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Real Marinha do Brasil
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País

Reino das Províncias Unidas do Brasil

Subordinação

Ministério da Defesa

Sigla

MAB

Criação

1548 (como a Força Marítima de Defesa Colonial)

Lema

Nihil Prohibere Nobis
(latim: "Nada nos para")

Guerras

Guerras Flamengas (século XVII)/ Guerra de Restauração Portuguesa (1640-1668)/ Conquista da Guyana Francesa (1809)/ Conquista da Banda Oriental (1810)/ Guerra de Independência Brasileira (1821-1824)/ Guerra da Cisplatina (1825-1828)/ Grande Guerra Latino-Americana (1829-1835)/ Guerra de Sucessão Portuguesa (1840-1843)/ Guerra Anglo-Brasílica (1849-1854)/ Guerra de Reintegração do Uruguay (1856-1857)/ Guerra do Caribe (1867)/ Guerras Coloniais (século XIX)/ Primeira Guerra Mundial (1914-1918)/ Segunda Guerra Mundial (1939-1945)/ Primeira Guerra do Terror (1999)/ Segunda Guerra do Terror (2007)

Efetivo

292 000 militares/ 93 200 fuzileiros navais

292 navios

Comandante-em-Chefe

Rei Marco II das Províncias Unidas do Brasil

Regente-Comandante

Chanceler Maia Grimaldi de Castro

Chefe do Estado-Maior

Almirante-da-Frota Hilda Carolina Vaz de Medeiros

 Real Marinha do Brasil (MAB) é o ramo das Forças Armadas do Brasil responsável por conduzir operações navais. É a maior da América Latina,  a segunda maior marinha da América, depois da Marinha dos Estados Unidos e uma das cinco maiores marinhas do mundo. A MAB possui a segunda maior frota de porta-aviões do mundo, depois dos EUA, com oito unidades, e mais três em construção. Possui contingente de 292.000 militares e 292 navios de guerra. O seu patrono é o Marquês de Tamandaré. Os navios da MAB recebem antes do nome a designação NRB que significa Navio Real Brasileiro

História Editar

Antecedentes Editar

Suas origens remontam do século XVI, extremamente antigas para o padrão dos outros países americanos, com a criação da Força Marítima de Defesa Colonial, fundada em 1548, e da Marinha da Companhia do Ultramar, fundada em 1572, que estiveram envolvidas em numerosos e importantes conflitos no Brasil e no mundo ao longo dos séculos XVI, XVII, XVIII e XIX.

Independência Editar

<p style="font-weight:normal;">Com a elevação do Brasil a reino em 1814, a Força Marítima de Defesa foi transformada na Real Marinha do Brasil. Esteve envolvida na Guerra de Independência do Brasil (1821-1824). A maioria das forças e bases navais sul-americanas de Portugal foram transferidos para o país recém independente.

Século XIX Editar

Logo após a independência, a marinha foi envolvida na Guerra Cisplatina (1824-1826) e na Grande Guerra Latino-Americana (1829-1835), que confirmaram o Brasil como potência dominante na América.

Em 1835, com a liquidação da Companhia do Ultramar (COU), sua força naval foi absorvida pela marinha. Por volta de 1840 em diante participou da Guerra de Sucessão Portuguesa (1840-1843) e da Guerra Anglo-Brasileira (1848-1853), que confirmaram o Brasil como potência mundial e expuseram a capacidade de águas azuis da MAB.

Século XX Editar

Entre 1840 e 1910, a Marinha do Brasil foi a segunda maior do mundo e a única verdadeira ameaça à supremacia da Marinha Real Britânica, mas a corrida armamentista do fim do século XIX e início do século XX, viu uma redução da discrepância de poder com o fortalecimento das marinhas da Alemanha, Estados Unidos e Japão. À época da Segunda Guerra Mundial, a MAB já havia sido eclipsada pelos Estados Unidos, Alemanha e Japão.

Primeira Guerra Mundial (1914-1918) Editar

Com o inicio das hostilidades na Europa o Brasil manteve inicialmente uma postura neutra perante o conflito, mas sempre acompanhando de perto as potências envolvidas, porém invasão de Zenith pela Alemanha, foi uma das poucas vezes na história que o comando militar brasileiro foi pego de surpresa, já que não se esperava entrar no conflito. Uma força naval chegou a ser enviada a partir de Cádiz para socorrer a Zenith porém Inglaterra e França, inexplicavelmente retardaram a passagem desta força pelo Canal da Mancha, impedindo assim que essa força chegasse em tempo hábil para auxiliar a cidade.

Nesta época a marinha passava por uma renovação de seus meios navais e não se encontrava em total prontidão para o combate. Rapidamente meios navais foram colocados em prontidão, e patrulhas antissubmarinas começaram a ser realizadas na costa brasileira, bem como bem como foi enviada para o Atlântico Norte e Mediterrâneo a 1ª Divisão Naval, para reforçar a posição marítima brasileira na Europa.

Ao mesmo tempo que a Marinha do Brasil tomava parte nas hostilidades na Europa, em outros pontos do planeta a Marinha mantinha sua presença, apoiando ações militares brasileira contra colônias Alemães principalmente na África e Ásia.

Durante a guerra a marinha não tomou parte em nenhum grande combate naval, principalmente após a batalha da Jutlândia, onde os navios brasileiros por estarem operando em outra área não puderam participar. e sim apenas pequenas escaramuças navais com unidades alemãs isoladas ou submarinos que constituíram a maior ameaça naval na guerra e nesta missão a marinha se destacou por seu profissionalismo na importante tarefa de escolta dos comboios navais.

