem a retirada das tropas francesas. O fim da monarquia no México é vista como uma vitória republicana no continente e o apoio brasileiro à União durante a guerra marca pontos positivos com os americanos. Pela primeira vez desde a Grande Guerra Latino-Americana, o Brasil e os EUA abrem relações formais, enviando missões diplomáticas e criando uma linha telegráfica direta entre Washington e o Rio de Janeiro em função de "evitar futuros conflitos com eficiência e rapidez". A Exposição Universal do Rio, em 1872, trouxe muitas figuras notáveis para o Brasil e foi a primeira vez que um presidente americano, Ulysses S. Grant, visitou o Brasil.

O Conflito Americano-Brasileiro, de 1875 a 1876, seria o primeiro e último confronto militar entre Brasil e EUA. Chamado nos EUA de Quase-Guerra Americano-Brasileira (American-Brazilian Quasi-War), foi um confronto entre duas frotas brasileira e americana no Caribe causado pelo Bombardeio de Corália. A soberania brasileira sobre a ilha de Cozumel, e a frota brasileira nela estacionada, era vista como um obstáculo para a expansão comercial americana no Caribe.

O Conflito se iniciou quando sete navios americanos liderados por Charles S. Church, um flibusteiro (pessoa que organiza ação militar em sem a permissão do governo de seu país), bombardearam e pilharam a vila de Corália, em Cozumel, matando um oficial da Real Marinha do Brasil. Em sua fuga, Church foi perseguido por uma flotilha vinda de Argos, capital e base naval da ilha, até a Baía Biscayne, na Flórida, onde Church encontrou um pequeno grupo de navios mercantes que o ajudou a combater a flotilha brasileira. A derrota de Church, conhecida nos EUA como o Massacre da Baía Biscayne, foi devastadora. doze navios mercantes americanos foram destruídos. Apesar disso, Church conseguiu fugir no calor da batalha, alertando o governo americano do massacre.

O governo americano enviou então uma armada punitiva com o objetivo de bloquear Cozumel, engajando a flotilha brasileira no Cabo San Antonio, Cuba. A batalha terminou com a destruição da flotilha e a armada punitiva americana rumou para Cozumel. Onde a frota brasileira havia sido duplicada, sendo a armada destruída na Batalha de Corália.

O conflito terminou logo depois, quando o governo americano descobriu sobre o ataque de Church a Corália e o governo brasileiro descobriu que não era um ataque orquestrado pelos EUA. No Congresso dos EUA, de um lado os apoiadores do conflito expunham que a soberania brasileira sobre Cozumel era intolerável para os interesses americanos e que a resposta exagerada brasileira era um bom motivo para tomar a ilha; do outro, os contrários ao conflito expunham que os EUA não estavam preparados para uma guerra com uma potência naval como o Brasil. O conflito foi resolvido com as devidas reparações pelos dois governos pelo Tratado Montes-Weber, em 1876.

"Após a Guerra Civil, a Marinha Americana entrou em um período de declínio. Em 1864, a Marinha tinha 51.500 homens fardados e quase 700 navios (dos quais cerca de 60 eram couraçados costeiras do tipo monitor) que fazia da Marinha dos EUA a terceira maior do mundo depois das Marinhas Britânica e Brasileira. Já em 1880 a Marinha Americana tinha apenas 48 navios em comissão, 6.000 homens, e os navios e instalações estavam sucateados, mas o Congresso não via necessidade de gastar dinheiro para melhorá-los. A Marinha Americana não estaria preparada para uma grande guerra marítima antes de 1897. [...] As limitações do navio tipo monitor efetivamente impediam os EUA de projetar poder no exterior, e até a década de 1890 os EUA estavam mal-preparados para um conflito até mesmo contra a Espanha e os países da América Latina. Em 1870, a Marinha Americana era a décima segunda maior do mundo, a Marinha do Brasil era a segunda.

Durante o Incidente Virginius (1873-1875), a a visão do couraçado espanhol Arapiles, ancorado no porto de Nova Iorque, levou a Marinha Americana a admitir com desconforto que os EUA não possuía nada capaz de derrotar um navio desse tipo. O Conflito Americano-Brasileiro, logo depois, confirmou os temores americanos.

Não seria até o início da década de 1880 que os EUA lançariam seu primeiro navio do tipo, em um esforço de modernizar sua Marinha. E apenas com a Guerra Hispano-Americana (1898) que os americanos testariam sua marinha modernizada.

Concordamos que seria muito difícil para os EUA vencer uma guerra naval contra o Brasil na época. Na verdade, os EUA não eram páreo para qualquer grande potência da época até a Primeira Guerra Mundial. Os EUA, ainda em 1917, mantinham um exército pequeno (o menor entre as grandes potências) e no início do século XX, sua Marinha era a quinta maior do mundo. Suas forças militares cresceriam muito depois disso, é claro, mas até então os EUA tinha no isolamento geográfico sua maior defesa."

Quando da Guerra Hispano-Americana (1898), os EUA ganharam novas posses insulares em todo o globo (principalmente as Filipinas e Porto Rico) e o protetorado sobre Cuba. A guerra marcou a entrada americana nos assuntos mundiais. Desde então, os EUA teriam um papel significativo em vários conflitos ao redor do mundo. Curiosamente, o Brasil apoiou a posição americana, esperando uma aproximação com a Grã-Bretanha, França e Rússia, que compartilhavam tal apoio, e em oposição à Alemanha. Para as potências europeias e o Brasil, a guerra era pela independência de Cuba, cuja revolução e a repressão espanhola estava causando prejuízos ao comércio americano e brasileiro. Mas com o fim da guerra, o Brasil viu uma mudança no equilíbrio de poder do continente. Os EUA tinham agora uma colônia no Caribe (Porto Rico), uma base naval em Cuba, que agora estava sob protetorado americano, além do domínio de jure sobre as Filipinas, embora ainda não controlasse o arquipélago de facto. Pela primeira vez desde 1835, os EUA eram a potência hegemônica no Caribe, além de agora terem uma colônia na Ásia.

Apesar disso, os dois países não desejavam uma guerra. Os EUA sabiam que o Brasil possuía maiores capacidades militares e não seria fácil de lidar como a Espanha. Por outro lado, o Brasil reconhecia que qualquer conflito com os EUA seria de grande prejuízo para o Brasil e que mesmo a influência sobre o Caribe não valia uma vitória custosa.

Os dois países então concordaram com um acordo não oficial que ficou conhecido como Divisão da América. A América foi dividida em duas esferas de influência: A América Central e o Caribe sob a esfera americana, e a América do Sul sob a esfera brasileira.

A Crise do Canal foi o último grande conflito diplomático entre Brasil e EUA. Neste momento, o presidente eo Senado dos EUA estavam interessados em estabelecer um canal através do istmo, com uns favorecendo um canal através da Nicarágua e outros defendendo a compra dos investimentos franceses no Panamá. O técnico francês da New Panama Canal Company, Phillipe Bunau-Varilla, que buscava o envolvimento americano, pediu US $ 100 milhões, mas aceitou US $ 40 milhões em face da opção da Nicarágua. Em junho de 1902, o Senado dos EUA votou a favor da opção do Panamá, desde que os direitos necessários pudessem ser obtidos.

Em 22 de Janeiro de 1903, o Tratado Hay-Herrán foi assinado pelo Secretário de Estado dos EUA, John M. Hay, e o colombiano encarregado, Dr. Tomás Herrán. Por US $ 10 milhões e um pagamento anual, o tratado teria concedido aos Estados Unidos uma renovável locação em perpetuidade sobre a terra proposta para o canal. O tratado foi ratificado pelo Senado dos EUA em 14 de março de 1903, mas o Senado da Colômbia não o ratificou. Bunau-Varilla disse ao presidente Theodore Roosevelt e Hay da possibilidade de uma revolta panamenha visava a separação da Colômbia, e esperava que os EUA iriam apoiar os rebeldes com tropas e dinheiro. Roosevelt mudou de tática, baseada em parte no Tratado Mallarino-Bidlack de 1846, e apoiou activamente a separação do Panamá da Colômbia e, pouco depois de reconhecer o Panamá , assinou um tratado com o novo governo panamenho em condições semelhantes às do Tratado Hay-Herrán.

Em 2 de novembro de 1903, navios de guerra dos EUA bloquearam rotas marítimas que seriam usadas pelas eventuais tropas colombianas que partissem para sufocar a rebelião. O Panamá declarou sua independência em 3 de novembro de 1903. Os EUA reconheceram rapidamente a nova nação. Em 6 de Novembro de 1903, Philippe Bunau-Varilla, como embaixador do Panamá para os EUA, assinou o Tratado Hay-Bunau-Varilla , concedendo aos EUA os direitos para construir e indefinidamente administrar e defender a Zona do Canal do Panamá. Isso às vezes é mal interpretado como o "arrendamento de 99 anos" por causa da formulação enganosa incluída no artigo 22 do tratado. Quase imediatamente, o tratado foi condenado por muitos panamenhos como uma violação da soberania nacional do seu país. Este viria a se tornar uma questão diplomática contenciosa entre a Colômbia, Panamá e Estados Unidos. 

Por outro lado, o Brasil via a situação como uma violação da soberania colombiana e não aprovava tal intervenção americana dentro de sua esfera de influência. Em correspondência telegráfica, o governo brasileiro intimou o governo americano a retirar o bloqueio à Colombia a menos que quisesse uma guerra em suas mãos. Embora as chances pendessem para o Brasil, uma guerra seria desastrosa para ambos os lados e o Brasil esperava que os EUA aceitassem negociar numa posição diplomática mais fraca.

Os EUA não esperavam tal reação brasileira. O Brasil tinha ignorado os assuntos da América do Sul em favor de seu império colonial e posição entre as potências europeias e a Partição da América era a única reivindicação que o Brasil tinha da América do Sul como sua esfera de influência. Os EUA também temiam que um repúdio público da independência panamenha pelo Brasil atraísse outras potências europeias para o conflito e dificultasse a construção do canal. O Brasil reivindicava que o Panamá era parte da Colômbia, uma nação soberana sul-americana e, portanto, parte da esfera de influência brasileira. Já os EUA reivindicavam que o Panamá era parte da América Central e, portanto, esfera de influência americana.

Após negociações com o Embaixador brasileiro, Marcos Buarque de Vaz, em Washington, ele propôs o Tratado Vaz-Hunt, assinado duas semanas depois pelos dois governos. Pelo tratado, o Brasil reconheceria a independência panamenha e não interfiriria na política americana acerca do canal, e os EUA dariam ao Brasil direito a livre-navegação no canal enquanto o mesmo estivesse sob a administração dos EUA.

Geografia Editar

O território do Brasil Nuclear é cortado por dois círculos imaginários: a Linha do Equador, que passa pela embocadura do Amazonas, e o Trópico de Capricórnio, que corta o município de São Paulo. O país ocupa uma vasta área ao longo da costa leste e extremo sul da América do Sul e inclui grande parte do interior do continente, compartilhando fronteiras terrestres com a Argentina e Paraguai a sudoeste; Bolívia e Peru a oeste; Colômbia a noroeste e Venezuela. Também compartilha fronteira com Alemanha e Espanha através dos exclaves de Zenith e Cádiz. Ele também engloba uma série de arquipélagos oceânicos, como Fernando de Noronha, Atol das Rocas, São Pedro e São Paulo e Trindade e Martim Vaz a leste, e Galápagos, Tuamotus Ocidental, e Mangareva a oeste. O seu tamanho, relevo, clima e recursos naturais fazem do Brasil um país geograficamente diverso.

O país é o segundo maior do mundo em área territorial, depois de Rússia, o maior da América, com uma área total de 10.350.746,049 km². Seu território abrange seis fusos horários.

A topografia brasileira também é diversificada e inclui morros, montanhas, planícies, planaltos, cerrados e desertos. Grande parte do terreno se situa entre duzentos e oitocentos metros de altitude. As áreas principais de terras altas ocupa mais da metade sul do país e o oeste. As partes noroeste do planalto são compostas por terreno, amplo rolamento quebrado por baixo e morros arredondados. A seção sudeste é mais robusta, com uma massa complexa de cordilheiras e serras atingindo altitudes de até 1 200 metros. Esses intervalos incluem as serras do Espinhaço, da Mantiqueira e do Mar. No norte, o planalto das Guianas constitui um fosso de drenagem principal, separando os rios que correm para o sul da Bacia Amazônica dos que desaguam no sistema do rio Orinoco, na Venezuela, ao norte. No oeste, a Cordilheira dos Andes atravessa de norte a sul seu território. Nos territórios em outros continentes, a topografia é extremamente diferente.

