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Cádiz

País

Brasil

Localização

Sul da Espanha, Oceano Atlântico

Área

12,1 km2

Distritos

San Juan, Santa Maria, Pedro I, Loreto

População

Total - 256.981 hab. (61% Brancos, 22% Mestiços, 10% Negros, 6% Asiáticos, 1% Polinésios)

Densidade - 21.238,09/km2

PIB

Total - US$ 12,14 bilhões

per capita - US$ 39.458

Gentílico Gaditano

Cádiz, oficialmente Cidade Autônoma de Cádiz, é uma cidade brasileira no sul de Espanha, banhada pelo Oceano Atlântico. Possui um clima intermédio, variando entre o mediterrânico e o Atlântico Europeu, com uma média de temperatura anual de 18 °C e 74 dias de chuva. A cidade localiza-se na baía homônima, ocupando 12,1 km² e uma população ligeiramente superior a um quarto de milhão de habitantes.

É também um porto comercial e ponto industrial de grande importância desde o século XVIII.

Devido ao seu porto, possui indústrias variadas, como as do de bebidas alcoólicas, conservas, sapatos, perfumes e tabaco, eletrônica, além do turismo.

Cádiz é cidade mais antiga da Europa Ocidental e um membro da Rede da Mais Antigas Cidades Europeias. É também o local da Universidade de Cádiz. 

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Imagem de satélite de Cádiz.

Situado em uma fatia estreita de terra cercada pelo mar, Cádiz é, em muitos aspectos, uma típica cidade andaluza com uma riqueza de vistas atraentes e marcos históricos bem preservados. A parte mais antiga de Cádiz, dentro dos restos das muralhas da cidade, é comumente referida como a Cidade Velha. Caracteriza-se pela antiguidade de seus vários distritos, entre eles El PópuloLa Viña, e Santa Maria, que apresentam um contraste marcante com as áreas mais recentes da cidade. Embora o plano de rua da Cidade Velha é composto por vielas estreitas e sinuosas que ligam grandes praças, áreas mais recentes de Cádiz normalmente têm amplas avenidas e edifícios mais modernos. Além disso, a cidade é pontilhada com inúmeros parques onde as plantas exóticas florescem, incluindo árvores gigantes supostamente trazidos para a Espanha por Colombo desde o Novo Mundo.

Fundada por fenícios e dominada por cartagineses, gregos, romanos, visigodos e árabes, foi uma cidade espanhola importante até o início do século XVIII. Com a Guerra de Sucessão Espanhola, a Companhia do Ultramar (COU), ocupou a cidade, forçando a Espanha a cedê-la "a perpetuidade" sob o Tratado de Utrecht em 1713, ao fim da guerra (mesmo conflito no qual Gibraltar foi cedida à Grã-Bretanha). Desde então, foi invadida em 1808 pelos espanhóis e franceses, retomada em 1814 e invadida pelos espanhóis novamente em 1853, sendo retomada novamente em 1854.

A soberania de Cádiz é um grande ponto de discórdia nas relações brasílico-espanholas como a Espanha ainda reivindica o território. Os gaditanos rejeitaram esmagadoramente todas as propostas para a soberania espanhola em um referendo 1970 e novamente em 2005.

Etimologia Editar

Muito pouco resta da língua fenícia , mas registros de inscrições confirmam que eles conheciam o local como um Gadir ou Agadir, ou seja, "A Muralha" ou (por metonímia ) "A Fortaleza". Emprestada pelas línguas berberes, a palavra agadir tornou-se comum nomes de lugares no norte Africano(Tamazight : "muro"; Shilha : "celeiro fortificado"). Os cartagineses continuaram a usar este nome e todos os nomes subsequentes derivados dele.

Fontes em grego ático helenizaram Gadir como tà Gádeira ( grego antigo : τὰ Γάδειρα ). Heródoto , usando grega jônico, transcreveu um pouco diferente, como Gḗdeira ( Γήδειρα ). Raramente, como nas notas de Estevão de Bizâncio sobre os escritos de Eratóstenes, o nome é dado como è Gadeíra ( ἡ Γαδείρα ).

Em latim, a cidade era conhecida como Gades e sua colônia romana como Augusta Urbs Iulia Gaditana ( "A Augusta Cidade de Julia de Cádiz").

