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Polinésia Brasileira

Pōrīnetia Parīihié (Tahitiano)

País

Brasil

Localização

Oceano Pacífico

Arquipélago

Tuamotus, Ilhas Marquesas, Ilhas Mangareva

Área

1.931 km2

Capital

Vehina

Municípios

Marquesas, Tuamotus Nordeste, Tuamotus Sudeste, Mangareva, Rapa Nui

Assentamento mais populosos

Vehina ( 152.945 hab.)

População

Total - 259.230 hab. (54% Polinésios, 21% Mestiços, 13% Brancos, 9% Negros, 3% Asiáticos)

Densidade - 134,24/km2

PIB

Total - US$ 11,25 bilhões

per capita - US$ 43.402

Gentílico

Maui, Polinésio-Brasileiro

 Polinésia Brasileira (em tahitiano: Pōrīnetia Parīihié) é uma Província Insular do Reino das Províncias Unidas do Brasil. É composta por 63 ilhas geograficamente dispersas e atóis que se estendem por uma extensão de mais de 1.000 km no sul do Oceano Pacífico. Sua área total é de 1.931 quilômetros quadrados. É composta pela região de Tuamotus Oriental (a porção oriental do Arquipélago de Tuamotus), pelas Ilhas Marquesa, pelas Ilhas Mangareva ou Gambier, e pela Ilha de Rapa Nui ou Páscoa. A Ilha mais populosa é Hiva Oa, com 59% da população da província e onde está localizada a capital, Vehina.

Após a grande migração polinésia, os exploradores europeus visitaram as ilhas da região em várias ocasiões. Comerciantes e os navios baleeiros também visitaram, principalmente oriundos da Cidades Livres. Em 1836, logo após a Grande Guerra Latino-Americana, os brasileiros se assumiram as porções orientais da Polinésia, estabelecendo o Estabelecimento Brasileiro da Oceania.

Os territórios mais próximos são Quiribati, a noroeste, a colônia britânica de Pitcairn, a leste, e o território da Polinésia Francesa, a oeste. 

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Mapa da Polinésia Brasileira.

Em 1946, a colônia tornou-se uma Província Insular, e aos polinésios foi concedido o direito de voto e cidadania brasileira. Em 1948, foi renomeada para Polinésia Francesa. Desde então, a Polinésia Brasileira e seus cidadãos gozam de status igual ao das províncias do Brasil com autonomia de governo e representação política. Também datam desse período os investimentos no desenvolvimento econômico e social da província, principalmente do turismo.

Etimologia Editar

Polinésia vem do grego πολύς ("muitas") e νῆσος ("ilha"), e é o nome dado pelo francês Charles de Brosses ao conjunto de ilhas no Sul do Oceano Pacífico até então conhecidas como Ilhas Austrais do Pacífico.

História Editar

Povoamento dos arquipélagos pelos polinésios Editar

O arquipélago das Marquesas foi provavelmente descoberto e colonizado por navegadores polinésios, uma civilização bastante dinâmica que se guiava apenas com o seu conhecimento de ondas, constelações e ventos nas suas navegações, vindos da Samoa cerca de 200 a.C.. Das Marquesas, os polinésios descobriram outras ilhas muito distantes, como Havai, ao norte, Nova Zelândia, chamada pelos polinésios de Aotearoa, ao sul, e a ilha de Páscoa, conhecida também como Rapa Nui, ao leste. O arquipélago de Gambier (Mangareva) foi provavelmente descoberto e colonizado em cerca de 300 d.C., o arquipélago da Sociedade em cerca de 400 d. C., o arquipélago de Tuamotus em cerca de 600 d. C. e o arquipélago das Austrais cerca de 800 d. C. Estes povos estavam no período neolítico, e a sua subsistência baseava-se na cultura do taro, do inhame, da batata-doce, da cana-de-açúcar, do coco, da banana e do fruta-pão, da criação de porcos e galinhas e da pesca.

Primeiros contatos com os europeus Editar

O primeiro contacto europeu com a Polinésia ocorre em 24 de janeiro de 1521, quando o português Fernão de Magalhães descobre Puka Puka, um atol do arquipélago de Tuamotu. Onze anos mais tarde, em 1595, o espanhol Álvaro de Mendaña e o português Pedro Fernandes de Queirós descobrem o arquipélago das Marquesas, mas mantiveram a sua descoberta em segredo para evitar a aproximação de outros poderios europeus. Em 4 de fevereiro de 1606 é descoberto, por Queirós, o grupo Acteão, e seis dias depois o atol de Hao, o quarto maior atol da Polinésia. No mesmo ano, em 5 de junho, o britânico John Byron chega a Napuka e Tepoto. Após dez anos, os holandeses Jacob Le Maire e Willem Schouten chegam a Takaroa, Takapoto, Ahe e Rangiroa.