O Brasil tem um sistema denso e complexo de rios, um dos mais extensos do mundo, com oito grandes bacias hidrográficas, que drenam para o Atlântico. Os rios mais importantes são o Amazonas (o maior rio do mundo tanto em comprimento – 6 937,08 quilômetros de extensão – como em termos de volume de água – vazão de 12,5 bilhões de litros por minuto), o Paraná e seu maior afluente, o Iguaçu (que inclui as cataratas do Iguaçu), o Negro, São Francisco, Xingu, Madeira e Tapajós.

Meio Ambiente e Biodiversidade Editar

A grande extensão territorial do Brasil abrange diferentes ecossistemas, como a Floresta Amazônica, reconhecida como tendo a maior diversidade biológica do mundo, a mata Atlântica e o cerrado, que sustentam também grande biodiversidade, além da caatinga, das terras áridas a oeste dos Andes, da floresta de araucárias e os bosques de clima temperado de Zenith e Jeju, fazendo do Brasil um país megadiverso.

A rica vida selvagem do Brasil reflete a variedade de habitats naturais. Os cientistas estimam que o número total de espécies vegetais e animais no Brasil seja de aproximadamente de quatro milhões. Grandes mamíferos incluem pumas, onças, jaguatiricas, raros cachorros-vinagre, raposas, queixadas, antas,tamanduás, preguiças, gambás e tatus. Veados são abundantes no sul e muitas espécies de platyrrhini são encontradas nas florestas tropicais do norte. A preocupação com o meio ambiente tem crescido em resposta ao interesse mundial nas questões ambientais.

O patrimônio natural do Brasil já esteve ameaçado pela pecuária e agricultura, exploração madeireira, mineração, desmatamento, extração de petróleo e gás, a sobrepesca, comércio de espécies selvagens, barragens e infraestrutura, contaminação da água, fogo, espécies invasoras e pelos efeitos do aquecimento global. Mas hoje as preocupações com o meio ambiente levaram a políticas eficientes que reduziram esses fatores.

Clima Editar

O clima do Brasil dispõe de uma ampla variedade de condições de tempo em uma grande área e topografia variada, mas a maior parte do país é tropical. Segundo o sistema Köppen, o Brasil acolhe seis principais subtipos climáticos: equatorial, tropical, semiárido, tropical de altitude, temperado e subtropical. As diferentes condições climáticas produzem ambientes que variam de florestas equatoriais no Norte e regiões semiáridas no Nordeste, para florestas temperadas de pinheiros no Sul e savanas tropicais no Brasil central, além de bosques temperados nos territórios ultramarinos. Muitas regiões têm microclimas totalmente diferentes.

O clima equatorial caracteriza grande parte do norte do Brasil. Não existe uma estação seca real, mas existem algumas variações no período do ano em que mais chove. Temperaturas médias de 25 °C, com mais variação de temperatura significativa entre a noite e o dia do que entre as estações. As chuvas no Brasil central são mais sazonais, característico de um clima de savana. Esta região é tão extensa como abacia amazônica, mas tem um clima muito diferente, já que fica mais ao sul, em uma altitude inferior. No interior do nordeste, a precipitação sazonal é ainda mais extrema. A região de clima semiárido geralmente recebe menos de 800 milímetros de chuva, a maioria do que geralmente cai em um período de três a cinco meses no ano, e por vezes menos do que isso, resultando em longos períodos de seca. Apesar disso, os sertanejos desenvolveram ao longo do período colonial uma extensa rede de canais e açudes para o consumo e transporte que permitiram o surgimento de uma próspera economia.

No sul da Bahia, a distribuição de chuva muda, com períodos de chuva ao longo de todo o ano. O Sul e parte do Sudeste possuem condições de clima temperado, com invernos frescos e temperatura média anual não superior a 18 °C; geadas de inverno são bastante comuns, com ocasional queda de neve nas áreas mais elevadas. O Oeste é desértico no litoral e com clima de alta altitude nas partes centrais. Já o Extremo-Sul, o clima desértico frio.

Demografia Editar

A população do Brazil, pelo censo de 2015 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) era de 171.346.000 habitantes (16.5 / km²), com uma proporção de homens e mulheres de 0.96: 1. Em 2015, 81% da população (138.790.260) era urbana e 19% (32.555.740) era rural. As vinte maiores áreas urbanas do país concentravam 77.225.551 de habitantes. Do total da população brasileira, aproximadamente 3.641.000 viviam nas unidades federativas ultramarinas em 2015.

Evolução Histórica da população brasileira
Reino de Manowan (1500) 1,5 milhão
Nações Indígenas (1500) 1 milhão
1530 600 mil
1550 650 mil
1650 1,7 milhões
1700 3,5 milhões
1770 6,6 milhões
1808 11,5 milhões
1830 25 milhões
1870 40 milhões
1890 57 milhões
1914 75 milhões
1945 85 milhões
1960 91 milhões
1980 100 milhões
1990 124 milhões
2000 152 milhões
2015 171 milhões

O Brasil é a sexta nação mais populosa do mundo, depois da China, Índia, Estados Unidos, Indonésia e Paquistão, e é um dos únicos países desenvolvidos, junto aos Estados Unidos, em que há perspetivas de aumento em grande parte da população. Com uma taxa de natalidade de 13,9 por mil, 30% abaixo da média mundial, a sua taxa de crescimento populacional é de 0,98%, significativamente superior às da Europa Ocidental, Japão e Coreia do Sul e semelhante a dos Estados Unidos.

Os maiores aglomerados urbanos do Brasil são as áreas metropolitanas do Rio de Janeiro (10.280.702) e Belo Horizonte (8.829.923). Quase todas as capitais são as maiores cidades de suas províncias, com exceções como Iconia, capital de Corrientes, Florianópolis, a capital de Santa Catarina, e Quito, capital do Ecuador. Existem também regiões metropolitanas não capitais, como as de Campinas (São Paulo) e Vale do Aço (Minas Gerais) no Sudeste; Serra Gaúcha (Rio Grande do Sul) e Vale do Itajaí (Santa Catarina) no Sul; Petrolina (Paraíba) e Ribeira Alta (Piauí) no Nordeste.

Religião Editar

A Constituição prevê liberdade de religião ou seja, proíbe qualquer tipo de intolerância religiosa e a Igreja e o Estado estão oficialmente separados, sendo o Brasil um país secular.

Wells-Cathedral

Catedral de Nova Florença, também conhecida como Congregação dos Apóstolos. Construída entre 1520 e 1540, é a mais antiga da América.

Em um estudo de 2010, 56% dos brasileiros disseram que a religião tem um papel "muito importante em suas vidas", um número muito maior do a maioria das nações desenvolvidas.

A religião católica é, por pouco, a maior do país, com 43% da população; 40% da população é protestante de denominações tradicionais (Luterana, Metodista, Presbiteriana, etc) e neo-pentecostais; 8% não segue qualquer religião ou não sabem; 2,2% são judeus; 2,1% seguem outras religiões (budismo, crenças nativas tradicionais, Islã, hinduísmo, etc); 1,9% seguem a Igreja Cristã Ortodoxa. 1% segue as religiões tradicionais afro-brasileiras como o Candomblé e a Umbanda; 0,9% são Kardecistas (Espiritas).

A religião é uma parte importante da cultura brasileira, mas a diversidade é também um traço regional. O Brasil é um dos países com maior população católica (70,2 milhões), mas a província de Santa Sofia, que sofreu grande influência de colonos gregos e russos, é predominantemente ortodoxa. As religiões tradicionais indígenas estão bem preservadas entre minorias da população da Polinésia Brasileira, assim como em algumas regiões de Manowan e do Ecuador e entre as populações indígenas da Amazônia. O país possui a 3ª maior população de judeus no mundo, com 3.769.000 espalhados pelo território nacional. Desde o início da colonização, o Brasil foi visto como um refúgio para judeus fugidos da perseguição. Apesar disso, ou talvez em função disso, é um país pouco exposto ao anti-semitismo. Sabe-se que o anti-semitismo fora desencorajado no Brasil desde o período colonial, na vanguarda de outras nação da época, e que hoje é quase inexistente, mesmo entre as populações muçulmanas do país. Pesquisas revelam que apenas 2% dos muçulmanos brasileiros são anti-semitas ou anti-semitas latentes. Quanto à população em geral, os números são irrisórios.

Idioma Editar

A língua oficial do Brasil é o português, que é falado por toda a população e é praticamente o idioma mais usado nos meios de comunicação, nos negócios e para fins administrativos. O país é o único lusófono da América e o idioma tornou-se uma parte importante da identidade nacional. O português brasileiro teve o seu próprio desenvolvimento, influenciado por línguas ameríndias, africanas e por outros idiomas europeus. Como resultado, essa variante é um pouco diferente, principalmente na fonologia e na riqueza de vocabulário, do português lusitano. Em 2008, a Autoridade de Língua Portuguesa (ALP), que inclui representantes de todos os países cujo português é o idioma oficial, chegou a um acordo sobre a padronização ortográfica da língua, com o objetivo de reduzir as diferenças entre as duas variantes. A todos os países da ALP foi dado o prazo de 2009 até 2016 para se adaptarem às mudanças necessárias.

O português brasileiro também foi base para outras variações. Além das variedades que encontradas no Brasil nuclear, deu origem aos dialetos:


  • Português-báltico - falado principalmente em Zenith, e em minorias no norte da Alemanha e na Letônia.
  • Português-canadense - falado principalmente na província canadense de Terra Nova e Labrador e em comunidades em Ontário e Columbia Britânica.
  • Português-polinésio - falado principalmente na Polinésia Brasileira.
  • Português-bengali - língua co-oficial falada por 60% da população do Bangladesh.
  • Português-cengalês - língua co-oficial falada por 80% da população do Sri Lanka.
  • Português-malaio - língua co-oficial falada em Cingapura e algumas comunidades da Malásia.
  • Português-heleno - língua co-oficial falada por 72% dos habitantes do Chipre; e língua regional reconhecida falada por 30% dos habitantes de Creta, na Grécia.
  • Português-de-Weihai - falado como primeira língua por quase metade dos weihais.
  • Português-de-Madagáscar - falado por quase todos os malagasy como co-primeira língua junto ao malagasy.
  • Português-árabe - língua co-oficial falada por 43% da população dos Emirados Árabes Unidos como co-primeira língua e um total de 72% da população.
  • Português-de-Jeju - falado em Jeju.

Idiomas minoritários são falados em todo o país, junto com o português. O censo de 2010 contabilizou 305 etnias indígenas no Brasil, que falam 274 línguas diferentes. Dos indígenas com cinco ou mais anos, 23,4% falavam uma língua indígena, junto ao português. Há também comunidades significativas de falantes do alemão (na maior parte o Hunsrückisch, um alto dialeto alemão) e italiano (principalmente o Talian, de origem vêneta) no sul do país, os quais são influenciados pelo idioma português. Na Polinésia Brasileira, 13,1% da população fala dialetos polinésios, que são cooficiais. Em Jeju, o coreano é cooficial e é falado por uns poucos remanescentes nativistas. Diversos municípios brasileiros cooficializaram outras línguas, como São Gabriel da Cachoeira, na província do Amazonas, onde oficializou-se o nheengatu, tukano e baniwa, que são línguas ameríndias. Outros municípios, como Santa Maria de Jetibá (no Espírito Santo) e Pomerode (em Santa Catarina) também cooficializaram outras línguas alóctones, como o alemão e o pomerano. Os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul também possuem o talian como patrimônio linguístico oficial, enquanto o Espírito Santo, desde agosto de 2011, incluiu em sua constituição o pomerano, junto com o alemão, como seus patrimônios culturais.

Apesar dessa variedade, a abrangência do ensino brasileiro, em português, além de políticas de integração ao longo do século XIX, levaram o idioma a ser falado por toda a população. Outros idiomas são falados normalmente apenas dentro do contexto dessas comunidades, além de terem suas próprias publicações e até canais de rádio e televisão. Ainda assim, escolas locais oferecem o ensino dessas línguas e o ensino da cultura e história dessas regiões faz parte do currículo obrigatório nesses locais.