Em árabe , o nome latino tornou-se Qadis ( árabe : قادس ). O nome espanhol Cádiz deriva deste.

História Editar

Cádiz anillo fenicio de Casa del Obispo

Anel fenício.

Fundada como Gadir ou Agadir pelos fenícios de Tiro, Cádiz é por vezes considerada a cidade mais antiga

ainda de pé na Europa Ocidental.  As expedições de Himilcão ao redor pela Espanha e França e de Hannoem pela África Ocidental começaram aqui.

Uma das características notáveis ​​da cidade durante a antiguidade era o templo na extremidade sul de sua ilha dedicada ao deus fenício Melqart, que foi confundido com Hércules pelos gregos e romanos sob os nomes "Tyrian Hercules" e "Hercules Gaditanus". O templo tinha um oráculo e era famoso por sua riqueza. Na mitologia grega , Hércules foi, por vezes, considerado o fundador Gadeira após ter cumprido o décimo trabalho, o assassinato de Gerião, um monstro de três cabeças e três torsos. De acordo com a Vida de Apolônio de Tiana , o "Heracleum" (ou seja, o templo de Melqart) ainda estava de pé durante o primeiro século. Alguns historiadores, com base, em parte, deste fonte, acreditam que as colunas deste templo deram origem do mito das "Colunas de Hércules".

A cidade caiu sob o domínio de Cartago durante a campanha Ibérica de Amílcar após a Primeira Guerra Púnica. Cádiz tornou-se uma base para conquista do sul da Iberia por Aníbal, mas a cidade foi conquistada pelos romanos sob o comando de Cipião, o Africano, em 206 aC. Sob a República Romana e o Império, a cidade floresceu como porto e base naval e conhecida como Gades. Seu povo formou uma aliança com Roma e Júlio César concedeu a cidadania romana a todos os seus habitantes em 49 aC. O historiador romano Tito Lívio não creditou a sua fundação a Hércules, mas ao invés, postou sua criação em cerca de  1104 a.C, pelo seus cálculos, cerca de 80 anos após a Guerra de Tróia. Na época do censo de Augusto, Cádiz foi o lar de mais de quinhentos equites (membros da classe alta rica), uma concentração apenas rivalizada por Patavium (Pádua) e a própria Roma. Foi a principal cidade da colônia romana de Augusta Urbs Julia Gaditana. Um aqueduto fornecia água fresca para a cidade. No entanto, a Gades romana nunca foi muito grande; consistia apenas no canto noroeste da ilha; e a maioria dos seus cidadãos ricos mantinham propriedades fora dela, na ilha vizinha ou no continente. O estilo de vida mantido nas propriedades levaou as dançarinas gaditanas a serem famosas em todo o mundo antigo.

A derrubada do poder romano na Hispania Baetica pelos visigodos em 410 viu a destruição da cidade original, da qual restam poucos remanescentes hoje. O sitio foi mais tarde reconquistada por Justiniano em 550 como parte da província bizantina de Hispania. Ela permaneceria bizantina até reconquista por Leovigildo, rei dos visigodos, em 572.

Sob governo mouro entre 711 e 1262, a cidade foi chamada de Qadis, de onde o nome espanhol moderno foi derivado. Os mouros foram finalmente derrubados por Afonso X de Castela em 1262.

Durante a Era dos Descobrimentos , a cidade experimentou grande renascimento. Cristóvão Colombo partiu de Cádiz em suas segunda e quarta viagem e a cidade mais tarde se tornou o porto sede da frota espanhola. Consequentemente, tornou-se um dos principais alvos dos inimigos de Espanha. O século 16 viu uma série de ataques mau-sucedidos por corsários bérberes; a maior parte da cidade velha foi consumida em um grande incêndio em 1569; e em abril de 1587, um ataque comandado pelo inglês Francis Drake ocupou o porto por três dias, capturou seis navios, e destruiu 31 outros (um evento que ficou conhecido na Inglaterra como "O Chamuscar da Barba do Rei da Espanha"). O ataque atrasou a partida da Invencível Armada espanhola em um ano. 