Após o termino do conflito a Marinha do Brasil voltava a ser a segunda maior marinha do mundo apenas atrás da marinha Inglesa.

Período entre guerras (1918-1939) Editar

O período entre guerras foi relativamente tranquilo para a MAB, houve grande investimento em tecnologia naval. Graças as lições aprendidas durante as operações antissubmarinas na guerra, vários navios da marinha foram equipados com aparelhos de sonar, e a partir de 1933 também foram instalados radares em pontos estratégicos da costa brasileira bem como em diversos navios. Foi dado inicio a partir de 1925 de um programa de construção naval, que substituiu diversos navios obsoletos que ainda estavam em serviço. Um novo tipo de navio também foi projetado e construido pela MAB, era o Porta-aviões ou Navio Aeródromo, na nomenclatura da época. O primeiro porta-aviões brasileiro foi o RNB Xingu que tinha capacidade de operar até 10 aviões.

Porém apesar dos avanços tecnológicos a MAB nesse período viu uma redução de seus meios navais, principalmente após a crise de 29 que apesar de não ter causado grande impacto na economia brasileira, fez sentir até por aqui. nesse período a MAB deixou de ser a segunda marinha do mundo, ficando atrás do Japão e EUA

Segunda Guerra Mundial (1939-1945) Editar

Com o inicio da Segunda Guerra Mundial a marinha do Brasil provavelmente era uma das mais modernas senão a mais moderna e tecnológica do planeta, porém era relativamente pequena em comparação a outras potências, o que fez-se sentir no inicio das hostilidades. Porém desta vez os militares brasileiros não seriam pegos de surpresa como em 1914. Com a subida de Hitler ao poder, e a degradação cada vez maior das relações entre Brasil e Alemanha os militares brasileiros auxiliados por relatórios de inteligência do IBIS não tardaram a perceber que uma nova guerra começaria logo. A marinha inicio um plano de expansão do poder naval com a construção de mais navios de guerra, principalmente Porta-aviões, decisão essa que mais tarde demonstraria ser a mais acertada. Para MAB a guerra se dividiu em duas partes: A batalha do Atlântico e a Batalha do Pacifico.

Século XIX Editar

A Real Marinha do Brasil do século XXI mantém uma presença global considerável, com bases em cada continente. É uma marinha de águas azuis com considerável capacidade de agir em qualquer parte do mundo rapidamente.

O maior navio na Marinha é o NRB Tupan, um porta-aviões 83.800 toneladas. A MAB também possui variados tipos de navios e aeronaves.

Organização Editar

O Comando da Marinha é o órgão responsável pela Real Marinha do Brasil. O órgão nasceu em 10 de junho de 1895 através da extinção do Ministério da Marinha e sua respectiva transformação em Comando. Está diretamente subordinado ao Ministro da Defesa e é comandado por um almirante-de-esquadra nomeado pelo Rei.

Estrutura Organizacional do Comando da Marinha Editar

O Comando da Marinha tem por propósito preparar a Marinha para o cumprimento da sua destinação constitucional e atribuições subsidiárias. Tem a seguinte estrutura organizacional:

Estado-maior da Armada (EMA); É o órgão responsável pelo comando de toda a força naval, sob sua subordinação direta estão:

  • CCSM – Centro de Comunicação Social da Marinha
  • CIM – Centro de Inteligência da Marinha
  • GCM – Gabinete do Comandante da Marinha
  • SECIRM – Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar
  • CPTM - Centro de Pesquisa e Tecnologia da Marinha

Junto ao EMA também está ligado o Almirantado, que é um órgão de Assessoramento do Comandante da Marinha

Além desses órgãos estão também diretamente ao Comando da Marinha o Comando de Operações Navais e Comando da Força de Fuzileiros Navais

Comando de Operações Navais Editar

O Comando de Operações Navais (ComOpNav) é responsável pela prontificação, adestramento e emprego das Forças Navais, Aeronavais nas operações militares.

O ComOpNav é formado pelas seguintes organizações militares:
  • Comando-em-Chefe da Esquadra (ComemCh) – É o centro de decisão do Poder Naval brasileiro. É responsável por manter os comandos subordinados em prontidão para operações navais e por operar a esquadra em si(vide próxima seção).
  • Comandos dos distritos Navais (ComDN) – Cada comando é responsável por um dos 12 distritos navais do Brasil. Cada distrito naval é um território subordinado a um comando naval de área responsável por administrar e dirigir os meios da Marinha naquela região;
  • Comando de Controle do Tráfego Marítimo – Esta é a Organização Militar responsável por garantir a segurança do tráfego marítimo e de atender a compromissos internacionais assumidos pelo País, relativos ao Controle Naval do Tráfego Marítimo;

Comando do Corpo de Fuzileiros Navais Editar

Comando do Corpo de Fuzileiros Navais (CCFN) –  Unidade Semi-Independente na estrutura de Comando da Marinha, subordinando-se diretamente ao EMA, Tem a responsabilidade de desenvolver operações terrestres que estejam no contexto de operações navais. É composto de um Estado Maior e Comando próprio.
O Corpo de Fuzileiros Navais (CFN), é uma unidade de elite da Marinha, constitui-se no maior efetivo de fuzileiros navais na América Latina, estimado em 93 000 homens. O Batalhão de Operações Especiais de Fuzileiros Navais é a sua principal unidade. Treinados como força de pronta atuação, a missão do CFN é garantir a projeção do poder naval em terra, por meio de desembarques realizados em conjunto com navios e efetivos da Marinha.

Comando-em-Chefe da Esquadra (ComemCh) Editar

Ao ComenCh estão subordinados os principais meios navais de da Esquadra com exceção dos meios distritais. Sob sua subordinação estão:

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