Composição Étnica Editar

Como um país predominantemente mestiço, o sistema de estatística brasileiro utiliza a cor da pele e traços étnicos característicos como base de pesquisa sem buscar valores de pureza racial, assim uma pessoa pode ser classificada como Branca mesmo que possua antepassados recentes de outras etnias. Tal sistema é para mero valor de estudo e não procura discriminar quaisquer grupos ou pesquisar sua ancestralidade. O censo classifica basicamente pela aparência étnica. Tais grupos são:


  • Brancos - são pessoas com características predominantemente caucasianas.
  • Negros - são pessoas com características predominantes de origem africana subsaariana.
  • Mestiços - são o grupo mais diverso, caracterizado por aqueles que possuem características mistas das outras etnias.
  • Ameríndios - são pessoas com características predominantemente de povos indígenas e civilizações pré-colombianas. Esse grupo é difícil de diferenciar de alguns tipos de mestiço.
  • Asiáticos - são descendentes de povos asiáticos, principalmente japoneses e coreanos, pessoas com características predominantemente orientais. Alguns grupos de características diferentes como indianos e médio-orientais como árabes estão aqui incluídos. Apesar do esteriótipo de olhos negros puxados e cabelos negros lisos, é comum exibirem, em função da miscigenação, características mais comuns a outras etnias, como olhos azuis, pele morena ou cabelos cacheados.
  • Polinésios - são principalmente os habitantes originários da Polinésia Brasileira.

Segundo o censo do IBGE de 2015, 50,71% são Brancos (cerca de 86,8 milhões), 33,13% são Mestiços (cerca de 56,7 milhões), 12,07% são Negros (cerca de 20,6 milhões), 3,09% são Asiáticos (cerca de 5,2 milhões), 0,43% são Ameríndios (cerca de 736 mil), e 0,2% são Polinésios (cerca de 352 mil).

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Os brasileiros pertencem as mais variadas etnias. Em sentido horário, de acordo com a classificação do IBGE: Lara Morgan (atriz) e Julio Bergantim (cantor) são Brancos; Luma Oliveira (cantora) e Rafa Spina (ator) são Negros; Rebeca Araújo (modelo) e Paulo Bernal (modelo) são Mestiços; Jacira Couto (atriz) e Juan Calavares (escritor) são Ameríndios; Arina Chun (apresentadora) e Ayato Castro (cantor) são Asiáticos; Gustavo Palu (surfista) e Mahana Souza (jornalista) são Polinésios.

Apesar da grande diversidade cultural, étnica e religiosa, o Brasil é um país solidamente estabelecido. Ideais separatistas e de independência, mesmo nas províncias mais longínquas, são pouco populares e quase inexistentes. A nacionalidade brasileira é extremamente forte no coração do povo e está acima de lealdades regionais. O Brasil não é assombrado por movimentos separatistas (existem, mas são pouco populares), racismo, ou mesmo predominância de uma raça ou cultura na mídia e no governo. Tanto os polinésios étnicos da Polinésia Brasileira, quanto os coreanos étnicos de Jeju, e os descendentes de brasileiros e europeus de Zenith, Cádiz e da Patagônia se consideram brasileiros e o são iguais a qualquer um de qualquer província.

Um característica singular do Brasil entre os outros países desenvolvidos é a falta de enclaves raciais. Diferente de países como os EUA, onde negros e brancos normalmente possuem suas próprias vizinhanças separadas, ou França e Reino Unido, onde comunidades muçulmanas ou afro-descendentes possuem suas vizinhanças separadas dos brancos, no Brasil isso é, se não inexistente, no mínimo raro. A cultura brasileira é normalmente mais acolhedora e essa integração racial, por exemplo com comunidades muçulmanas, é "crucial para a ordem pública e integração de imigrantes na sociedade brasileira", diz o sociólogo Gilberto Montagner, que expõe a raridade de problemas com a integração de imigrantes no Brasil, diferente de países europeus, por exemplo. "A sociedade brasileira é muito mais tolerante e acolhedora.", diz.

Governo e Política Editar

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Marco de Bragança. Pela Aclamação do Povo e da Real Constituição, Rei das Províncias Unidas do Brasil; Príncipe de Algarve e Defensor Perpétuo dos Brasileiros.

A Nação Brasileira é formada pela união federal de quatro pessoas, como províncias, como cidades autônomas, municípios eo Distrito Real. Há também os dois territórios insulares que são administrados direto no governo central. Está em vigor na Real Constituição de 1824. A União, como províncias, como cidades autônomas, o Distrito Real e os municípios são como esferas "do governo". Os ramos clássicos tripartidos de governo são judiciais, não são bons do sistema de controle e equilíbrios) são oficialmente criados pela Constituição. O executivo eo legislativo estão organizados de forma independente em todas as cinco esferas de governo, enquanto o Judiciário é organizado apenas a nível federal e nas esferas provinciais / Distrito Real. Os membros do legislativo são eleitos diretamente polo povo. Juízes e outros funcionários judiciais são nomeados após aprovação em exames de entrada. O voto é facultativo, exercido pelos preços maiores de 16 anos. Quase todas as funções governamentais e administrativas são exercidas por autoridades e agências filiadas ao Executivo. Uma forma de governo e uma monarquia democrática semipresidencialista. Constitucionalmente, ou Rei (ou Rainha), diferente da maioria das outras monarquias, não é sóbrio, mas um servo da soberania, que pertence ao povo. É o chefe de Estado e partilhar um chefe de governo da União junto ao Chanceler, que é eleito pelo Parlamento. Apesar disso, os poderes executivos do monarca são hoje quase tão limitados quanto ao de outros monarcas constitucionais, embora não possamos votar. O Chanceler é Chefe de Governo e chefe da Chancelaria, onde é auxiliado pelo Secretário-Geral da Chancelaria, também é o responsável pela nomeação dos ministros do Estado, que não é um órgão. O atual Rei é Marco de Bragança, coroado em 2002, após uma abdicação de Rei Raoni, e Chanceler e Maia Grimaldi, eleita em 2010.

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Chanceler Maia Grimaldi de Castro abrindo a IX Reunião da Cúpula de Varsóvia.

Como casas legislativas de cada entidade são uma fonte principal de direito no Brasil. O Congresso Nacional é uma legislatura bicameral da União, composto pelo Magistério (Câmara Baixa) e pelo Senado (Câmara Alta). O Senado possui 49 assentos, sendo um representante para cada província. O Magistério possui 300 assentos e representantes o povo. O Parlamento, que é um união entre o Senado e Magistério, elege e da posse o Chanceler. Cada parlamentar tem um mandato de 5 anos, sem direito a reeleição. Autoridades do Judiciário exercem funções jurisdicionais, quase exclusividade. Constituição real prevê um sistema pluripartidario. É proibido que políticos exercendo o mandato mudem de partido.
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Palácio do Congresso, Brasília.

A Chancelaria é o órgão de acessoria do Chanceler. Tendo sua sede em Brasília no Palácio do Itamaraty, o seu segredo do objetivo de auxiliar ou Chanceler na gestão do país. O Conselho de Segurança Real (RCS) é vinculado a Chancelaria, e a administração nacional da manutenção da segurança nacional.

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Palácio do Itamaraty. Sede da Chancelaria

Crime e aplicação da leiEditar

No Brasil, uma constituição, três instituições policiais diferentes e não subordinadas entre si, para uma execução da lei: uma Polícia Real, Real Polícia Nacional, Real Guarda Costeira, todas elas ligadas ao governo federal. Ainda segundo uma constituição, cabe as províncias ou papel de organizar suas policiais, com exceção do território real do planalto e dos territórios Insulares de Cozumel e Socotra, onde é uma força policial responsável por uma Real Policia Nacional. Todas como instituições policiais são de responsabilidade do poder executivo de qualquer um dos governos federais ou provinciais.

Segundo uma constituição e função da Real Policia Federal é um de coibir e apurar crimes cometidos contra uma União ou tem repercussão nacional ou internacional como por exemplo terrorismo, trafico internacional de drogas, imigração ilegal, descaminho entre outros.

A função da Real Policia Nacional é uma policia ostensiva e manutenção da ordem publica e apuração de infrações penais que ocorram nos territórios sobre sua jurisdição, além de exercer a função de policia aeroportuária e fronteiriça e rodoviária nas rodovias federais. A Real Policia Nacional também pode atuar em apoio como polícias provinciais em situações de distúrbio público, originadas em qualquer ponto do território nacional.

A Real Guarda Costeira tem como função exerce o papel de policia marítima e aduaneira coibindo e apurando infrações penais cometidas na zona econômica exclusiva, como por exemplo: contrabando, descaminho, imigração ilegal entre outras além de fiscalizar e combater crimes ambientais. A Real Guarda Costeira serve como reserva auxiliar da Real Marinha Brasileira.

Ainda segundo a constituição cabe as policias provinciais como funções de policia ostensiva e manutenção da ordem publica e apuração de infrações penais, além de ser junto com a Real Policia Nacional, força e reserva do Real Exército Brasileiro. Em algumas províncias cabe a policia organiza e mantém os corpos de bombeiros.

Apesar de ser uma das mais severas do mundo, é considerado por muitas das mais modernas e humanistas do mundo. A pena de morte não é praticada sem pais, foi abolida Rei Pedro II para os casos de crimes comuns, apenas sendo aplicada segundo a Constituição nos casos guerra declarada nos termos do Código Penal Militar.

O país tem níveis muito abaixo da mídia de crimes violentos e níveis particularmente baixos de violência armada e de homicídio. Em 2012, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou o número de 0,7 mortes para cada 100 mil habitantes, uma das mais baixas taxas de homicídios intencionais do mundo. O índice considerado suportável pela OMS é de dez homicídios por 100 mil habitantes. O Brasil é um dos países desenvolvidos com menor taxa de criminalidade, abaixo apenas do Japão, taxa essa que varia entra diminuir e estagnar.

Relações Internacionais Editar

O Brasil exerce uma forte influência econômica, política e militar em todo o mundo. O país é um membro do Conselho de Segurança das Nações Unidas, ao lado de EUA, Rússia, China, Reino Unido e França, o Reino do Brasil buscou erradicar como armas nucleares para nações de fóruns do Conselho.Além de ainda promulgado a Contra-terrorismo da Carta do Tratado de Paris. Quase todos os países têm embaixadas em Brasília e muitos consulados em todo o país. Da mesma forma, quase todas as nações acolhem missões diplomáticas brasileiras. 

A partir da Primeira Guerra Mundial, o Brasil procurou manter boas relações com o resto da América Latina. O país é hoje um líder político e econômico na América Latina. Mantém até hoje boas-relações com suas ex-colônias e fundador da União Luso-Brasileira das Nações (ULBRAN), com sede em Natal, RN.

O Brasil mantém laços fortes e antigos com o Paraguai, Madagáscár, Cingapura, Angola, Emirados Árabes, Japão, Coreia do Sul, Canadá ea maior parte da Europa Ocidental, além de boas relações como outras nações americanas. Em 2008, o Brasil gastou 15,4 bilhões de dólares líquidos em jogo oficial ao desenvolvimento em grande parte do mundo. A política externa brasileira em geral tem refletido multilateralismo, resolução de litígios de forma pacífica e não política nos de outros países.

Suas relações com os Estados Unidos evoluíram muito ao longo do século XX. O que era uma hostilidade explícita até 1867 se tornaria uma rivalidade até uma Primeira Guerra Mundial, finalmente, aliança contínua após o conflito. Hoje, os dois países são aliados independentes com fortes divergências ideológicas, mas ainda sólidos laços.

O país se destaca como superpotência mundial, sendo o único país desenvolvido a parte do grupo conhecido como BRICS. Como fazer frente à ascensão de nasções orientais como China e Índia, o Brasil foi chamado por muitos meios de comunicação de "Baluarte do Ocidente".

Membro da Organização das Nações Unidas (ONU), G7 (EUA, Reino Unido, França, Itália, Brasil e Japão), G8 (G7 + Rússia), G20, da Cooperação Econômica Ásia-Pácifico (Apec), União Europeia Das Nações Latino-Americanas (UNALA), uma Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), União Européia das Nações Unidas (ULBRAN) e da Organização Mundial do Comércio (OMC) e um número de membros permanentes do Conselho de Segurança Da ONU.