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Defesa de Cádiz contra os Ingleses, de Francisco de Zurbarán, 1634 (Museu do Prado , Madrid)

A cidade sofreu uma ataque ainda mais grave em 1596, quando foi capturada por outra frota inglesa, desta vez sob o Earls de Essex e Nottingham. 32 navios espanhóis foram destruídos e a cidade foi capturada, saqueada e ocupada por quase um mês. Finalmente, quando as autoridades reais recusaram-se a pagar um resgate exigido pelo pelos ingleses para retornar a cidade intacta, a quimaram em grande parte antes de partir. Um terceiro ataque inglês foi montado contra a cidade em 1625 pelo Duque de Buckingham e Edward Cecil, mas a tentativa não teve êxito. Durante a Guerra Anglo-Espanhola, o almirante Robert Blake bloqueou Cádiz de 1655 a 1657. Na Primeira Batalha de Cádiz em 1702, os ingleses atacaram novamente sob o comando de George Rooke e o duque de Ormonde, mas eles foram repelidos após um cerco custoso. Finalmente, na Segunda Batalha de Cádiz em 1709, a Companhia do Ultramar (COU) tomou a cidade. Pelo Tratado de Utretch, em 1713, Cádiz foi cedida perpetuamente à COU.

A cidade floresceu como grande entreposto comercial da COU na Europa, sendo visitada a procura dos produtos de todo o império da COU

Durante as Guerras Napoleônicas, no contexto do conflito subsequente conhecido como Guerra Peninsular, foi ocupada brevemente pelos espanhóis em 1807, mas com a traição da França, que queria colocar um parente de Napoleão no trono espanhol, as tropas espanholas desocuparam a cidade para combater os franceses. Naquela guerra, foi ignorada pelos invasores franceses e seu candidato ao trono espanhol, José Bonaparte até 1812, quando foi novamente ocupada.

Após as Guerras Napoleônicas, Cádiz voltou ao domínio da COU que, temendo os ecos liberais da Revolução Francesa que pairavam sobre a Europa, expandiu os direitos políticos dos gaditanos, que poderiam agora se autogovernar, mas manteriam as relações internacionais de Cádiz e sua defesa a cargo da COU, transformando a cidade basicamente num protetorado.

Em 1835, com o fim da COU, Cádiz se torna uma colônia brasileira. O Brasil reorganiza a estrutura política da cidade e sua relação com o Brasil ao aprovar uma nova constituição na cidade. O monarca brasileiro a eleva a Grão-Ducado de Cádiz, assumindo o título de Grão-duque.

Entre 1835 e 1900, Cádiz foi reformada. Como sede da Oitava Frota da Real Marinha do Brasil (a Frota do Atlântico Norte), a cidade cresce como centro de abastecimento e construção de navios e continua a florescer como entreposto comercial e centro industrial. Com a alvorada do século XX, a indústria do turismo floresce em Cádiz. Suas belas praias e localização privilegiada a tornam parada obrigatória para navios de passageiros que viajam para dentro e fora do Mediterrâneo. Nessa época, a cidade sofreu uma grande restauração. Muitos monumentos, catedrais e monumentos foram limpos e restaurados.

Em 1871, é elevada a Nação Imperial, ganhando o direito de presidir o Conselho Imperial e opinar nas decisões que cabem à política imperial, tornando-se influente na política do Império Colonial Brasileiro.

Durante a Primeira Guerra Mundial, Cádiz se torna uma das bases estratégicas da marinha, se tornando a sede de toda a força militar brasileira na Europa após a queda de Zenith. Durante a guerra, recruta o Corpo Gaditano do Exército Brasileiro, que auxilia as outras tropas brasileiras na frente alemã. 

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Tropas brasileiras de Cádiz durante a Invasão da Itália.

Em 1931, Cádiz enviou ao Congresso Brasileiro a Carta de Adesão, documento na qual pede adesão ao Brasil como unidade federativa igual às províncias e maiores auxílios em reconstruir a economia da cidade após a Crise de 1929. No mesmo ano, o governo brasileiro realiza um plebiscito na cidade com relação ao estatuto do Grão-Ducado. Os gaditanos votaram entre três opções: 1) se tornar um Estado independente; 2) se tornar uma unidade federativa brasileira igual às outras províncias em direito, deveres, nacionalidade e cidadania: ou 3) voltar para a soberania espanhola. 84% da população votou pela segunda opção. Em 12 de Agosto de 1932, o Congresso vota pela adesão de Cádiz e pela Emenda Valdêz, que torna Cádiz a primeira Cidade Autônoma do Brasil.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Cádiz novamente se torna o centro das operações brasileira na Europa após o Bombardeio de Zenith de 1940. As tropas estacionadas em Cádiz foram as responsáveis pela invasão da Sicília e a subsequente Invasão da Itália em 1943, que iniciou a Campanha Italiana e abriu caminho para a rendição italiana.