Com mais de um século sem contacto com os europeus, em 2 de junho de 1722, o brasileiro da Arcanis Tristan de Gurgel descobre Makatea e, quatro dias depois, Bora Bora. É Charles de Brosses quem nomeia de Polinésia as ilhas das terras austrais, em 1756. Só em 1767, o Tahiti é descoberto pelo inglês Samuel Wallis, e em 1768 pelo francês Louis Antoine de Bougainville, que reclama a sua posse para a França. Posteriormente, o britânico James Cook, em 1769, explora o arquipélago da Sociedade e em seguida descobre Rurutu, situado no arquipélago das Austrais, regressando em 1773, 1774 e 1777. Paralelamente, o espanhol Domingo de Boenechea chega ao Taiti em 1772, tendo voltado em 1774 a fim de instalar uma missão permanente, porém esta falha.

De 1743 a 1880, a família real tahitiana Pomare se beneficia habilmente da presença dos europeus para alargar o seu poder.

De protetorado a província insular Editar

Após a Grande Guerra Latino-Americana, o Brasil começou a vislumbrar a expansão colonial para o oeste, em direção ao Pacífico. Em 1836, os brasileiros fundaram povoações no leste do Arquipélago de Tuamotus, e reclamaram as Ilhas Marquesas e Mangareva, fundando o Estabelecimento Brasileiro da Oceania. Além das colônias, o Estabelecimento também exercia proteção sobre os nativos da região em troca de vantagens econômicas e militares.

Após a invasão japonesa às colônias brasileiras na Ásia, a Polinésia Brasileira se tornou uma das principais bases navais brasileiras no pacífico, formando com a base de Guadayaquil, no Ecuador, a Linha de Defesa do Pacífico. Apesar dos cuidados, o Brasil e os EUA conseguiram manter o Japão longe de suas águas e empurrá-los de volta para o oeste.

Em 1946, durante o processo de descolonização do império colonial brasileiro, foi realizado um plebiscito na Polinésia Brasileira com relação ao estatuto da colônia. Os ilhéus votaram entre três opções: 1) se tornar um Estado independente; 2) se tornar uma unidade federativa brasileira igual às outras províncias em direito, deveres, nacionalidade e cidadania: ou 3) continuar como território colonial. 93% da população votou pela segunda opção. Em 1947, as ilhas adquiriram o estatuto de Província Insular.

Geografia Editar

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Vehina, capital da Polinésia Brasileira.

As ilhas da Polinésia Brasileira formam uma área de 1.931 quilômetros quadrados, espalhados por mais de 1.000 quilômetros ao mar. Há 63 ilhas da Polinésia Brasileira.

Ele é constituído por 4 grupos de ilhas. A mais populosa é Hiva Oa, nas Ilhas Marquesas.

Os grupos de ilhas são:

  • Ilhas Marquesas
  • Tuamotus
  • Ilhas Mangareva (ou Gambier)
  • Ilha de Rapa Nui (ou Páscoa)

Economia Editar

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Fazenda de peixes.

O PIB da Polinésia Brasileira em 2015 foi de US$ 11,25 bilhões, a quinta maior economia da Oceania após Austrália, Nova Zelândia, Havaí (EUA) e Papua-Nova Guiné. O PIB per capita foi de US $ US$ 43.402 em 2105 , menor apenas que o da Austrália, mas maior do que todos os estados insulares independentes da Oceania e que o Havaí.

Polinésia Brasileira tem uma economia desenvolvida, que é dependente do turismo, pesca comercial, a piscicultura, indústria alimentícia e biotecnologia. As instalações turísticas são muito bem desenvolvidas e estão disponíveis nas principais ilhas.  

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Cultivo de pérolas.

A agricultura hidropônica de alta produtividade é bem presente, semelhante a outras regiões mais distantes do Brasil como Cozumel, Socotra, Jeju e Zenith. E também a agricultura e pecuária intensiva em plataformas flutuantes no mar é bem desenvolvida, permitindo à província exportar produtos agrícolas e alimentar sua própria indústria alimentícia. A Polinésia Brasileira é também famosa por sua indústria de pérolas cultivadas, famosas no mundo todo. 
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Estâncias de turismo na Polinésia Brasileira.