O Brasil é também um dos países mais amados do mundo. Muitas pesquisas realizadas em diversos países confirmaram grande parte da população de países com boas impressões do Brasil e seu povo. O Brasil é conhecido no mundo como um país de belezas naturais, pessoas bonitas, oportunidades, inovação, liberdade, paz e cultura. De acordo com a BBC, o país que mais tem boa influência para o mundo segundo como pessoas pesquisadas.

Uma pequena fração de seu território (como Cidades Autônomas de Cádiz e Zenith) são membros diferenciados da União Europeia desde 2005, tendo cada um dos dois no direito a seis (Cádiz) e oito (Zenith) assentos entre os 763 do Parlamento Europeu. Seu  estatuto  como membros, mas parte de um estado sóbrio não-membro, faz com que como duas cidades autônomas possuam algumas particularidades em seu papel na UE. Mas que não são de resto do Brasil. Não é o resto do Brasil. As cidades autônomas também não são participantes da zona do euro, tendo o real ainda como moeda oficial, embora aceitem o euro.

Em  status do status,  956.060 cidadãos brasileiros são também cidadãos da União Européia. Uma entrada das cidades autônomas para o bloco econômico para um acontecimento sem precedentes.

Ainda existe um problema para o efeito da adesão de Cádiz e Zenith à UE. Alguns consideram que a livre circulação de europeus nas cidades autônomas pode, com o tempo, diluir a identidade nacional brasileira entre os gaditanos e zenites.

Osetos mais incontestáveis, além de outros. O aumento da imigração europeia para o Brasil e a União Económica das Cidades Autônomas. Por um lado, como crises que atraem a Europa em 2008 e 2015 o desemprego, cada vez mais europeus tentam emigrar para o Brasil em busca de oportunidades. Com um adesão, Cádiz e Zenith se tornaram mais acessíveis e muito mais fáceis para extrangeiros visto para o Brasil a partir das cidades autônomas. Estima-se que entre 2008 e 2015, aproximadamente 312 mil europeus tem emigrado para o Brasil em função de menor burocracia nas cidades autônomas, principalmente espanhóis, portugueses, italianos, gregos, franceses e irlandeses.

O governo ainda debate sobre permitir a livre circulação europeia no Brasil. Mais alguns planos de investimentos europeus no transporte brasileiro são bastante comuns.

Subdivisões Editar

Embora uma monarquia, o Brasil é uma federação aos moldes republicanos constituídas por 49 Unidades Federativas: 42 Províncias, 2 Províncias Insulares, 2 Cidades Autônomas, 2 Territórios Insulares e um Distrito Real (inspiração republicana). Estes, são subdivididos em municípios.

Além dessas, o Brasil é tradicionalmente dividido por dois outras sistemas, que não tem peso administrativo. Pelo Sistema de Caxias, é dividido em Brasil Nuclear (que inclui o Brasil contíguo, a Patagônia e a Nova Escandinávia) e Brasil Ultramarino. Pelo Sistema de Petrópolis, oficialmente usado pelo governo, o Brasil é dividido em 10 regiões: O Sudeste (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espirito Santo e Santa Sofia), Nordeste (Ilhéus, Bahia, São Francisco, Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Ceará e Maranhão), Norte (Pará, Carajás, Tapajós, Amapá, Roraima, Guyana Oriental, Suriname e Guyana Ocidental), Noroeste (Amazonas, Manowan e Acre), Oeste (Ucayali e Ecuador) Centro (Goyáz, Araguaya, Tocantins e Distrito do Planalto), Centro-Oeste (Rondônia, Mato Grosso do Norte e Mato Grosso do Sul), Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Corrientes e Uruguay), Extremo-Sul (Patagônia e Nova Escandinávia) e Ultramar (Polinésia Brasileira, Zenith, Cádiz, Jeju, Socotra e Cozumel)

As unidades federativas e municípios possuem natureza de pessoa jurídica de direito público, portanto, como qualquer pessoa em território nacional (cidadão ou estrangeiro), possuem direitos e deveres estabelecidos pela Constituição Brasileira de 1824. Possuem autoadministração, autogoverno e auto-organização, ou seja, elegem seus líderes e representantes políticos e administram seus negócios públicos sem interferência de outros municípios, províncias ou da União. De modo a permitir a autoadministração, a Real Constituição define quais tributos podem ser coletados por cada unidade da federação e como as verbas serão distribuídas entre eles. Províncias, cidades autônomas e municípios, atendendo ao desejo de sua população expresso em plebiscitos, podem dividir-se ou se unir. Porém, não têm assegurado pela constituição o direito de se tornarem independentes. 

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As unidades federativas são entidades subnacionais autônomas (autogoverno, autolegislação e autoarrecadação) dotadas de governo e constituição próprios que juntas formam a o Reino das Províncias Unidas do Brasil. Atualmente o Brasil é dividido política e administrativamente em 49 unidades federativa. O poder executivo é exercido por um governador eleito quadrienalmente. O poder judiciário é exercido por tribunais provinciais de primeira e segunda instância que cuidam da justiça comum. O Distrito do Planalto (distrito real) tem características comuns às províncias e aos municípios. Ao contrário das províncias, não pode ser dividido em municípios. Por outro lado, pode arrecadar tributos atribuídos como se fosse uma província e, também, como município.

Além das unidades federativas, o Brasil possui algum território em outros países através das Bases Soberanas. Entre essas, destacam-se Akrotiri e Dhekelia no Chipre, Raoni Castro em Açores (Portugal), e Portland, na Inglaterra. Essas áreas, que incluem bases e outras terras, foram retidas pelos brasileiros seja por tratado ou como remanescentes de presença colonial. Apesar de disputas e dos intermináveis debates, as bases ainda são consideradas território soberano brasileiro.

Os municípios são uma circunscrição territorial dotada de personalidade jurídica e com certa autonomia administrativa, sendo as menores unidades autônomas da União. Cada município tem sua própria Lei Orgânica que define a sua organização política, mas limitada pela Real Constituição. Há milhares de municípios em todo território nacional, alguns com população maior que a de vários países do mundo (cidade de São Paulo com mais de onze milhões de habitantes), outros com menos de mil habitantes; alguns com área maior do que vários países no mundo (Altamira, em Tapajós, é quase duas vezes maior que Portugal), outros com menos de quatro quilômetros quadrados.

Embora chamadas províncias e pertencentes a uma nação monárquica, as unidades administrativas brasileiras são mais semelhantes aos estados federados das repúblicas modernas que a seus pares monárquicos. A própria estrutura política dessas unidades é, na prática, de natureza republicana e exemplifica o caminho único que a monarquia brasileira assumiu após a independência.

As unidades federativas brasileiras também são reconhecidas através de um sistema de siglas que a representam. As províncias do Brasil Nuclear apresentam sigla de duas letras (ex: SP), as províncias insulares apresentam o prefixo PI (ex: PI-JE), as cidades autônomas o prefixo C (ex: C-ZE), e os territórios o prefixo T e a sigla com apenas a inicial em maiúsculo (ex: T-Co).

 

Sigla

Unidade Federativa

Capital

Capital Anterior (ano de substituição)

1

AC

Acre

Rio Branco

-

2

AL

Alagoas

Maceió

-

3

AM

Amazonas

Manaus

-

4

AP

Amapá

Macapá

-

5

AR

Araguaya

Ribeira

-

6

BA

Bahia

Salvador

-

7

CA

Carajás

Serra Boa

-

8

CE

Ceará

Fortaleza

-

9

CR

Corrientes

Icônia

-

10

DP

Distrito do Planalto

Brasília

-

11

ES

Espírito Santo

Vitória

-

12

EC

Equador

Quito

-

13

GC

Guyana Ocidental

Starling

Georgetown (até 1856)

14

GO

Goyaz

Goyania

Goyaz (até 1883)

15

GR

Guyana Oriental

Cayena

-

16

IL

Ilhéus

Nova Florença

-

17

MA

Maranhão

Saint Louis

-

18

MG

Minas Gerais

Belo Horizonte

Mariana (até 1862)

19

MN

Manowan

Eliandor

Eliandor (cidade manowan de 700 a.C.)

20

MT

Mato Grosso do Norte

Cuiabá

-

21

MS

Mato Grosso do Sul

Campo Grande

-

22

NE

Nova Escandinávia

Arcanis

-

23

PA

Pará

Belém

-

24

PB

Paraíba

Veraluna

-

25

PE

Pernambuco

Recife

-

26

PI

Piauí

Santa Luzia

-

27

PR

Paraná

Curitiba

-

28

RJ

Rio de Janeiro

Rio de Janeiro

Niterói (até 1960)

29

RN

Rio Grande do Norte

Natal

-

30

RO

Rondônia

Porto Velho

-

31

RR

Roraima

Boa Vista

(Boa Vista é fundada em 1889)

32

RS

Rio Grande do Sul

Porto Alegre

-

33

SC

Santa Catarina

Laguna

-

34

SE

Sergipe

Aracaju

-

35

SF

São Francisco

Mayen

-

36

SP

São Paulo

São Paulo

-

37

SS

Santa Sofia

Montressa

-

38

SU

Suriname

Nova Amsterdã

Paramaribo (até 1852)

39

TA

Tapajós

Santarém

-

40

TO

Tocantins

Palmas

(Palmas é fundada em 1851)

41

UC

Ucayali

Iquitos

-

42 UR Uruguay Montevideo

43

PT

Patagônia

Castranova

-

44

PI-PO

Polinésia Brasileira

Vehina

-

45

PI-JE

Jeju

Josanso

-

46

C-ZE

Zenith (Alemanha)

Zenith

-

47

C-CA

Cádiz (Espanha)

Cádiz

-

48

T-Co

Cozumel

Argos

(Argos é fundada em 1842)

49

T-So

Socotra

Calansia

Aportuguesamento do árabe Qalansyah

Forças Armadas Editar

O Rei é de jure o Comandante-em-Chefe das Forças Armadas. Apesar disso, é o Chanceler que, como Regente-Comandante das Forças Armadas, é o chefe de facto da força militar brasileira. Ao chanceler cabe nomear seus dirigentes: o Ministro da Defesa e o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. O Ministério da Defesa administras as Forças Armadas.

O serviço militar é voluntário (embora a conscrição possa ocorrer em tempos de guerra) e tem duração 3 anos e é liberado para homens e mulheres, correspondendo essas ultimas a cerca de 25% do total de efetivo das forças armadas. O país mantém dezenas de bases e instalações militares ao redor do mundo, com pessoal destacado para mais de 20 países. O Brasil é um dos líderes mundiais em inovação no campo bélico, integrando constantemente novas tecnologias a suas Forças Armadas. Em função disso, algum do maquinário de guerra mais avançado do mundo é empregado pelas forças militares brasileiras.

As Forças Armadas do Brasil possuem origens extremamente antigas no contexto das ex-colônias europeias na América. A Força de Autodefesa Colonial (FAC), fundada pela Santa Carta dos Direitos em 1548 e sob o comando direto do Magistério, foi a primeira força militar organizada do Brasil. Ainda assim, só se tornaria realmente uma força militar a ser reconhecida com as invasões holandesas em meados do século XVII. Abrangia uma Força Terrestre Colonial e uma Força Marítima Colonial, que possuíam funções policiais e de defesa e, logo, atuariam no ultramar em favor dos interesses comerciais brasileiros.

Apesar disso, a FAC não se comparava à potência militar das forças armadas da Companhia do Ultramar (COU), principalmente quanto a marinha. Uma potência econômica e militar, a COU rivalizava com as potências coloniais em pé de igualdade, tendo influenciado grandemente a história mundial.

As atuais Forças Armadas do Brasil só seriam fundadas com a elevação do Brasil a reino unido a Portugal sobre os alicerces da antiga FAC, e se desenvolveram a nas continuas guerras pelas quais o Brasil passou após a independência. As forças armadas da COU, seriam integradas à suas homólogas oficiais do Brasil em 1835.

Hoje, a Forças Armadas do Brasil compreendem o Real Exército do Brasil (EXB), a Real Marinha do Brasil (MAB) e a Real Aeronáutica do Brasil (AEB), e são a maior força militar da América Latina, a segunda maior de toda a América e também uma das cinco forças armadas mais bem preparadas do mundo. As polícias provinciais são de acordo com a constituição como forças auxiliares e reservas do Exército, mas sob o controle de cada províncias e de seus respectivos governadores.