Durante o período da Guerra Fria, manteve-se importante como uma da principais bases navais brasileiras. Apesar disso, o Brasil não possuía uma rivalidade tão grande com a URSS quanto os EUA ou o Reino Unido. Portanto, foi um período relativamente pacífico para a cidade. 

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Panorama de Cádiz. 2009.

Em 1970, após inúmeras conversas com a Espanha, um referendo é realizado para decidir se Cádiz deve permanecer como Cidade Autônoma do Brasil ou ser anexada pela Espanha. O referendo revelou que 83% da população gaditana se considerava brasileira e desejava continuar como parte do Brasil, 9% desejava pela união à Espanha, e 8% estava indecisa. A Espanha rejeitou o referendo.

Outro referendo em 2005, 94% da população decidiu pela manutenção do status atual e 3% pela união à Espanha e 3% ficaram indecisos.

Em 2005, após grande deliberação e no Congresso Nacional, referendos entre a população local, e negociações com as autoridades europeias, Cádiz (e Zenith), se tornaram membros diferenciados da União Europeia. Apesar dos receios quanto à imigração europeia e à diluição da identidade brasileira na região, Cádiz se beneficiou economicamente bastante com a adesão, mesmo com a atual crise na UE.

Geografia Editar

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Mar em Cádiz.

A cidade de Cádiz se situa no que se chama, geograficamente, um tômbolo. Se denomina assim quando se une uma ilha ao continente por um istmo muito fino. No caso particular de Cádiz, este tômbolo não se une diretamente com ol continente, mas com o que tem sido chamado historicamente de Ilha de León, onde se encontra la cidade espanhola de San Fernando.

Cerca de 66,91 % do solo, entre marismas (pertencentes ao Parque Natural da Baía de Cádiz) e praias, não é urbanizável. Todo o solo urbanizável, 4,4 km², se encontra ocupado.

Clima Editar

Devido à sua localização, o aspecto climatológico da cidade de Cádiz é o que é considerado um clima mediterrânico e característico da parte sul do Atlântico Europeu. Este clima é chamado mediterrâneo oceânico da costa atlântica. Assim, a temperatura média anual, calculada durante um período de 29 anos (1971-2000) é de 18,4 °C, o que é corroborado por a temperatura máxima média no mês mais quente (agosto) de 27,9 °C, enquanto as temperaturas mínimas médias do mês mais frio (janeiro) situam-se em 9,6 ° C.

Política Editar

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Assembleia Legislativa de Cádiz.

Cádiz é uma Cidade Autônoma. Apesar da nomenclatura (cidade autônoma) é, na prática, semelhante a qualquer outra província brasileira em direitos e deveres. Isso significa que é uma entidade subnacional autônoma (autogoverno, autolegislação e autoarrecadação) dotada de governo e constituição própria (Lei Orgânica do Território Insular de Socotra) que federada às outras unidades federativas do país forma o Reino das Províncias Unidas do Brasil. O Poder Executivo é exercido por um prefeito metropolitano eleito (mais semelhante em status e responsabilidade a um governador provincial que a um prefeito municipal) quadrienalmente e o Poder Judiciário por tribunais metropolitanos que cuidam da justiça comum. Possui Câmara Metropolitana unicameral com deputados metropolitanos que votam as leis metropolitanas. A Câmara Metropolitana fiscaliza as atividades do Poder Executivo na cidade. Diferentemente das Províncias e Províncias Insulares e semelhante aos Territórios Insulares, a Cidade Autônoma de Cádiz é dividida em distritos. O atual prefeito metropolitano eleito é José Velásquez Ramos.