Suas principais exportações são pescado, alimentos industrializados, frutas, legumes, laticínios, medicamentos, pérolas e frutos do mar.

Clima Editar

O clima da Polinésia Francesa pode ser descrito como clima cálido e tropical. As temperaturas são cálidas durante todo o ano e podem ficar quentes no verão, mas raramente atingem mais de 35 ° C. Os ventos alísios de leste-sudeste trazem brisas refrescantes longas todo o anos nos finais de tarde e início de noite.

A temporada de chuva tropical é de dezembro a de Fevereiro, com os meses mais quentes do verão. Em geral, as temperaturas entre abril e setembro são apenas um pouco mais frias do que de novembro a fevereiro.

Furacões às vezes podem alcançar a Polinésia Brasileira entre o final de janeiro e meados de março. No entanto, essas tempestades não são na sua maioria um perigo para as ilhas, porque as rotas habituais destas tempestades são muitas vezes demasiado distantes ao sul e nunca uma furacão que atingiu a Polinésia Brasileira foi forte.

População Editar

A população total no recenseamento geral de 2015 foi de 259.230 habitantes. No censo de 2015, 49% da população vivia na capital, Vehina.(54% Polinésios, 21% Mestiços, 13% Brancos, 9% Negros, 3% Asiáticos)

Em 2015, 84% das pessoas que vivem na Polinésia Brasileira nasceu na Polinésia Brasileira, 12% nasceram no resto do Brasil, 4% nasceram em países estrangeiros. No mesmo ano, 54% das pessoas eram etnicamente Polinésios, 21% Mestiços, 13% Brancos, 9% Negros e 3% Asiáticos.

Idiomas Editar

O português e o tahitiano são línguas co-oficiais. O português é falado por 98% da população e o tahitiano por 11%. Além desses, 2% falam tuamotuano e 1,2% falam marquesano.

Religião Editar

O cristianismo é a religião principal das ilhas: a maioria (44%) pertencem a várias igrejas protestantes e uma grande minoria (30%) são católicos romanos. Pouco mais de 50% da população da Polinésia Brasileira. A maior congregação é a Igreja Luterana. Além disso, 10% da população é agnóstica ou sem religião e 4% seguem Ra'iauahi (politeísmo polinésio tradicional organizado).

Política Editar

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Assembleia Legislativa da Polinésia Brasileira.

A Polinésia Brasileira é uma Província Insular brasileira. Apesar do adjetivo (insular) é, na prática, semelhante a qualquer outra província brasileira em direitos e deveres. Isso significa que é uma entidade subnacional autônoma (autogoverno, autolegislação e autoarrecadação) dotada de governo e constituição própria (Lei Orgânica da Província Insular da Polinésia Brasileira) que federada às outras unidades federativas do país forma o Reino das Províncias Unidas do Brasil. O Poder Executivo é exercido por um governador eleito quadrienalmente e o Poder Judiciário por tribunais provinciais de primeira e segunda instância que cuidam da justiça comum. Possui Câmara Provincial unicameral com deputados provinciais que votam as leis provinciais. A Câmara Provincial fiscaliza as atividades do Poder Executivo na província e nos municípios. O atual governador eleito é Heitor Mahealani.

Mídia e Telecomunicações Editar

Telecomunicações Editar

A província é servidos por telefone, bem como por rádio, e internet banda larga. O sinal desses serviços, auxiliados pela Linha de Satélites de Comunicação do Equador (LISCEq), em funcionamento desde 2000, é acessível com boa qualidade em todas as ilhas mesmo nas regiões mais remotas. A Rede Maui é a rede de televisão regional mais importante, possuindo programação em português e em tahitiano.

Infraestrutura Editar

Transporte Editar

Há 29 aeroportos pavimentados na Polinésia Brasileira; entre os quais o maior é o Aeroporto Internacional de Vehina. Cada ilha tem seu próprio aeroporto que serve voos para outras ilhas. Air Vehina é a principal companhia aérea que opera ao redor das ilhas, enquanto a Aerobras e a Brazilian Airlines são a principais operadoras em viagens externas.

Há também 10 portos de passageiros de grande e médio porte e 4 portos mercantes, responsáveis pelas exportações da província.

Educação Editar

A Polinésia Brasileira possui níveis de educação semelhantes ao resto do Brasil. Além do ensino padrão a nível federal, os polinésios também aprendem a história, a cultura e a língua polinésias.

A Universidade de Huanui, é uma das dez melhores da Oceania.

Energia Editar

Cultura Editar

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