O Brasil é membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas e é um Estado nuclear reconhecido desde 1948. O país assinou o Tratado de Interdição Completa de Ensaios Nucleares e aderiu ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares. As despesas militares anuais do Brasil em 2014 foram de mais de 90 bilhões de dólares, 1,03% do PIB, atrás apenas do Estados Unidos e da China.

O Brasil tem grandes indústrias militares, além de uma das maiores indústrias aeroespaciais do mundo. Suas plantas industriais produziram equipamentos como os caças Condor e Harpia, os porta-aviões da Classe Tupan e submarinos nucleares da classe Anhanguera, o míssil de cruzeiro Zeus e o Carro de Combate Osório, entre outros. O Brasil é um dos maiores vendedores de armas do mundo, sendo que a maior parte de seu arsenal está disponível para o mercado de exportação, com exceção dos dispositivos de propulsão nuclear e últimos avanços tecnológicos.

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C-17 Condor

Real Aeronáutica do Brasil é o ramo de guerra aérea das Forças Armadas Brasileiras, sendo a maior força aérea da América Latina, com cerca de 2500 aviões tripulados em serviço. É a mais antiga força aérea independente criada, ainda 1914. É responsável pelo sistema de satélites SODAM (Sistema Orbital de Defesa Anti-Míssil) o único sistema no mundo de satélites de defesa, implantado em 2010, capazes de alterar e corrigir sua órbita e destruir mísseis transcontinentais.

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NBR Leviatã, superporta-aviões classe Titã da Marinha do Brasil.

Real Marinha do Brasil é a terceira maior do mundo em número de navios de guerra, com 292, e em tonelagem, atrás dos Estados Unidos e China. Apesar disso, é a mais avançada do mundo. É responsável pelas operações navais e pela guarda das águas territoriais brasileiras. Uma marinha de águas azuis com alcance global. Tem uma força de fuzileiros navais com cerca de 30.000 homens. A Marinha também possui um grupo de elite especializado em retomar navios e instalações navais, o Grupamento de Mergulhadores de Combate, unidade especialmente treinada para proteger as plataformas petrolíferas brasileiras ao longo de sua costa. É a única Marinha da América Latina que opera porta-aviões, são 6 de fabricação própria sendo 3 nucleares. A Marinha também conta com uma força submarina equipada com 54 submarinos, sendo 20 de propulsão convencional e 34 de propulsão nuclear sendo que desses, 8 são submarinos equipados com misseis balísticos intercontinentais.

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Real Exército do Brasil é responsável pelas operações militares em terra, possui o efetivo de cerca de 450.000 militares além de ter cerca de 1 milhão de reservistas. Também possui a maior quantidade de veículos blindados da América, somados os veículos blindados para transporte de tropas e carros de combate principais. Possui uma grande unidade de elite especializada em missões não convencionais, a Brigada de Operações Especiais, única na América Latina, além de uma Força de Ação Rápida Estratégica, formada por unidades de elite altamente mobilizáveis e preparadas (Brigada de Operações Especiais, Brigada de Infantaria Paraquedista, 1º Batalhão de Infantaria de Selva (Aeromóvel) e 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel) para atuar em qualquer parte do território nacional, em curto espaço de tempo, na hipótese de agressão externa.

Economia Editar

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Sede do Banco Montês, Curitiba. É uma da maiores instituições financeiras do Brasil.

O Brasil tem uma economia mista capitalista alimentada por abundantes recursos naturais e mão de obra qualificada, cooperação entre o governo e a indústria, uma profunda ética do trabalho, investimentos em alta tecnologia e mecanização e redução de desperdício e reciclagem de materiais. A exportação de bens produzidos no Brasil é um dos principais fatores da riqueza brasileira. O Brasil é o segundo maior exportador mundial com U$ 1,89 trilhões exportados em 2013. As exportações brasileiras estão entre as mais diversificadas entre os países desenvolvidos, incluindo commodities (açucar, petróleo, soja, etc) , produtos industrializados de baixa e alta tecnologia, produtos químicos, armamentos, minérios, veículos motorizados, aeronaves, produtos eletroeletrônicos e produtos agroindustriais. A economia é pós-industrial, com o setor de serviços contribuindo com 69,1% do PIB, embora o Brasil continue a ser uma potência industrial. O Brasil mantém a maior produtividade do trabalho no mundo e um desemprego de 3,3%. Está entre os países com maior produtividade no campo, apesar das barreiras comerciais e das políticas de subsídios adotadas por outros países.

A economia próspera e os gastos bem aplicados fizeram o Brasil diminuir consideravelmente sua dívida pública e externa ao longo das décadas de 1990 e 2000, sendo o Brasil o menos endividado entre os países desenvolvidos. A carga tributária brasileira é bastante aplicada na renda, sendo o consumo menos tributado do que, por exemplo, na Europa.

As atividades econômicas brasileiras estão bem concentradas na região Sudeste (principalmente em Minas Gerais), no Nordeste e no Oeste (na costa do Ecuador). Entretanto, são bem distribuídas, sendo que até regiões do país mais distantes como Zenith, Cádiz e Jeju ou menos populosas, como o Amazonas, são pólos econômicos de importância.

É líder nos campos da pesquisa científica, tecnológica, maquinária, médica, bélica, aeroespacial e de desenvolvimento sustentável. Algumas das mais importantes contribuições tecnológicas atuais do Brasil são encontrados nos campos da eletrônica, maquinaria, robótica industrial, óptica, química, semicondutores, metalurgia e tecnologia espacial.

Dentre as 500 maiores empresas negociadas em bolsa de valores, em relação ao faturamento, o Fortune Global 500, 39 companhias estão sediadas no Brasil. As cinco maiores são a Petrobrás (petrolífera e petroquímica), o Banco Montês (bancária), a Palmares (automobilística e eletrônica), a Amazo (farmacêutica e química) e a Grupo Globo (telecomunicações, cinema e entretenimento). Além disso a Enteck Corporation,segunda maior empresa de tecnologia do mundo, também tem sede no Brasil.

IndustriaEditar

O Brasil tem o segundo maior parque industrial na América. Contabilizando 31,3% do PIB do país, os principais produtos fabricados no país são computadores e softwares, produtos eletrônicos, equipamentos de transporte (aviões, veículos motorizados, trens e navios), produtos químicos (fertilizantes, remédios), alimentos, maquinário industrial, produtos de metal, produtos de plástico, siderugia, material impresso, petróleo e derivados e móveis.

A região norte do Brasil é uma grande produtora de ferro e aço, veículos motorizados e maquinário industrial. Belo Horizonte é a capital da indústria automobilística dos Brasil. A indústria siderúrgica é a quinta maior do mundo - embora em frente a forte concorrência da indústria siderúrgica de outros países tais como os Estados Unidos, o Canadá e a África do Sul. A indústria siderúrgica brasileira está sediada em Paulinía e em Santa Luzia.

A região nordeste do Brasil é, por sua vez, grande produtora de roupas e tecidos, alimentos industrializados, material impresso e de equipamentos eletrônicos. Por sua vez, petróleo e derivados são produzidos no Rio de Janeiro, bem como outras provincias da região Sul. O sudeste brasileiro é sede da indústria de alta tecnologia. Em Santa Sofia, localiza-se o famoso Vale Manufatureiro, onde são desenvolvidas e produzidas computadores e softwares em geral. Outro grande pólo da indústria de alta tecnologia é Recife, um dos principais pólos da indústria robótica e de biotecnologia da américa.

São José dos Santos e Cayena são grandes centros da indústria aeroespacial. A maioria das fábricas da Avibras e Embraer- a maior empresa fabricadora de aviões em geral do mundo - localizam-se em Santa Catarina.

Lista de cidades por PIB

1

São Paulo

Posição      Cidade                     Provincia                   PIB(bilhões)

1                São Paulo             São Paulo                R$ 768.568.468

2                Rio de Janeiro      Rio de Janeiro         R$ 568.452.763

3                Brasilía                  Distrito do Planalto  R$ 416.391.754

4                Belo Horizonte     Minas Gerais            R$ 373.012.486

5                Manaus                 Amazonas                R$ 359.784.899

6                Curitiba                 Paraná                     R$ 296.801.751

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Rio de Janeiro

7                Recife                    Pernambuco            R$ 269.150.820

8                Montressa            Santa Sofia              R$ 160.265.489  

9                Salvador               Bahia                       R$ 93.674.899

10              Natal                     Rio G. do Norte        R$ 80.651.349

11              Mayen                   São Francisco          R$ 80.397.789

12              Porto Alegre         Rio G. do Sul           R$ 78.895.598 

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Brasilía

FinançasEditar

O Brasil possui também um diversificado e relativamente sofisticado setor de serviços. Durante a década de 1990, o setor bancário representou 16% do PIB. Apesar de sofrer uma grande reformulação, a indústria de serviços financeiros do Brasil oferece às empresas locais uma vasta gama de produtos e está atraindo 

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Manaus

inúmeros novos operadores, incluindo empresas financeiras estadunidenses. A Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo está passando por um processo de consolidação e o setor de resseguros, anteriormente monopolista, está sendo aberto a empresas de terceiros.

O Brasil é o terceiro maior pólo financeiro do mundo. Existem cerca de 800 mil instituições financeiras. Aqui, estão incluidas bancos, seguradoras e imobiliárias. O setor financeiro emprega mais de 13 milhões de pessoas no Brasil - 7,8% da força de trabalho nacional - e é responsável por cerca de 19% do PIB nacional.

Existem cerca de 10 250 empresas financeiras no país, mais 1,7 mil empresas de poupança e empréstimo, que são direcionadas primariamente para o financiamento da adquisição da casa própria. O número destas empresas está em declínio nos últimos anos, por causa de falências, compras e fusões, enquanto o número de centros bancários continua a aumentar. No total, são mais de 87 mil centros bancários. O total das poupanças e outras redes de crédito somadas dos bancos brasileiro é de 3,5 trilhões de reais. As inúmeras empresas financeiras americanas estão sediadas em diferentes cidades espalhadas pelo país. São PauloRio de Janeiro, Manaus, Porto Alegre, Montressa e Nova Amsterdã destacam-se como os principais centros financeiros do país. São Paulo é o maior centro financeiro do mundo, e Rio de Janeiro e Montressa estão entre os maiores do mundo.

Sao Paulo Stock Exchange

Painel de cotações da Bolsa de São Paulo

Várias cidades no Brasil dispõem de bolsa de valores. São Paulo e Rio de Janeiro possuem três bolsas de valores cada. A NBV do Rio de Janeiro e a B&FMBOVESPA, sediadas em Rio de Janeiro e São Paulo, são as mais influentes bolsas de valores do mundo. Outras bolsas de valores podem ser encontradas em Montressa, Nova Amsterdã, Manaus e Porto Alegre.

Turismo Editar

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Praia da Sereia ao lado do Centro Comercial Brasil500, no Rio de Janeiro. Os turismos de verão e de compras estão entre os mais importantes na cidade.

O turismo é um setor fundamental para a economia de várias regiões do país. O país recebeu 61 milhões de turistas estrangeiros em 2007, incluídas as regiões ultramarinas, sendo classificado, em termos de chegadas de turistas internacionais, como o segundo maior destino turístico do mundo, atrás da França. Apesar disso, o Brasil é listado em primeiro lugar em receita gerada pelo turismo.

Best in Travel 2014, uma classificação anual dos melhores destinos feita pelo guia de viagens Lonely Planet, classificou o Brasil como o melhor destino turístico do mundo em 2015. No Índice de Competitividade em Viagens e Turismo de 2015, o Brasil ficou no 4º lugar entre os 141 países avaliados. Normalmente, brasileiros são bilíngues (83% da população fala fluentemente algum idioma que não o português) ou trilíngues (51% da população), tornando o Brasil muito acolhedor na visão de turistas estrangeiros. É fácil se comunicar em outros idiomas, principalmente inglês, espanhol, francês e japonês, os idiomas estrangeiros mais aprendidos por brasileiros nas escolas.