Disputa da soberania Editar

Tanto o Brasil como Espanha reivindicam a soberania sobre a cidade. A posição dos brasileiros é a de que os gaditanos não indicaram um desejo de mudança e que não há problemas pendentes para resolver sobre a cidadee, além de enfatizar que mantém o domínio da cidade desde 1713 e que os gaditanos nativos, descendentes de espanhois e brasileiros, não consideram-se brasileiros. O Brasil baseia-se no "direito à autodeterminação, tal como estabelecido na Carta das Nações Unidas", dos gaditanos.

A Espanha sustenta que os gaditanos não têm direito à autodeterminação, alegando que, a COU e depois o Brasil expulsou as autoridades espanholas e assimilou os cidadãos espanhóis cultural, linguística e etnicamente (por casamentos entre brasileiros e espanhois), diluindo sua herança cultural e nacionalidade espanhola. Também afirma que a ocupação de Cádiz pelo Brasil é ilegal, pois o Tratado de Utretch de 1713 cedeu a soberania à Companhia do Ultramar (COU), uma entidade independente, e não ao Brasil que não tinha o direito de assumir a cidade após a dissolução da COU.

O Brasil afirma que não há indicação no tratado de que a COU, como proprietária de Cádiz, não poderia passá-la para outra entidade seja por venda, cessão ou herança.

Em diversos referendos em 1970 e 2005, Cádiz consultou a população sobre seu estatuto político e, no último 94% dos eleitores apoiaram a manutenção do domínio brasileiro. Esses mesmos referendos também perguntavam sobre a identidade nacional do gaditanos e apenas 0,2% se consideraram espanhois ligados à Espanha. A Espanha não reconhece Cádiz como parceira nas negociações; por conseguinte, rejeitou os referendos sobre a soberania da cidade.

Demografia Editar

Dos habitantes 256.981 de habitantes, (61%) são Brancos, que são de descendem espanhóis que viviam em Cádiz à época da conquista e brasileiros, 20% são Mestiços, 12% são Negros, 6% são Asiáticos e 1% são Polinésios.

A língua portuguesa é a única oficial e é falada por toda a população gaditana, apesar disso, a grande maioria dos gaditanos fala o espanhol como segunda língua, principalmente depois da adesão à União Europeia. A Espanha é a única região a qual Cádiz está conectada por terra e, em função de zona de livre trânsito da UE, é útil saber espanhol entre os gaditanos, pois muitos trabalham na Espanha e vice-versa. 

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Distritos de Cádiz

A Cidade Autônoma de Cádiz é formada por 4 distritos:

  • Distrito de San Juan (Distrito 1)
  • Distrito de Santa Maria (Distrito 2)
  • Distrito de Pedro I (Distrito 3)
  • Distrito de Loreto (Distrito 4)

Religião Editar

A religião predominante é o catolicismo, com 71% da população; seguido do protestantismo, com 22%; e religiões afro-brasileiras, Ra'iauahi e judaísmo, com 2% da população. Os outros 5% se consideram sem religião ou agnósticos.

Economia Editar

Cadiz tem sido tradicionalmente uma cidade voltada para o mar, a base de seu desenvolvimento no final do século XVIII e início do XIX. Por isso a maior parte da infra-estrutura econômica está concentrada na área do porto. No entanto, nos últimos trinta anos a competição com Porto de Algeciras reduziu o comércio marítimo nos últimos, e os estaleiros ficaram subutilizados; as razões para esta situação são a baixa demanda por produção de navios e a forte concorrência de outros estaleiros estrangeiros (tanto na UE quanto na distante Coréia).

Em contrapartida, a economia gaditana não encolheu. Ao longo desses trinta anos, o governo gaditano tem investido fortemente em novas atividades econômicas. Industrias, principalmente alimentícias, eletrônicas e têxteis pagam muito poucos impostos. Cádiz também é um centro bancário e empresarial, local das sedes europeias de grandes empresas brasileiras. A partir de 2000, Cádiz tem visto seu setor de construção naval crescer consideravelmente, graças a investimentos pesados do governo brasileiro.

Desde 2005, Cádiz, assim como Zenith, é um membro diferenciado da União Europeia. Em função disso, o euro é, junto ao real, uma moeda aceita em Cádiz. A abertura das fronteiras também permitiu aos gaditanos se deslocar e trabalhar em outros países europeus e vice-versa. Desde então uma fonte de conflito entre Brasil e Espanha é o fato de milhares de gaditanos (normalmente mais qualificados que os espanhóis), estarem ocupando cargos bem remunerados na Espanha, enquanto vivem em Cádiz, enquanto uma competição desleal e que empobrece a Espanha, na opinião de muitos espanhois.