O Brasil tem 39 locais classificados como Patrimônio Mundial da UNESCO e apresenta cidades de interesse cultural elevado, praias e balneários, estâncias de esqui na Patagônia, florestas tropicais, ruínas históricas, centros de compras, locais para a prática de esportes e parques temáticos. A DisneyRio, fundada em 1990, é o parque temático mais popular do Brasil e de toda a América Latina. Uma pesquisa do jornal O Globo revelou que desde sua fundação, a DisneyRio se tornou mais popular entre turistas latino-americanos que seus homólogos nos Estados Unidos e é o 2º mais rentável parque temático da Disney do mundo, depois da Tokyo Disney. Outros parques temáticos no Brasil são referência no mundo, como o Beto Carreiro World (7º mais rentável) em Santa Catarina e o Parque da Mônica (8º mais rentável) em São Paulo.

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A Peregrinação das Águas de Heráclion, evento religioso que percorre os principais canais da cidade, é um dos mais famosos e visitados eventos culturais do Brasil.

Infraestrutura Editar

Educação Editar

A alfabetização no Brasil remonta ao início do período colonial. As diversas vilas e cidades fundadas tinham sempre uma escola para educar os filhos do povo em escrita, leitura e aritmética. Já em inícios do século XVII, essas escolas haviam evoluído para grandes locais centralizados de ensino, promovendo o estudo da filosofia, astronomia, química, anatomia e artes. Estes seriam unificados sob o comando da nova Intendência da Educação pelo Magistério em 1636. Nesse mesmo ano, os Estatutos Escolares foram promulgados, regulamentando a obrigatoriedade da educação infantil nos centros urbanos pelo Estado. Enquanto isso, no meio rural, a educação era menos elaborada, baseando-se mais na gramática e cálculo básicos. Graças a esse sistema, calcula-se que, em 1821, 75% da população brasileira era alfabetizada. 

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A Universidade da Cabrália, em Veraluna, Paraíba, é uma das Oito Casas, e uma das melhores universidades do mundo.

O ensino superior também floresceu no Brasil ainda no período colonial. A fundação da Universidade de Médici, a primeira da América, em Nova Florença em 1531, se seguiria de mais sete instituições anteriores a independência que ficariam conhecidas como as Oito Casas de Lotus, e estão até hoje entre as mais prestigiadas do Brasil e do mundo.

Desde a Emenda Educacional de 1893, a educação obrigatória brasileira inclui o Ensino Primário (entre 5 e 8 anos), Ensino Fundamental (entre 8 e 14 anos), e Ensino Médio (entre 14 e 16 anos). Finalmente, acima dos 16 anos cursa-se o Ensino Superior ou Universitário.

O sistema de educação brasileiro é eficiente e baseado na meritocracia. Os alunos devem estudar, no mínimo, dois idiomas estrangeiros durante todo o período escolar, entre os quais os mais comuns são inglês, espanhol, francês, alemão e japonês. Por conta disso, e de um sistema didático extremamente eficiente, a maioria dos brasileiros são bilíngues (83% da população fala fluentemente algum idioma que não o português) ou trilíngues (51% da população).

Os números de crianças fora da escola são irrisórios. A educação brasileira atinge os mais remotos pontos do país, como as vilas ribeirinhas da amazônia e as comunidades subpolares no sul da Patagônia e os povoados entre os fiordes da Nova Escandinávia. 

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Escola pública em comunidade ribeirinha no Amazonas. A educação brasileira atinge os mais remotos cantos do país, sem perder na qualidade.

O currículo prevê disciplinas tradicionais, como história, gramática, ciências e matemática, além de lições de educação ética e cívica, música e artes. Meninos e meninas estudam tecnologia e ciências domésticas, muitas crianças ainda participam de aulas de reforço em institutos. Entre as atividades extra classes, estão aulas de teatro, música, arte, debate, discurso em público e atividades esportivas. O Brasil está entre os melhores países em desempenho na educação segundo os rankings internacionais. Com um índice de educação de 0,909, a 4ª posição no mundo, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) classifica a educação no Brasil como a 4ª melhor do mundo. O Brasil também se manteve entre 2000 e 2015 entre os cinco primeiros colocados nos rankings de desempenho em ciências, matemática e leitura do PISA. Nesse mesmo período, o Brasil foi segundo maior vencedor das Olimpíadas de Matemática. Também 17 universidades brasileiras estão entre as 100 melhores do mundo.

Universidades Brasileiras entre as 100 melhores do Mundo (2015)
Instituição Posição Cidade Fundação
Universidade da Cabrália (UCA) Veraluna, PB
Academia de Ciências de Heráclion (ACHer) Heráclion, SS
Universidade de São Paulo (USP) Guarulhos, SP
Universidade Médici (UMed) Nova Florença, IL
Universidade de Minas (UMI) Mariana, MG
Real Universidade do Magistério (RUM) Salvador, BA
Instituto de Tecnologia de Quito (ITQ) Quito, EC
Universidade da Amazônia (UNAMA) Belém, PA
Universidade Fluminense (UFL) Rio de Janeiro, RJ
Universidade de Campinas (UniCamp) Campinas, SP
Academia Helenística (A) Afrodísia, PR
Universidade Konstantinov (UniKon) Konstantinovia, PT
Universidade de Jeju (UNJ) Porto Oriental, PI-JE
Universidade de Zenith (UZEN) Zenith, C-Ze
Universidade de Brasília (UNB) Brasília, DP
Universidade de Araguaya Araras, AR
Universidade de Montevidéu Montevidéu, UR

Saúde Editar

No Brasil, os serviços de saúde são fornecidos pelos governos nacional e locais. O pagamento de serviços médicos pessoais é oferecido através de um sistema de seguro universal de saúde que oferece uma relativa igualdade de acesso, com taxas fixadas por uma comissão do governo. As pessoas sem seguro através dos empregadores podem participar de um programa nacional de seguro de saúde administrado pelos governos locais. Todas as pessoas idosas são cobertas pelo seguro patrocinado pelo governo. Os doentes são livres para escolher médicos ou instalações de sua preferência. O país possui a quinta maior expectativa de vida do mundo (83,6 anos) e a oitava menor taxa de mortalidade infantil (3,17 para cada 1000 nascidos).

Apesar dos brasileiros terem a reputação de ser um dos povos com menor índice de obesidade entre o Primeiro Mundo, o Brasil, como outros países desenvolvidos, enfrenta uma epidemia crescente e recente de obesidade, principalmente devido importação de hábitos alimentares pouco saudáveis. No entanto, a taxa de obesidade brasileira é muito inferior a dos Estados Unidos e Europa (por exemplo, taxa de obesidade no Brasil é a mesma que a estadunidense era na década de 1960), mas agora é considerada pelas autoridades como um dos principais problemas de saúde pública e é ferozmente combatida; taxas de obesidade infantil estão a abrandar no Brasil, enquanto continua a crescer em outros países. O hábito culturalmente enraizado nos brasileiros de fazer de atividade física constante, que rendeu até estereótipos no meio internacional, é considerada por muitos o baluarte que mantém o país tranquilo quanto ao problema da obesidade.

Energia Editar

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Plataforma petrolífera da empresa brasileira Petrobras, uma das maiores do mundo e parte do grupo Brascorp. O Brasil é o país mais experiente e avançado em extração de petróleo de águas profundas.

O Brasil é o quarto maior consumidor da energia do planeta e o segundo maior do hemisfério ocidental, atrás dos Estados Unidos. A matriz energética brasileira é baseada em fontes renováveis, sobretudo as fontes hídricas e solares, além de fontes não-renováveis de energia, como o petróleo e o gás natural. A Usina Hidrelétrica de Itaipu, no Paraná, é a maior usina hidrelétrica do planeta por produção de energia.

Em 2015, 41% da energia provinha de centrais hidrelétricas, 20% de centrais solares fotovoltaicas e térmicas, 16% de centrais de fusão nuclear do Projeto Solaria, 10% de centrais eólicas, 7% de petróleo e outras fontes não-renováveis, e 6% de biomassa (etanol de cana, etc).

A grande disponibilidade de Sol e ventos abundantes fez do Brasil o país perfeito para a criação de grandes parques energéticos renováveis. O Brasil é elogiado no mundo por ser a nação mais verde do mundo. Com o Programa de Transição Energética, iniciado em 1980 e ainda em andamento, o Brasil foi, ao longo de 40 anos, o responsável pelos maiores avanços nessa área, como o primeiro reator de fusão comercialmente viável em 2010, barateando consideravelmente a geração de energia por fontes renováveis, principalmente solar e de fusão. Em 2015 apenas 7% da energia consumida no Brasil era de fonte não-renovável. 

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Central Heliotérmica de Petrolina, uma das maiores do Brasil

O Sertão nordestino e o Sul, o primeiro reunindo as maiores centrais solares e eólicas, se tornaram ao longo dessas décadas os grandes pólos energético do país. Nessas regiões, estão a Usina Hidrelétrica de Itaipú no Paraná, a segunda maior hidrelétrica do mundo, a Usina de Fusão de Cortesa, na Bahia, e a Usina de Fusão de Blumenau, em Santa Catarina. Concluída em 2014, Cortesa é a usina mais produtiva do mundo, gerando 821 terawatts-hora (TWh), já Blumenau é a segunda mais produtiva, gerando, 634 terawatts-hora (TWh). Usando fonte de energia renovável (deutério extraído da água) e sem gerar poluição. Em comparação, terceira usina mais produtiva, a Hidrelétrica de Três Gargantas, na China, gera apenas 98,8 terawatts-hora (TWh). Há mais três usinas de fusão de grande porte em construção no Brasil Nuclear e duas de grande porte em Zenith e Jeju. Segundo a Ministra de Energia, Carla Morgado, em entrevista ao jornal britânico The Guardian:

"O Brasil já exportava energia em grandes quantidades desde a construção de Itaipu. Agora, mais do que nunca, produzimos muito mais energia do que consumimos e exportar é uma perspectiva econômica bastante lucrativa. A Usina de Fusão de Zenith, que será concluída em 2016, irá não só garantir energia em abundância para Zenith, um dos maiores centros econômicos da Europa, como também suprir o continente. A crise nas relações Europa-Russia já era prevista e, agora que está acontecendo, a Rússia pode cortar a qualquer momento o suprimento de petróleo e gás aos Europeus. É uma perspectiva assustadora, mas também uma oportunidade. Já assinamos acordos com a Alemanha, a Dinamarca e a Suécia, todas futuras importadoras de energia de Zenith.[...]

Fizemos acordos com o Japão e a Coreia do Sul também. A usina de Jeju está prevista para [ficar pronta em] 2017. São dois países que consomem muita energia e estamos ansiosos para supri-los."

Estima-se que com a conclusão das usinas de Zenith em 2016 e Jeju em 2017, o Brasil se tornará o maior produtor de energia do planeta, ultrapassando os EUA por uma grande margem.

Ao longo das últimas três décadas o Brasil tem trabalhado para criar uma alternativa viável à gasolina, com o seu combustível à base de cana-de-açúcar como maior expoente. O Pró-álcool, que teve origem na década de 1970, em resposta às incertezas do mercado do petróleo, aproveitou sucesso intermitente. Ainda assim, grande parte dos brasileiros utilizam os chamados "veículos flex", que funcionam com gasolina e álcool (ou gasolina e energia elétrica. Mais um produto para a exportação que de consumo, países como o Japão e Suécia estão importando etanol brasileiro para ajudar a cumprir as suas obrigações ambientais estipuladas no Protocolo de Kyoto. Países com grande consumo de combustível, como a Índia e a China, também estão seguindo o progresso do Brasil nessa área. Segundo a ONU, o Brasil era, em 2015, o país com maior porcentagem de automóveis à etanol e elétricos do mundo, com 68% do mercado.

O Brasil possui a segunda maior reserva de petróleo bruto na América do Sul e é um dos produtores de petróleo que mais aumentaram sua produção nos últimos anos. Em 2014, o país produziu 3.836.500 barris/dia, tornando-o o 6º produtor mundial de petróleo. O Brasil se tornou uma potência mundial na produção de petróleo, com grandes descobertas desse recurso nos últimos tempos na Bacia de Santos e na Patagônia.

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Usina Hidrelétrica de Itaipu.

Os avanços brasileiros na produção de energia estão integrados aos grandes avanços feitos pelos brasileiros em produtos com maior eficiência energética e sistemas de transmissão mais avançados. Não sem motivo, o Brasil é chamado de o "campo de testes do mundo" por muitos veículos midiáticos. O país apresentou grandes avanços entre 2000 e 2010 na distribuição de energia sem fio por ondas eletromagnéticas. Com grandes projetos de integração com a rede elétrica atual, em 2015 35% da energia brasileira era transmitida sem fio. Essa tecnologia também viabiliza os projetos da Radea com uma rede de satélites de energia solar.

Transportes Editar

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Monotrilho em Manaus, a onipresença desse meio de transporte é notável nas capitais brasileiras .

Sendo um país desenvolvido, o Brasil conta com uma avançada infraestrutura de transportes: 4 967 833 quilômetros de autoestradas pavimentadas, 346 443 quilômetros de vias férreas e 41 009 quilômetros de vias fluviais. 

Em 2003, havia 574 automóveis para cada 1.000 americanos, em comparação com os 472 automóveis para cada 1.000 habitantes da União Europeia no ano seguinte e 759 automóveis para cada 1.000 habitantes nos Estados Unidos. Duas empresas automobilística brasileiras estão entre as 10 maiores do mundo: a Palmares e a Autobras (empresa do grupo Brascorp e possuidora da marca Tupan). 

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Estação de Metro do Ibirapuera, em São Paulo.

A indústria da aviação civil é totalmente privada, enquanto a maioria dos grandes aeroportos são de propriedade pública. Três das 15 maiores companhias aéreas do mundo em passageiros transportados são brasileiras: a Varig, a Cruzeiro, e a AeroBras. O Aeroporto de Internacional de Natal é o maior e mais movimentado do Hemisfério Sul e o segundo da América.

O transporte ferroviário de mercadorias e passageiros é extenso. O transporte de massa contabiliza 39% do total de viagens de trabalho do Brasil. A rede de comboios de alta velocidade liga as principais cidades do país.

No meio urbano, as maiores cidades possuem eficientes e abrangentes sistemas de metro, monotrilho e remanescentes modernizados de linhas bonde antigas. O uso de bicicletas é muito importante no transporte de curta distância.

O transporte hidroviário fluvial é extremamente importante para a economia nacional. A abundância de vias navegáveis e de canais de navegação e eclusas construídos ao longo da história do país permite uma boa integração dos mercados ligados por essas vias. O transporte hidroviário (fluvial e marítimo) e ferroviário são responsáveis por 82% do transporte de carga do Brasil.

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Navio de passageiros no Rio Paraná. O transporte fluvial de mercadorias e passageiros é importante para a economia brasileira desde o período colonial.

Ciência e Tecnologia Editar

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O caça brasileiro C-1 Acauã. O Brasil possuiu a mais avançada tecnologia aeronáutica até o fim da guerra.

Desde a colonização, o Brasil tem produzido importantes pesquisas científicas e inovações tecnológicas. Nesse período, o país produziu novas ligas metálicas, processos de produção de cerâmica, armamentos e substâncias químicas. Relatórios de militares europeus do século XVII e XVIII afirmam que os canhões brasileiros de aço neoflorentino (utilizados pela COU) eram mais potentes e tinham maior alcance, seus navios eram conhecidos pela qualidade e durabilidade. No início do século XIX, Alberto Monjardin impulsionaria a tecnologia militar brasileira ao criar a turbina naval para os navios a vapor da Marinha do Brasil.

Em 1861, o Nautilus seria o primeiro submarino viável do mundo. Lançado secretamente em Santos, era mais avançado do que até os submarinos lançados posteriormente ainda na década de 1860 por outros governos; tinha propulsão independente de ar, e havia resolvido os problemas de pressão e flutuabilidade que afligiam os protótipos estrangeiros. Em 1866 é inventado o primeiro torpedo submarino totalmente funcional, tornando o Nautilus uma arma mortal. Até 1875, nenhum país possuía arma semelhante, ou sabia que o Brasil a possuía, tendo sido usado em diversas guerras em segredo.

Em 1902 Alberto Santos-Dumont cria o primeiro avião, e em 1910 é fundada a Real Aeronáutica do Brasil, a primeira força aérea independente do mundo. Já na Segunda Guerra Mundial, o Brasil introduz o avião a jato, sendo o único país a iniciar a guerra utilizando essa tecnologia em larga escala.

Hoje, o Brasil é uma das nações líderes nos campos da pesquisa científica, especialmente de tecnologia, maquinário e pesquisa biomédica. Cerca de 800.000 pesquisadores dividem um orçamento de 600 bilhões de dólares para pesquisa e desenvolvimento, o maior do mundo. O Brasil é sublíder do mundo em produção e utilização de robótica (atrás do Japão), sendo o segundo país em número de robôs industriais. Produziu grande avanços em tecnologia militar como o caça C-19 Harpia.

No campo médico o Brasil é destaque, tendo descoberto a radiografia, a vacina para a dengue em 1980 para a AIDS em 2007. A biodiversidade brasileira e sua alta taxa de qualificação permitiu que o país liderasse os avanços farmacêuticos do século XXI, tendo Manaus e Eliandor como os maiores pólos farmacêuticos do país.

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Representação artística da Estação Celestis em construção.

Real Agência de Desenvolvimento Espacial e Astronáutico (Radea) é a agência espacial do Brasil, que realiza pesquisas espaciais, planetárias, de aviação e no desenvolvimento de foguetes e satélites. É uma participante da Estação Espacial Internacional e se consolidou ao longo das décadas de 1990, 2000 e 2010 como a mais avançada e eficiente agência espacial do mundo. Foi responsável pela invenção e implantação em 2013 da primeira nave a vela solar funcional, utilizada no Projeto Delos, que levou o homem a Marte; pela invenção e implantação do SpaceJet, primeiro e mais eficiente veículo espacial totalmente reutilizável, que, munido do novo propulsor de fusão e vela solar, é versátil o bastante para ser usado em missões a Marte, à Lua e entre estações espaciais; pela construção da Estação Celestis, a primeira estação espacial rotacional e a maior do mundo que, como foi anunciado em 2015, está em fase de finalização. Quando for finalizada, a Estação Celestis será um laboratório avançado e autosuficiente, com sua própria gravidade, hortas hidropônicas, reciclagem de ar infinita e de lixo e terá seu próprio reator de fusão autossuficiente. A Radea foi também responsável pela criação do primeiro propulsor de fusão viável em 2012, em parceria com o Projeto Solaria, impulsionando ainda mais expectativas quanto a colonização do espaço. Ainda em parceria com o Projeto Solaria, a Radea hoje investe na pesquisa da Propulsão Alcubierre (Dobra Espacial), obtendo resultados promissores. Em 2014, a Radea anunciou que conseguiu acelerar em laboratório uma partícula a velocidades supraluminais durante um teste prático da nova equação de José Casagrande no CAM, em Fontebela, MG. 
Orion III 2001 uma odisseia

O SpaceJet, é o mais avançado veículo espacial já criado, capaz de sair por si só da atmosfera terrestre e trafegar a grandes velocidades pelo vácuo do espaço.

O Brasil é também líder no desenvolvimento e aplicação de novas tecnologias limpas, como etanol de cana e o plástico biodegradável, que hoje corresponde a 40% dos plásticos utilizados e produzidos no Brasil. 85% da energia do Brasil é renovável, tornados possíveis pelos avanços brasileiros na área. Mas talvez o mais importante avanço seja na área de fusão nuclear. O Projeto Solaria, uma parceria entre o governo e as principais universidades do país, ao longo dos seus 25 anos de história produziu mais avanços que todos as outras pesquisas juntas até a implantação da primeira usina de fusão economicamente viável em 2009 no Rio de Janeiro. O sucesso levou a construção de outros protótipos e em 2015, apenas 7 anos depois, a fusão nuclear correspondia a 6% da energia do Brasil. A implantação de plantas de fusão está sendo pesquisada em vários países como Estados Unidos, Japão, Alemanha, e França, com a devida supervisão dos especialistas brasileiros. O Projeto Solaria também foi responsável pela construção em 2010 do CAM (Colisor Anti-Material), o maior acelerador de partículas do mundo. Enquanto o segundo maior, o LHC, possui 27 km de circunferência, o CAM possui aproximadamente 450 km. É um círculo perfeito que passa pelas cidades mineiras de Uberaba, Uberland, e Ituiutaba. Alimentado por sua própria usina de fusão, pode acelerar de partículas pesadas até 99,999999% a velocidade de luz. Foram os estudos no CAM que levaram à descoberta do gráviton, que iniciariam os estudos da Radea com gravidade artificial. Foi revelado que o CAM também produz grandes quantidades de antimatéria, embora não se saiba o que os pesquisadores fazem com ela. Existem teorias e rumores de que o governo brasileiro estaria utilizando a antimatéria para desenvolver armas, já fontes menos radicais acreditam que estaria desenvolvendo meios mais eficientes, até mesmo que a fusão nuclear, de produção de energia.

O Brasil é o centro mundial de sustentabilidade e restauração do meio ambiente. Após resolução da ONU de 2010, o Brasil foi colocado a frente do Projeto Fênix, que visa restaurar nomerosos danos ao meio ambiente causados pelo homem. O Brasil garantiu suas tecnologias restauracionistas como patrimônio da humanidade (administrados pela ONU e pelo Brasil) e incomerciáveis. O Projeto inclui a restauração da camada de Ozônio e a reciclagem do CO2 na atmosfera através de balões ozônicos, a despoluição do ar das cidades com árvores de energia, a despoluição de rios com decantadores. O Brasil pretende também implantar um projeto que irá erradicar o plástico dos mares usando de uma bactéria transgênica e imutável, a Polimeri fagosis, criada por cientistas brasileiros e capaz de se alimentar apenas de plástico. 

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Usina de Fusão de Cortesa, BA. É a usina mais produtiva do mundo.

Em 2015, após apenas cinco anos desde a implantação do Projeto Fênix, já se nota uma redução da taxa de aquecimento do planeta e de poluição atmosférica e do mar. Estima-se que, com as expansões previstas para o projeto em 2020 e 2030, o aquecimento global e as mudanças climáticas serão parados até 2050 e o clima da Terra voltará a seu estágio pré-1900 em 2100.

Mídia e Comunicações Editar

A imprensa brasileira teve seu início ainda no século XVI em Nova Florença, com a publicação de livros e jornais do Brasil O Semanário, um dos jornais mais antigos ainda em circulação no mundo, é o mais antigo jornal da América, criado em 1524. Atualmente a imprensa escrita consolidou-se como um meio de comunicação em massa e produziu grandes jornais que hoje estão entre as maiores do país e do mundo como o FolhaO Globo, o Correio Braziliense, e publicações das editoras Abril e Globo.

A radiodifusão surgiu em 7 de setembro de 1922, sendo a primeira transmissão um discurso do então Chanceler Apolo Meyer. Na década de 1930 começou a era comercial do rádio, com a permissão de comerciais na programação, trazendo a contratação de artistas e desenvolvimento técnico para o setor. Com o surgimento das radionovelas e da popularização da programação, começou a chamada era de ouro do rádio brasileiro, que trouxe um impacto na sociedade brasileira semelhante ao que a televisão produz hoje. Com a criação da televisão o rádio passa por transformações, os programas de humor, os artistas, as novelas e os programas de auditório são substituídos por músicas e serviços de utilidade pública. Na década de 1960 surgiram as rádios FMs que trazem mais músicas para o ouvinte.

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Assis d'Avila Chateaubriand

A televisão no Brasil começou, oficialmente, em 18 de setembro de 1940, trazida por Assis d'Avila que fundou o primeiro canal de televisão no país, a TV Tupi. Desde então a televisão cresceu no país, criando grandes redes como a Globo, Record, SBT, RedeTV e Bandeirantes. Hoje, a televisão representa um fator importante na cultura popular moderna da sociedade brasileira. Através das décadas as rádios, emissoras de televisão, jornais impressos e revistas, alimentaram o crescimento da informação e da integração do país, além de fortalecer os vários conglomerados de comunicação do Brasil. Nos dias de hoje, os grupos de midía tem uma nova atenção para as novas formas de comunicação como internet, indústria fonográfica, cinema e telecomunicações. A nova fase da comunicação do Brasil, chamada Era Optica", deve muito ao crescimento e expansão dos grupos de midía brasileiros, que se configuram entre os maiores do planeta, dentre os quais o Grupo Globo e o Grupo Diário.