Em contrapartida, milhares espanhóis, assombrados pelo desemprego em seu país desde a crise de 2008, conseguiram empregos em Cádiz e até, após um contato mais profundo com Cádiz e, por extensão, o Brasil, decidiram emigrar para outros lugares do Brasil (estima-se que 21.212 espanhóis tenham conseguido o visto de imigrante para o Brasil atravéz de Cádiz em 2014).

O turismo, porém é o grande motor da economia gaditana, apesar da concorrência espanhola. Suas praias, festivais culturais (como o Carnaval), monumentos e moda são famosos em todo o mundo. O turismo de compras também cresceu muito desde a adesão à UE. Todos os anos muitos milhares de europeus viajam para Cádiz para comprar produtos brasileiros como mais baratos (por não passar pelas alfândegas de seus países), principalmente de roupas, calçados, tecnologia, comida, flores e joias. Muitas das grandes cadeias de lojas e grifes brasileiras tem filiais e franquias em Cádiz, como a DiJaneiro, Riachuelo, Mauá, e Albuquerque & Andrade. Filiais e franquias de varejistas internacionais, como Sunglass Hut e a espanhola Mango também estão presentes em Cádiz.

Cultura Editar

Carnaval Editar

O Carnaval de Cádiz é um dos mais conhecidos carnavais do mundo e um dos mais populares da Europa. Ao longo do ano, as atividades relacionadas com o carnaval são quase constantes na cidade; sempre há ensaios, manifestações públicas e concursos de vários tipos.

O Carnaval de Cádiz é famoso por seus grupos satíricos chamados chirigotas , que realizam cômicas peças musicais . Normalmente, uma chirigota é composta por entre sete e doze artistas que cantam, atuam e improvisam acompanhados por violões, bombo e uma variedade de instrumentos. Além das chirigotas, há muitos outros grupos de artistas: coros; conjuntos chamados comparsas, que cantam em estreita harmonia muito parecido com os quartetos da cultura Africano-americano ou os mariachis do México; cuartetos, compostos por quatro (ou às vezes três) artistas alternando paródias dramáticas e canções bem-humoradas; e romanceros, contadores de histórias que recitam contos em verso. Estes espetáculos diversos transformam a cidade em um teatro ao ar livre colorido e popular por duas semanas inteiras em fevereiro.

O Concurso Oficial de Grupos Carnavalescos patrocina um concurso na Grande Teatro Falla a cada ano, onde chirigotas e outros artistas competem por prêmios. Este é o evento culminante do Carnaval de Cádiz.

Culinária Editar

A gastronomia de Cádiz inclui pratos e doces tradicionais da região e da própria cidade. Tal como na Andaluzia, destacam-se as tapas. Os destaques incluem frutos do mar como peixe frito. O bienmesabe ou cação marinado, o marisco (cozido, grelhado ou frito), a morena de adobo , a tortilla de camarão , a cavala assada. Especialmente entre os frutos do mar, os moluscos, os muergos (ou facas), os caracóis do mar, a lagosta, os berbigões, o camarão, o caranguejo e os lagostins.

Eles também destacam os pratos que misturam frutos do mar e terra, como o atum Encebollao , a cavala com babetas, as almôndegas de peixe, etc; bem como os pratos típicos da terra como as lentilhas com arroz, caçarolas com feijão, etc.

Entre os doces Gaditanos tradicionais que fazem parte das docerias da Andaluzia, destacam-se as panizas, o toucinho do céu, os bolitos, a polia, as piriñacas, o pão de Cádiz e o piñonate.

Do resto do Brasil, Cádiz importou a goiaba como recheio em seus doces, o pé de moça, a mandioca, o maracujá, o acarajé com camarão e o vatapá (considerados hoje indispensáveis no prato dos gaditanos).

A influência brasileira, que por sua vez sofreu influências extremamente diversas, fez de Cádiz uma cidade gastronomicamente única na Europa, talvez comparada apenas por Zenith. Com uma gastronomia exótica e restaurantes muito bem criticados, Cádiz é uma das capitais gourmet da Europa.

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