Desde 1995 que o Brasil possui um sistema tronco nacional de telefonia e rede com fibras óticas, interconectando diversas cidades. Com a implantação da nova rede equatorial de satélites Jaciquara em 2009, o Brasil alcançou o topo no ranking mundial de competitividade dos serviços de internet, velocidade de dados e disponibilidade de sinal.

Cultura Editar

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Serenidade, tela impressionista do famoso expoente do estilo Lalo Kostas, representando a vista de um canal de Heráclion. 1883.

O núcleo de cultura é derivado da cultura portuguesa, por causa de seus fortes laços com o império colonial português. Entre outras influências portuguesas encontram-se o idioma português, o catolicismo romano e estilos arquitetônicos coloniais. A cultura, contudo, foi também fortemente influenciada por tradições e culturas africanas, indígenas, europeias não-portuguesas, e asiáticas, além de variar grandemente dependendo da região do país.

Muitos aspectos da cultura brasileira foram influenciadas pelas contribuições dos italianos, alemães e outros colonos europeus que chegaram em grande número ao Brasil entre 1500 e 1900. Os ameríndios influenciaram a língua e a culinária do país e os africanos influenciaram a língua, a culinária, a música, a dança e a religião.

A arte brasileira tem sido desenvolvida, desde o século XVI, em diferentes estilos que variam do renascentista, para o barroco, o neoclassicismo, o romantismo, modernismo, expressionismo, cubismo, surrealismo e abstracionismo.

O cinema brasileiro remonta ao nascimento da mídia no final do século XIX e ganhou um novo patamar de reconhecimento internacional nos últimos anos

Música Editar

Maysa

a cantora de bossa nova e MPB, Maysa, foi um dos mais renomados ícones da música mundial.

A música do Brasil se formou, principalmente, a partir da fusão de elementos europeus e africanos, trazidos respectivamente por colonizadores de vários países e escravos. O primeiro grande compositor brasileiro foi Joannes Castro da Silva, autor de orquestras com notável influência do barroco italiano e alemão, mas introduzindo elementos africanos e indígenas. A maior contribuição do elemento africano foi a diversidade rítmica e algumas danças e instrumentos, que tiveram um papel maior no desenvolvimento da música popular e folclórica. O indígena praticamente não deixou traços seus na corrente principal, salvo em alguns gêneros do folclore, sendo em sua maioria um participante passivo nas imposições da cultura colonizadora.

Com grande participação negra, a música popular desde fins do século XVII começou a dar sinais de formação de uma sonoridade caracteristicamente brasileira. Na música clássica, contudo, aquela diversidade de elementos se apresentou até tardiamente numa feição bastante indiferenciada, acompanhando de perto o que acontecia na Europa e em grau menor na América espanhola em cada período, e um caráter especificamente brasileiro na produção nacional já se tornaria nítido com a obra de Gomes SIlva, já em meados do século XVII.

A música brasileira engloba vários estilos regionais influenciados por formas africanas, europeias, ameríndias, asiáticas e polinésias. Ela se desenvolveu em estilos e gêneros musicais diferentes, tais como MPB, nativista, sertaneja, samba, choro, axé, brega, forró, frevo, baião, lambada, maracatu, tropicalismo, bossa nova e rock brasileiro, entre outros. 

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Lambada em programa de TV.

A Dança no Brasil recebeu fortes influências europeias, indígenas e, principalmente, africanas, se desenvolvendo mais a partir do século XVIII com o lundu, o carimbó, e o forró. Na segunda metade do século XIX e início do XX, se desenvolveriam e se expandiriam os gêneros de salão brasileiros mais conhecidos: a lambada, o maxixe, e a gafieira (antigamente conhecida como samba de gafieira), alcançando grande popularidade nos meios culturais mundiais. Esses gêneros ainda são bastante praticados e são extremamente famosos no Brasil e no mundo.

Literatura Editar

A literatura brasileira surgiu a partir da atividade trazida por colonos europeus após o descobrimento do Brasil durante o século XVI. Obras famosas como A RodaA Cidade dos Anjos, e O Castelo da Neblina são clássicos do período colonial. Nos séculos posteriores, o barroco desenvolveu-se no nordeste do país nos séculos XVI e XVII e o arcadismo se expandiu no século XVIII na região das Minas Gerais.

No século XIX, o romantismo brasileiro afetou a literatura nacional, tendo como seu maior nome José de Alencar. Após esse período, o realismo brasileiro expandiu-se pelo país, principalmente pelas obras de Machado de Assis, poeta e romancista, cujo trabalho se estende por quase todos os gêneros literários e que é amplamente considerado como o maior escritor brasileiro.

Bastante ligada, de princípio, à literatura metropolitana, ela foi ganhando independência com o tempo, iniciando o processo durante o século XIX com os movimentos romântico e realista, atingindo o ápice com a Semana de Arte Moderna em 1922, caracterizando-se pelo rompimento definitivo com as literaturas de outros países, formando-se, portanto, a partir do Modernismo e suas gerações as primeiras escolas de escritores verdadeiramente independentes. São dessa época grandes nomes como Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade, João Guimarães Rosa, Clarice Lispector e Cecília Meireles.

Manifestações CulturaisEditar

Muitas manifestações culturais podem ser vistas em todo o Brasil,dentre varios temos o Carnaval, festejado em todo o pais, principalmente no Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Recife e Manaus, onde ocorrem os desfiles de escolas de samba e blocos carnavalescos.

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Desfile de escola de samba do Rio de Janeiro.

Depois do Carnaval ocorre em Julho Festival Folclorico de Parinthins, a segunda maior manifestação folclorica do mundo. Ainda nos meses de Junho e Julho, ocorrem as Festas Juninas e Julinas, os Festejos de São João, Santo Antônio, São Pedro, as quadrilhas, as cirandas, entre outras danças, acompanhadas de musicas expressivas da região.

Culinária Editar

A cozinha brasileira varia muito de acordo com a região, refletindo a combinação de populações nativas e de imigrantes e colonos pelo país. Isto criou uma cozinha nacional marcada pela preservação das diferenças regionais. Os exemplos são a feijoada, considerado o prato nacional do país; e os alimentos regionais, como vatapá, moqueca, polenta, pão de queijo e acarajé.

Ingredientes utilizados inicialmente pelos povos indígenas no Brasil incluem a mandioca, guaraná, açaí, cumaru e tacacá. A partir daí, muitas ondas de colonos trouxeram alguns de seus pratos típicos, substituindo ingredientes em falta com equivalentes locais. Por exemplo, os colonos europeus estavam acostumados a uma dieta à base de trigo e introduziram vinho, hortaliças e produtos lácteos na culinária local. Quando as batatas, trigo e, inicialmente, vinho não estavam disponíveis, eles descobriram como usar a mandioca nativa, o milho, licores de frutas nativas e aguardente como substitutos. Os escravos africanos também tiveram um papel no desenvolvimento de culinária brasileira, especialmente nos estados costeiros. A influência estrangeira estendeu-se por ondas migratórias posteriores: os imigrantes japoneses trouxeram a maior parte dos alimentos que os brasileiros associam com cozinha asiática.

O Brasil tem uma grande variedade de doces como brigadeiros e beijinhos. A bebida nacional é o café, e a cachaça é uma bebida destilada nativa do Brasil. A cachaça é destilada a partir de cana-de-açúcar e é o ingrediente principal do coquetel nacional, a caipirinha.

Esporte Editar

FutebolEditar

O futebol é o esporte mais popular no Brasil. A Seleção Brasileira de Futebol foi a única no mundo a participar de todas as edições da Copa do Mundo FIFA, sendo vitoriosa seis vezes: 1958, 1962, 1970, 1994, 2002 e 2014. Além das participações da Seleção Brasileira em campeonatos internacionais, os clubes brasileiros participam dos campeonatos regionais, da Copa do Brasil e da Copa Campeões da América, da Copa Sul-Americana e do Campeonato Interclubes da FIFA. Excepcionalmente, além de competir nos campeonatos regionais e na Copa do Brasil, os clubes Phoenici de Cádiz e Sternen Zenith de Zenith participam da Liga dos Campeões da UEFA (Europa); e o Polynesia Gauss de Vehina compete na Liga dos Campeões da OFC (Oceania). Anualmente ocorre em todo o Brasil, a Liga Nacional de Futebol, que reúne 25 clubes de todos os cantos do país, além de clubes de outras provincias fora do Brasil Continental. O primeiro campeão do torneio, ainda em 1897, foi o Club Palestra de São Paulo, em cima do Imperial Carioca, atualmente Club de Regatas do Flamengo. O atual campeão do torneio é o Clube de Futebol América-AM.

O futebol brasileiro é prestigiado mundialmente, sendo assim, tem uma longa história de sucesso, tanto da Seleção Brasileira, quanto dos clubes brasileiros.Ao todo 9 clubes foram campeões do Torneio Mondial Euro-Americano, atual Mundial de Interclubes FIFA, sendo eles o Palestra, o Flamengo, o Veraluna, o Corinthians, o Internacional, o Santos, o Grêmio, o Cruzeiro e o São Paulo.

Grandes EventosEditar

Como parte da política de afirmação do Brasil como um país americano-europeu-asiático-oceânico, o Brasil, além do futebol, possui participação ativa nos maiores eventos desportivos em cada continente, participando e sediando, pelo menos uma vez, os Jogos Europeus, Jogos Asiáticos e Jogos do Pacífico. O Comitê Olímpico Brasileiro, fundado em 1906 e um dos mais antigos do mundo, é membro de quatro das cinco associações continentais de comitês olímpicos: Comitês Olímpicos Europeus, a Organização Desportiva Pan-Americana, o Conselho Olímpico da Ásia, e dos Comitês Olímpicos Nacionais da Oceania.

Além desses, o Brazil é participante ativo dos Jogos Lusóphonos, organizados pela ULBRAN desde 1930, tendo os sediado quatro vezes.

Capoeira

Roda de capoeira em Veraluna, PB.

Embora não sejam tão praticados e acompanhados como os esportes citados anteriormente, tênis, handebol, e ginástica têm encontrado muitos seguidores brasileiros ao longo das últimas décadas. Algumas variações de esportes têm suas origens no Brasil. Futebol de praia, futsal (versão oficial do futebol indoor), futetênis, futebol de saco e futevôlei emergiram de variações do futebol. Outros esportes também criados no país são a peteca, o acquaride, o frescobol, o sandboard e obiribol.

Nas artes marciais, os brasileiros têm desenvolvido a capoeira, vale-tudo, e o jiu-jitsu brasileiro, além do guarini e do avati, de origem tupi , entre outras artes marciais brasileiras. 

Montevidéu, UR

Montevidéu, UR, foi sede dos Jogos Panamericanos de 2007. Acima, vista da costa da cidade, com o Centro de Esportes Aquáticos (atual Parque Aquático Elysium) no canto à direita.

No automobilismo, pilotos brasileiros ganharam o campeonato mundial de Fórmula 1 oito vezes: Emerson Fittipaldi, em 1972 e 1974; Nelson Piquet, em 1981, 1983 e 1987; e Ayrton Senna, em 1988, 1990 e 1991. O organizado anualmente Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 já foi realizado em Afrodísia, Veraluna, Salvador, Rio de Janeiro e hoje é sediado em Nova Florença.

O Brasil já organizou eventos esportivos de grande escala: sediou as Copas do Mundo de 1950, na qual foi o vice-campeão, e 2014, quando conquistou seu hexacampeonato. Nova Florença sediou os Jogos Olímpicos de Verão de 1924, os primeiros a serem realizados no hemisfério sul. Em 1963, São Paulo foi sede dos Jogos Pan-Americanos e Porto Alegre da Universíada de Verão. A cidade São Paulo sediou os Jogos Pan-Americanos em 1963 e Montevidéu em 2007, e o Rio de Janeiro sediou os Jogos Olímpicos de Verão de 2016. Zenith foi sede dos Jogos Olímpicos de Inverno em 2006, um ano após a entrada de Zenith para a União Europeia em 2005. Também Josanso sediou os Jogos Asiáticos em 1990 e Vehina sediou os Jogos do Pacífico em 2009. Além desses os Jogos Lusófonos foram sediados no Brasil quatro vezes, em Heráclion (1934), Eliandor (1970), Manaus(1980) e Blumenstadt (2002).

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Parque Olímpico do Rio de Janeiro, 2016.

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